O balanço do quarto trimestre de 2025 e os dividendos da Inter&Co (INBR32), os resultados reportados pela Klabin (KLBN11) e o rebaixamento da Raízen (RAIZ4) pela Moody’s Local Brasil são alguns dos destaques corporativos desta quarta-feira (11).
Confira os destaques corporativos de hoje
Inter&Co (INBR32) tem lucro recorde de R$ 402 milhões no 4T25 e anuncia dividendos
A Inter&Co, holding que controla o Banco Inter, reportou nesta quarta-feira (11) um lucro líquido recorde de R$ 402 milhões referente ao quarto trimestre de 2025 (4T25), representando um crescimento de 36,4% em relação ao mesmo período de 2024 e de 13% na comparação com o trimestre anterior.
O lucro após participação de minoritários também atingiu um novo recorde no período, chegando a R$ 374 milhões, um aumento de 36% quando comparado ao mesmo período do ano anterior e de 11,3% em relação ao trimestre anterior.
No acumulado de 2025, o lucro líquido do Inter totalizou R$ 1,3 bilhão, apresentando uma expansão de 44,7% em comparação anual.
O ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) alcançou 15,9% no trimestre, uma alta de 2,8 pontos percentuais em relação ao quarto trimestre de 2024 e de 1,1 ponto na comparação com o trimestre anterior. Quando exclue-se a participação de minoritários, o ROE atinge 15,1%.
O conselho de administração do banco aprovou o pagamento de dividendos no valor de US$ 0,113101823 por ação ordinária emitida pelo banco, tendo como base o resultado das demonstrações financeiras do exercício social de 2025.
O pagamento dos dividendos está marcado para o dia 5 de março de 2026, baseado na posição acionária da companhia no dia 22 de fevereiro.
O valor bruto estimado para o pagamento dos dividendos em reais para os detentores de certificados de depósito de valores mobiliários da Companhia (BDRs) é de R$ 0,594689388 por BDR, considerando a cotação do dólar norte-americano (PTAX em 10 de fevereiro de 2026) em R$ 5,2580.
Neste cenário, a data de pagamento está projetada para 13 de março de 2026.
Klabin (KLBN11) lucra R$ 168 milhões no 4T25, queda anual de 69%
A fabricante de papel para embalagens e celulose Klabin (KLBN4; KLBN11) reportou um lucro líquido de R$ 168 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), evidenciando uma queda de 69% em relação ao resultado apurado no mesmo período de 2024.
A companhia obteve um lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado de R$ 1,83 bilhão entre os meses de outubro e dezembro, mantendo-se praticamente estável em comparação ao ano anterior, com uma margem de 35%.
Analistas, em média, aguardavam um Ebitda ajustado de R$ 1,99 bilhão, segundo dados da LSEG.
A receita líquida alcançou R$ 5,17 bilhões, apresentando um recuo de 2% na mesma base de comparação, enquanto o volume de vendas registrou um crescimento de 1%.
Ao final de dezembro, a dívida líquida da Klabin era de R$ 25,9 bilhões, em contraste com R$ 33,3 bilhões de um ano antes, o que representa uma redução de 22%.
Moody’s Local Brasil rebaixa ratings da Raízen (RAIZ4) para CCC+
A Raízen (RAIZ4) teve seu rating corporativo rebaixado pela agência de classificação de risco Moody’s Local Brasil de ‘AAA.Br’ para ‘CCC+.Br’, com a perspectiva alterada de ‘negativa’ para ‘em revisão para rebaixamento’.
O rebaixamento do Rating Corporativo (CFR) da Raízen para CCC+.br, de AAA.br, reflete a recente contratação de assessores financeiros e legais para auxiliar a companhia na elaboração de um diagnóstico de opções que visem fortalecer sua posição de liquidez e otimizar sua estrutura de capital.
“O patamar atual da classificação reflete nossa visão de que a qualidade de crédito da Raízen é muito fraca em comparação a outras entidades nacionais e provavelmente está em, ou próximo de um default, normalmente acompanhada de perspectivas de recuperação moderadas”, afirmaram os analistas em relatório.
Lucro líquido normalizado da TIM (TIMS3) cresce 27,9% no 4º trimestre
A TIM (TIMS3) apresentou um crescimento de 27,9% no lucro líquido normalizado do quarto trimestre de 2025 em comparação ao mesmo período de 2024, alcançando R$ 1,349 bilhão.
Esse aumento foi impulsionado principalmente pelo crescimento do setor de internet móvel, em grande parte devido ao segmento pós-pago, e pela implementação de cortes de custos nas operações, que melhoraram a margem de lucro. A operadora também reportou uma despesa financeira reduzida neste balanço, o que contribuiu para o avanço do resultado líquido.
O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) normalizado cresceu 9,7% no quarto trimestre, totalizando R$ 3,672 bilhões. A margem Ebitda aumentou 2,6 pontos porcentuais, alcançando 53,1%, que é o maior patamar já registrado pela operadora.
O indicador no critério ‘normalizado’ exclui receitas e despesas que a TIM considera não recorrente.
A receita líquida teve uma expansão de 4,4% no quarto trimestre, atingindo R$ 6,920 bilhões, com a receita oriunda de serviços móveis avançando 4,8%, totalizando R$ 6,305 bilhões.
TIM (TIMS3) fecha acordo de R$ 950 milhões para assumir 100% da I-Systems
A TIM (TIMS3) decidiu finalizar sua incursão no segmento de fibra óptica. A companhia anunciou nesta quarta-feira (11) a aquisição dos 51% restantes da I-Systems, passando a deter 100% do capital da empresa de rede neutra.
Em um fato relevante, a operadora informou que seu conselho de administração aprovou a celebração de um contrato de compra e venda de ações (SPA) com a IHS Fiber Brasil. O valor da operação é de R$ 950 milhões, a serem pagos no fechamento do negócio.
Com a transação, a TIM, que já possuía 49% da I-Systems, fará da companhia uma subsidiária integral.
Suzano (SUZB3) reverte prejuízo de R$ 6,737 bi e lucra R$ 116 milhões
A Suzano (SUZB3) reportou um lucro líquido de R$ 116 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo um prejuízo de R$ 6,737 bilhões do mesmo trimestre de 2024.
O Ebitda ajustado apresentou uma queda de 14% no mesmo comparativo, alcançando R$ 5,5 bilhões. A receita líquida também caiu 8%, chegando a R$ 13,114 bilhões.
Em relação à gestão financeira no 4T25, a dívida líquida medida em dólar situou-se em US$ 12,6 bilhões, uma diminuição de 3% em comparação com o trimestre anterior, resultando na redução da alavancagem em US$ para 3,2x.
Smart Fit (SMFT3) tem mudanças na diretoria com renúncia de presidente e diretor financeiro
O presidente da Smart Fit (SMFT3), Edgard Gomes Corona, fundador da empresa, e o CFO, André Macedo Pezeta, renunciaram aos seus cargos, conforme documento enviado ao mercado na terça-feira (10).
De acordo com o documento, este processo é parte de um planejamento sucessório e do fortalecimento da governança corporativa da companhia, que será implementado a partir de 02 de março de 2026.
Com as mudanças, Corona passará a atuar exclusivamente como presidente do conselho de administração, focando na discussão e definição das estratégias e principais projetos da Smart Fit.
Para substituir Edgard Corona na presidência-executiva, o conselho da rede de academias aprovou a indicação de Diogo Corona, e para o cargo de André Pezeta, a companhia aprovou José Rizzardo Pereira.
Agibank levanta US$ 276 milhões em segundo IPO do ano
A Agibank levantou US$ 276 milhões no segundo IPO (oferta pública inicial) realizado nos Estados Unidos, considerando neste volume a venda de um lote suplementar, conforme informações divulgadas pelo jornal Valor Econômico. A estreia está prevista para esta quarta-feira (11).
Anteriormente, a companhia cortou em 50% o número de ações a serem vendidas e deixou a oferta integralmente primária, em meio a um ambiente de desconfiança do mercado em relação a empresas de tecnologia, o que também influencia as fintechs. Os fundos Vinci Compass e Lumina permanecem como acionistas do banco.
A transação foi precificada em US$ 12 por ação, que representa o piso da revisão do lote que previa entre US$ 15 e US$ 18. Apesar disso, o resultado final ficou abaixo do preço inicialmente projetado.
BRB apresenta nova responsável pelo Jurídico
O Banco de Brasília (BRB) anunciou na noite de terça-feira (10) a nomeação de Hellen Falcão de Carvalho para o cargo de Diretora Jurídica (DIJUR). Segundo comunicado enviado ao mercado, a posse ocorrerá assim que forem concluídos os trâmites necessários.
Desde o início da crise envolvendo o Banco Master, que teve relação com operações do banco brasiliense, o BRB tem promovido uma significativa reformulação no seu quadro de executivos e conselheiros, com alterações constantes que começaram em novembro de 2025, quando Paulo Henrique Costa deixou a presidência por determinação judicial.
Banco BV tem lucro líquido de R$ 465 mi no 4º trimestre, queda de 14%
O banco BV reportou na terça-feira (10) um lucro líquido recorrente de R$ 465 milhões no quarto trimestre do ano anterior, refletindo uma queda de 14,2% em relação ao mesmo período de 2024. Esse resultado foi impactado por um declínio na margem financeira e um aumento nos custos de crédito ano após ano.
As receitas totais encolheram 2,4%, totalizando R$ 3,1 bilhões, com um recuo de 8,5% na margem financeira bruta, enquanto a receita de serviços e corretagem cresceu 19,7%.
No segmento de financiamento de veículos, onde o BV é líder, a originação de crédito totalizou R$ 8,1 bilhões, alcançando um recorde e uma alta de 12,9% em relação ao ano anterior. A carteira de financiamento de veículos atingiu R$ 54,7 bilhões, apresentando um aumento de 14% em comparação anual.
*Com informações do Estadão Conteúdo e Reuters
Fonte: www.moneytimes.com.br

