Destaques Corporativos para o Dia 23 de Outubro
A venda de ações da Isa Energia (ISAE3; ISAE4) pela Axia, o esclarecimento da Raízen (RAIZ4) sobre negociações com credores, e o fim do guidance anunciado pela Oncoclínicas (ONCO3) são alguns dos principais acontecimentos do dia.
Isa Energia (ISAE3): Axia Despacha 6 Milhões de Ações
A Axia (AXIA3; AXIA6; AXIA7), anteriormente conhecida como Eletrobras, voltou a realizar vendas de ações da Isa Energia (ISAE3; ISAE4), conforme comunicado enviado ao mercado na quarta-feira (22).
Segundo o documento, a empresa agora possui 130,9 milhões de ações preferenciais da companhia. Informações do Relações com Investidores (RI) da Isa indicam que, até o dia 17, a antiga estatal detinha 137 milhões. A tabela abaixo ilustra a distribuição das ações:
| Acionistas | Qtd Ações ON | % ON | Qtd Ações PN | % PN | Total Ações | % Total |
|---|---|---|---|---|---|---|
| ISA Capital do Brasil S.A | 230.856.832 | 96,93% | 5.144.528 | 1,22% | 236.001.360 | 35,82% |
| Administração | – | – | – | – | – | – |
| Ações em Circulação (Free Float) | 7.313.172 | 3,07% | 415.568.772 | 98,78% | 422.881.944 | 64,18% |
| └ AXIA Energia | 5.340.330 | 2,24% | 137.166.335 | 32,60% | 142.506.665 | 21,63% |
| └ Outros | 1.972.842 | 0,83% | 278.402.437 | 66,17% | 280.375.279 | 42,55% |
| Total | 238.170.004 | 100,00% | 420.713.300 | 100,00% | 658.883.304 | 100,00% |
Após a venda, a Axia possui 31,12% de ações preferenciais e 2,24% de ações ordinárias da companhia. A Axia informou que não participa de nenhum contrato ou acordo que regule o exercício de direitos de voto sobre os valores mobiliários da ISA Energia.
Raízen (RAIZ4) Confirma Negociações com Credores, Mas Não Há Acordo Definido
A Raízen (RAIZ4), que está em recuperação extrajudicial, anunciou que está em discussões com credores e outras partes interessadas para encontrar uma solução consensual para sua reestruturação financeira, em resposta a um questionamento feito pela B3. Contudo, a companhia destacou que ainda não há uma definição sobre os próximos passos a serem tomados.
O pedido de esclarecimento foi feito após o Valor Econômico noticiar que a empresa estaria em negociações a respeito de uma nova proposta apresentada por bancos credores. Segundo a notícia, o plano consiste em destinar 30% dos recursos obtidos com a venda de ativos na Argentina para a redução da dívida da companhia.
Entre as propostas discutidas, há também a saída de Rubens Ometto, que é o fundador da controladora Cosan (CSAN3), da presidência do conselho da Raízen. Esse tópico reforça um pedido anterior feito pelos detentores de títulos.
A Raízen esclareceu que é comum que alternativas, propostas, cenários e estruturas preliminares não vinculantes sejam apresentados, discutidos e, eventualmente, revisados ao longo das negociações. Contudo, até a presente data, não foi realizada qualquer operação, firmado acordo vinculante ou tomada decisão definitiva sobre os assuntos mencionados na referida notícia.
A companhia reiterou que, quando houver um instrumento vinculante ou qualquer decisão definitiva, tomará as providências necessárias para comunicar o mercado.
Oncoclínicas (ONCO3) Descontinua Divulgação de Projeções
A Oncoclínicas (ONCO3) comunicou ao mercado a descontinuação do guidance (projeções) da empresa, que foi divulgado em outubro. Naquele momento, a companhia previa uma receita líquida de R$ 6,29 bilhões para 2026 e de R$ 6,98 bilhões para 2027, além de um lucro bruto de R$ 2,10 bilhões para 2026 e de R$ 2,34 bilhões para 2027.
Além disso, a Oncoclínicas previu um resultado operacional, medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), de R$ 1,08 bilhões para 2026 e de R$ 1,26 bilhões para 2027, bem como um capex de R$ 80 milhões para ambos os anos.
Essa decisão foi tomada em decorrência de fatores macroeconômicos que o setor de saúde vem enfrentando nos últimos anos, além do desempenho financeiro da companhia nos trimestres recentes.
Odontoprev Anuncia Mudança de Nome e Ticker
A Odontoprev (ODPV3) informou que, a partir do pregão do dia 5 de maio de 2026, a negociação das suas ações na B3 passará a ocorrer sob o novo código de negociação (ticker) SAUD3, e o nome no pregão será alterado para Bradsaúde.
Essa modificação faz parte da combinação de negócios entre a companhia e a Bradesco Gestão de Saúde. Em fevereiro deste ano, o Bradesco anunciou a formação de um conglomerado que reúne suas atividades de saúde.
A nova companhia será formada a partir de uma reorganização societária, consolidando os negócios de saúde dentro da Odontoprev, que agora tem o banco como acionista direto.
A mudança no ticker e no nome no pregão está alinhada à alteração da denominação social da companhia de ‘Odontoprev S.A.’ para ‘Bradsaúde S.A.’, conforme aprovado em assembleia geral extraordinária realizada em 6 de abril de 2026.
Light (LIGT3) Troca Diretor Financeiro e Reorganiza Cúpula
A Light (LIGT3) anunciou na quarta-feira (22) uma grande reorganização em sua diretoria, destacando a nomeação de Leonardo Pimenta Gadelha como responsável pela área financeira e de relações com investidores, efetivamente assumindo a frente de finanças da empresa.
Conforme comunicado, Gadelha foi eleito diretor de relações com investidores da holding, substituindo Alexandre Nogueira Ferreira, que estava acumulando a função e permanece como diretor-presidente.
Esse movimento representa uma mudança significativa no comando financeiro, dado que Gadelha possui um histórico de atuação como diretor financeiro (CFO), cargo que exerceu na Neoenergia entre 2019 e 2026, e agora assume a responsabilidade pela interlocução com o mercado e pela agenda financeira da empresa.
Parallelamente, a subsidiária Light Energia, responsável por ativos de geração, também realizou mudanças em sua administração ao eleger Stefano de Amorim Miranda como novo diretor-presidente.
Iguatemi Atualiza Pagamento de Dividendos
A Iguatemi (IGTI11), uma das small caps negociadas na bolsa de valores, atualizou, na noite de quarta-feira (22), as informações sobre os dividendos que serão pagos ao longo de 2026, após ajustes decorrentes da recompra de ações realizada pela empresa nos últimos meses.
Em comunicado aos acionistas, a companhia informou que o total de R$ 150 milhões, referente às segunda, terceira e quarta parcelas, foi mantido, mas os valores por ação foram recalculados, considerando a exclusão das ações em tesouraria.
Os repasses estão programados para os dias 29 de abril, 29 de julho e 29 de outubro de 2026, com as datas “ex-dividendos” ocorrendo em 15 de abril, 16 de julho e 16 de outubro, respectivamente.
A Iguatemi ainda informou que o pagamento da primeira parcela, realizada em 5 de março de 2026, totalizou R$ 50 milhões, representando 25% do total previamente anunciado.
Oi (OIBR3) Prepara Venda da Oi Soluções por R$ 1,4 Bilhão
Após a venda de suas principais linhas de negócios para saldar dívidas no contexto de recuperação judicial, a Oi (OIBR3) está se preparando para a venda de mais um ativo, a Oi Soluções, divisão que fornece serviços de tecnologia da informação e conectividade (TIC) para empresas.
A transação deve atrair o interesse de grandes operadoras de telecomunicações que também oferecem serviços de TI, como Vivo, Claro e TIM, além de provedores regionais ativos no setor.
Algumas dessas empresas já manifestaram o desejo de avaliar a possibilidade de aquisição, uma vez que a Oi Soluções estiver disponível para negociação. Nos bastidores, as consultas informais já estão em andamento.
Um relatório encomendado à consultoria G5 Partners avaliou a Oi Soluções entre R$ 1,27 bilhão e R$ 1,59 bilhão, com um valor mediano de R$ 1,41 bilhão. Essa avaliação corresponde a um múltiplo de 1,4 vez o valor total da empresa em relação à sua receita líquida. A subsidiária possui uma receita estimada de R$ 987 milhões para 2026, segundo o referido relatório.
A venda da Oi Soluções já era parte do plano de recuperação do grupo, tendo o ativo sido segregado em uma Unidade Produtiva Isolada (UPI), estrutura utilizada para a liquidação de ativos de empresas que estão em recuperação judicial.
Samarco Aumenta Produção de Pelotas e Finos de Minério de Ferro no Primeiro Trimestre
A Samarco, uma joint venture entre a Vale (VALE3) e a BHP, produziu 3,8 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro no primeiro trimestre, apresentando um aumento de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com a prévia operacional divulgada na quarta-feira (22).
Este resultado reflete a confirmação de que a produção se mantém em níveis estruturalmente mais elevados, segundo a empresa.
No entanto, se comparado ao quarto trimestre, houve uma redução de 3% na produção, que, segundo a Samarco, pode ser atribuído a efeitos sazonais.
As vendas, por outro lado, totalizaram 3,2 milhões de toneladas entre janeiro e março, representando uma alta de 12% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, mas uma queda de 37% em relação ao trimestre anterior, conforme informações da companhia.
Acionistas do BRB Aprovam Aumento de Capital de R$ 8,8 Bilhões
Os acionistas do Banco de Brasília (BRB) aprovaram, na quarta-feira (22), um aumento de capital que pode chegar a até R$ 8,8 bilhões, conforme foi comunicado pelo banco.
Essa iniciativa visa fortalecer as finanças da instituição após uma série de transações problemáticas com o Banco Master, que foi liquidado pelo Banco Central no mês de novembro do ano passado.
A aprovação do aumento de capital ocorre dois dias após o BRB ter assinado um memorando de entendimento com a Quadra Capital, visando a criação de um fundo de investimento de R$ 15 bilhões, que será destinado a gerenciar ativos originados das negociações do banco estatal com o Master.
Essas duas operações são consideradas essenciais para fortalecer a estrutura de capital do BRB.
De acordo com o acordo com a Quadra, até R$ 4 bilhões deverão ser pagos ao BRB em formato de dinheiro, enquanto o restante será convertido em cotas subordinadas do fundo de investimento estabelecido para administrar e monetizar os ativos, segundo informações do BRB.
Carrefour Registra Vendas Abaixo do Esperado no Primeiro Trimestre
A rede de supermercados Carrefour divulgou, na quarta-feira, resultados de vendas que ficaram abaixo das expectativas para o primeiro trimestre, o que é atribuído à desaceleração do mercado brasileiro. Em contrapartida, o diretor financeiro da empresa afirmou que os consumidores na França, seu principal mercado, mostraram-se resilientes aos impactos da guerra com o Irã.
As vendas no Brasil apresentaram queda devido às altas taxas de juros, que afetaram o poder de compra dos consumidores. Enquanto isso, as vendas comparáveis na França cresceram 1,4%, mostrando uma melhora em relação ao final do ano anterior.
A receita total do primeiro trimestre para o grupo foi de 21,1 bilhões de euros, inferior aos 21,8 bilhões projetados pelos analistas, segundo consenso compilado pela Visible Alpha.
O expressivo crescimento na Espanha, onde as vendas aumentaram 3,1%, ajudou a mitigar, em parte, o desempenho negativo no Brasil, que demonstrou uma queda de 0,8%, também abaixo da expectativa de crescimento de 0,6% prevista pelos analistas.
*As informações são oriundas da Reuters e Estadão Conteúdo.
Fonte: www.moneytimes.com.br