Resultados do Primeiro Trimestre de 2026
Os resultados do primeiro trimestre de 2026 (1T26) da Cosan (CSAN3), Nubank (ROXO34) e Oncoclínicas (ONCO3) foram os destaques corporativos do dia 15 de setembro.
Destaques Corporativos
Cosan (CSAN3) Reduz Prejuízo no 1T26, Mas Dívida e Resultado Financeiro Seguem Pressionando
A Cosan (CSAN3) apresentou um prejuízo líquido de R$ 1,58 bilhão no primeiro trimestre de 2026, o que representa uma redução de 11% em relação às perdas de R$ 1,79 bilhão do mesmo intervalo do ano anterior.
Esse resultado foi marcado por uma melhoria operacional nas investidas da holding, embora ainda tenha sido afetado pelo elevado resultado financeiro e pelos custos vinculados à reestruturação da dívida.
A companhia informou que o trimestre foi impactado por aproximadamente R$ 1 bilhão em efeitos não recorrentes relacionados à liquidação antecipada de bonds com vencimentos em 2029, 2030 e 2031, que foram registrados nas linhas de resultado financeiro e imposto diferido.
Em termos globais, a receita líquida caiu 7% na comparação anual, totalizando R$ 9,03 bilhões, enquanto o Ebitda (Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização) ajustado apresentou um avanço de 60%, alcançando R$ 3,34 bilhões.
Nubank (ROXO34): Lucro Sobe 41% e Chega a US$ 871 Milhões no 1T26
O Nubank (ROXO34) registrou um lucro líquido de US$ 871 milhões no primeiro trimestre de 2026, um crescimento de 41% em relação ao mesmo período de 2025, conforme balanço divulgado na quinta-feira, 14 de setembro.
Embora tenha apresentado um aumento no lucro, o valor ficou abaixo das expectativas de analistas da LSEG, que projetavam um lucro de US$ 980 milhões.
O retorno anualizado sobre o patrimônio líquido (ROE) atingiu 29%, apresentando um aumento de dois pontos percentuais, mas uma queda de quatro pontos em comparação aos 33% do trimestre anterior. Este número foi superior ao do Itaú (ITUB4), que encerrou o trimestre com um ROE de 24%.
O diretor financeiro, Guilherme Lago, mencionou à Reuters que o lucro foi impactado pelo crescimento acelerado do crédito, o que levou a empresa a reconhecer provisões antecipadamente. A carteira de crédito total do Nubank cresceu 40% em relação ao ano anterior, alcançando US$ 37,2 bilhões.
Oncoclínicas (ONCO3) Mais Que Triplica Prejuízo no 1T26, Para R$ 438,7 Milhões
A Oncoclínicas (ONCO3) reportou um prejuízo líquido de R$ 438,7 milhões no primeiro trimestre de 2026, mais que o triplo do prejuízo de R$ 131,9 milhões registrado no mesmo período do ano anterior, de acordo com o relatório de resultados divulgado ao mercado na noite de quinta-feira, 14 de setembro.
O Ebitda ajustado ficou negativo em R$ 49,2 milhões, resultando em uma margem negativa de 4,2%.
Conforme a companhia, essa métrica foi diretamente afetada pela desalavancagem operacional do período, que ocorreu devido ao desabastecimento de medicamentos nas clínicas, um cenário que começou em março e por conta de provisões contábeis registradas durante o trimestre.
No período de janeiro a março, a receita líquida da rede de oncologia foi de R$ 1,16 bilhão, representando uma queda de 22,3% em comparação com o mesmo período de 2025. A empresa atribui essa dinâmica ao volume de provisões para créditos de liquidação duvidosa durante o trimestre.
Ao final do trimestre, a dívida líquida financeira da companhia, somada às aquisições a pagar, atingiu R$ 3,26 bilhões.
GPA (PCAR3) Amplia o Prejuízo Líquido das Operações para R$ 1,35 Bilhão no 1T26
O GPA (PCAR3) registrou um prejuízo líquido das operações continuadas de R$ 1,347 bilhão no primeiro trimestre de 2026, frente a perdas de R$ 93 milhões registradas no mesmo período do ano anterior.
O resultado foi pressionado, em grande parte, por efeitos não recorrentes e sem impacto no caixa, totalizando R$ 1,014 bilhão no trimestre.
A companhia destacou que os impactos extraordinários vieram de uma baixa de crédito no exterior, no valor de R$ 588 milhões, além de baixas de softwares, fundo de comércio, outros ativos e impairment de lojas. Se esses efeitos não fossem considerados, o prejuízo líquido continuado ajustado teria sido de R$ 333 milhões.
Telefônica Brasil (VIVT3) Restituirá R$ 1,25 aos Acionistas com o Andamento da Redução de Capital
A Telefônica Brasil (VIVT3), proprietária da Vivo, comunicou ao mercado que o prazo de oposição de credores em relação à redução de capital social da companhia, aprovada em Assembleia Geral Extraordinária realizada em 12 de março de 2026, chegou ao fim, tornando o processo plenamente eficaz.
A redução de capital é um procedimento que permite às empresas diminuir o valor do seu capital social e devolver parte dos recursos aos acionistas.
Assim, a companhia dará continuidade à restituição de R$ 1,25171862845 por ação ordinária, tendo como base um total de 3.195.606.352 ações ordinárias de seu capital social, excluindo as 30.940.270 ações mantidas em tesouraria até 31 de dezembro de 2025.
O valor por ação ordinária é calculado com base na posição acionária de 31 de dezembro de 2025. Devido ao programa de recompra de ações da empresa, esse montante pode sofrer alterações em função da base acionária a ser verificada em 22 de maio de 2026. Após essa data, as ações de emissão da companhia serão consideradas ex-direitos da restituição.
O pagamento da restituição será feito em uma única parcela no dia 14 de julho de 2026, individualmente a cada acionista e na proporção de suas respectivas participações no capital social da empresa.
Porto (PSSA3) Tem Lucro de R$ 1,1 Bilhão no 1T26
A Porto (PSSA3) obteve um lucro líquido de R$ 1,1 bilhão no primeiro trimestre de 2026, refletindo um aumento de 36% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O lucro recorrente foi de R$ 958 milhões, com um crescimento de 15% em comparação anual. A empresa informou que este foi o quinto trimestre consecutivo de crescimento de dois dígitos nessa linha.
As receitas totais chegaram a R$ 11 bilhões, um aumento de 10% ano a ano, resultado da estratégia de diversificação entre seguros, saúde, banco e serviços.
No setor de seguros, as receitas e prêmios totalizaram R$ 5,7 bilhões, o que representa um crescimento de 6%. Esse desempenho foi impulsionado pelos segmentos patrimonial e de vida, que cresceram 13% e 12%, respectivamente. Em relação a automóveis, os prêmios aumentaram 3%, enquanto a frota segurada atingiu 6,3 milhões de veículos.
A companhia destacou que o índice combinado ampliado caiu para 85%, com uma melhora de quatro pontos percentuais, explicada principalmente pela queda de 2,5 pontos percentuais na sinistralidade, que se estabeleceu em 51%, além da melhoria na eficiência operacional. Como resultado, o lucro do setor de seguros chegou a R$ 467 milhões, um avanço de 49%.
Cyrela (CYRE3) Lucra R$ 297 Milhões no 1T26
A construtora Cyrela (CYRE3) registrou um lucro líquido de R$ 297 milhões no primeiro trimestre de 2026, representando uma diminuição de 9% em relação ao mesmo período de 2025, conforme balanço divulgado na quinta-feira, 14 de setembro.
No intervalo de janeiro a março, a receita líquida da incorporadora totalizou R$ 2,02 bilhões, um crescimento de 4% na mesma base de comparação anual.
Em média, analistas projetavam um lucro líquido de R$ 394 milhões e uma receita líquida de R$ 2,2 bilhões, de acordo com previsões da LSEG.
A margem bruta subiu 0,4 ponto percentual, alcançando 32,9%, enquanto a margem bruta ajustada cresceu 1,8 ponto, atingindo 36,1%.
As despesas comerciais da empresa somaram R$ 277 milhões no 1T26, o que representa um aumento anual de 38%. Já as despesas gerais e administrativas totalizaram R$ 134 milhões, com um aumento de 6% no mesmo período.
Helbor (HBOR3) Vê Lucro Encolher no 1T26 Após Alta das Despesas Financeiras
A Helbor (HBOR3), incorporadora focada no segmento de médio e alto padrão, registrou um lucro líquido atribuível aos sócios controladores de R$ 1,9 milhão no primeiro trimestre de 2026, o que representa uma queda de 74,5% em relação a igual período de 2025.
No consolidado, o lucro totalizou R$ 24,2 milhões, apresentando um recuo de 31,9% na comparação anual, segundo balanço divulgado na quinta-feira, 14 de setembro.
A receita operacional líquida somou R$ 346,6 milhões entre janeiro e março, um crescimento de 15,8% em relação ao 1T25 e de 11,5% em comparação ao 4T25, refletindo mudanças no mix de vendas.
Em termos de vendas, no primeiro trimestre deste ano, 21% das vendas corresponderam a unidades de lançamentos realizados no período, uma queda em relação aos 38% do mesmo ano anterior.
Even (EVEN3) Tem Lucro Líquido de R$ 47 Milhões no 1T26
A construtora Even (EVEN3) obteve um lucro líquido ajustado de R$ 47 milhões no primeiro trimestre de 2026, conforme balanço publicado na quinta-feira, 14 de setembro. Este valor representa uma queda de 42,2% em relação ao desempenho do mesmo período no ano anterior.
A receita líquida atingiu R$ 330,2 milhões de janeiro até o final de março, cerca de 2% inferior ao que foi registrado no primeiro trimestre de 2025.
A média das expectativas de analistas compiladas pela LSEG previa um lucro líquido de R$ 37,5 milhões e receita líquida de R$ 342,6 milhões.
No período, a Even sofreu uma queima de caixa de R$ 55,6 milhões, comparada a uma geração de R$ 166,4 milhões no ano anterior.
Gafisa (GFSA3) Reverte Lucro e Tem Prejuízo de R$ 45,6 Milhões no 1T26
A Gafisa (GFSA3) reportou um prejuízo consolidado de R$ 45,6 milhões no primeiro trimestre de 2026, em comparação ao lucro de R$ 21,1 milhões registrado no mesmo período do ano anterior.
De acordo com o balanço enviado ao mercado na quinta-feira, 14 de setembro, a receita operacional líquida caiu quase 56%, totalizando R$ 99,9 milhões nos primeiros três meses de 2026, com as vendas brutas caindo quase 90%, para R$ 23,9 milhões.
O grupo apresentou um resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado de R$ 29,8 milhões negativos, frente aos R$ 5,7 milhões positivos do mesmo período de 2025. A margem Ebitda ajustada no 1T26 foi negativa em 29,8%, enquanto no 1T25 havia fechado positiva em 2,5%.
Caixa Tem Lucro Líquido de R$ 3,5 Bilhões no Primeiro Trimestre
A Caixa Econômica Federal encerrou o primeiro trimestre de 2026 com um lucro líquido recorrente de R$ 3,5 bilhões, conforme comunicado divulgado na quinta-feira, 14 de setembro. Este montante representa uma queda de 34,4% em comparação ao mesmo período do ano anterior, mas indica um aumento de 25,4% em relação ao quarto trimestre de 2025.
De acordo com a Caixa, o balanço dos três primeiros meses do ano foi impactado por um aumento significativo das provisões para perdas com crédito, que mais do que dobraram nesse período, em consonância com as novas regras regulatórias do Banco Central para a cobertura de risco de inadimplência.
A instituição financeira explicou que as provisões passaram a considerar perdas esperadas nas operações de crédito e não apenas perdas efetivamente registradas. Essa mudança elevou as reservas financeiras da Caixa para possíveis calotes.
CPFL Energia: Lucro Sobe 18% no 1T26, a R$ 1,8 Bilhão
A CPFL Energia (CPFE3) encerrou o primeiro trimestre com um lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 1,8 bilhão, representando um avanço de 18% em comparação ao ano anterior. Este resultado foi impulsionado, principalmente, por efeitos financeiros e tributários positivos, conforme balanço financeiro divulgado na noite de quinta-feira, 14 de setembro.
O desempenho operacional da companhia elétrica, medido pelo Ebitda, somou R$ 3,86 bilhões, estável (+0,2%) em relação ao mesmo trimestre de 2025, sendo que uma piora no segmento de distribuição de energia foi parcialmente compensada por melhor desempenho na unidade de geração.
No segmento de distribuição, que é o principal negócio da CPFL, o Ebitda sofreu uma queda de 2,3%, alcançando R$ 2,53 bilhões, impactado por efeitos contábeis de atualização de ativos regulatórios e também por um decréscimo de 0,7% no consumo total de energia nas áreas de concessão do grupo.
Grupo Mateus (GMAT3) Vê Lucro Cair 21,8% no 1T26
O Grupo Mateus (GMAT3) reportou um lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 212,9 milhões no primeiro trimestre de 2026, o que representa uma redução de 21,8% na comparação anual.
A receita líquida aumentou 12,9% no período, alcançando R$ 9,4 bilhões, impulsionada principalmente pela consolidação do Novo Atacarejo, crescimento do atacado B2B e avanço das vendas no segmento de eletro. No entanto, o indicador de vendas em mesmas lojas (SSS) apresentou uma queda de 7,3%.
Segundo a companhia, o desempenho foi impactado por “deflação de alimentos, especialmente de commodities”, além de um aumento no endividamento das famílias e uma mudança no perfil de consumo. O grupo também declarou ter mantido a estratégia de priorizar rentabilidade em detrimento de volume em determinados canais.
Méliuz (CASH3) Tem Recorde de Receita e Ebitda Supera os R$ 100 Milhões
O Méliuz (CASH3) divulgou seus resultados referentes ao primeiro trimestre de 2026, alcançando uma receita líquida recorde de R$ 118,2 milhões, o que representa um crescimento de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior.
A receita do segmento de Shopping Brasil cresceu 31% no comparativo anual, totalizando R$ 93,3 milhões no trimestre. Considerando os últimos doze meses, o crescimento foi de 40%, fator que explica o bom desempenho dessa linha no balanço.
O Ebitda ajustado consolidado foi de R$ 30,1 milhões no 1T26, outro recorde para o primeiro trimestre, com uma expansão de 74% em comparação ao ano anterior.
No acumulado dos últimos 12 meses, até o fechamento do primeiro trimestre deste ano, o Ebitda ultrapassou os R$ 100 milhões, segundo o release de resultados.
MBRF (MBRF3): Lucro Cresce 26%, Para R$ 111 Milhões no 1T26
A MBRF (MBRF3) reportou um lucro líquido atribuído ao controlador de R$ 111 milhões no primeiro trimestre de 2026, representando um aumento de 26% comparado ao mesmo trimestre de 2025.
A receita líquida consolidada ficou em R$ 39,45 bilhões no trimestre, praticamente estável na comparação anual, com uma leve diminuição de 0,1%. No mercado interno, a receita caiu 1,9%, para R$ 27,05 bilhões, enquanto no mercado externo houve um crescimento de 4,1%, alcançando R$ 12,40 bilhões.
O custo dos produtos vendidos totalizou R$ 34,68 bilhões, numa baixa de 0,3% em relação ao 1T25. Como consequência, o lucro bruto aumentou 1,6%, atingindo R$ 4,77 bilhões. A margem bruta subiu 20 pontos-base na comparação anual, alcançando 12,1%.
As despesas com vendas, gerais e administrativas totalizaram R$ 3,34 bilhões, apresentando um aumento de 2,7% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.
Construtora Anuncia R$ 30 Milhões em Dividendos e Define Datas
A construtora Even (EVEN3) aprovou a distribuição de dividendos intercalares no valor total de R$ 30 milhões, conforme comunicado enviado ao mercado na quinta-feira, 14 de setembro.
O pagamento será realizado com base no lucro líquido apurado até 31 de março de 2026, totalizando R$ 0,15169272 por ação ordinária da companhia, desconsiderando as unidades mantidas em tesouraria.
Os papéis da incorporadora passarão a ser negociados na condição “ex-dividendos” a partir de 2 de junho de 2026. A data-base para ter direito ao provento foi fixada em 1º de junho de 2026.
O pagamento será feito em uma única parcela no dia 12 de junho de 2026, em moeda corrente nacional.
*Com informações da Reuters e Estadão Conteúdo
Fonte: www.moneytimes.com.br