Projeções do Deutsche Bank para a Política Monetária dos Estados Unidos
A segunda-feira, 24 de novembro de 2025, trouxe novos indícios de alterações no cenário monetário internacional, após previsões do Deutsche Bank Private Bank indicarem uma possível reviravolta mais acentuada na política econômica dos Estados Unidos ao longo de 2026. Deepak Puri, diretor de investimentos da instituição responsável pela área das Américas, comentou que o Federal Reserve (Fed) deverá promover três cortes nas taxas de juros no próximo ano. Essa mudança pode redistribuir as dinâmicas do ciclo econômico global.
Perspectivas para o Banco Central Europeu e Banco do Japão
Enquanto o mercado observa a possibilidade de afrouxamentos monetários, Puri mencionou que não antecipa reduções nas taxas de juros por parte do Banco Central Europeu. Em contraste, no Japão, a perspectiva é diferente: o executivo projeta dois aumentos nas taxas de juros pelo Banco do Japão em 2026, o que reforça a ideia de uma normalização gradual da política monetária naquele país.
Análise do Ambiente Geopolítico e Comercial
Ao avaliar o ambiente geopolítico e comercial, Puri estimou que “o pior da guerra comercial já passou” e que as atividades econômicas devem começar a ganhar tração. De acordo com suas observações, o crescimento econômico deve se fortalecer no próximo ano, especialmente nos Estados Unidos e na China, ao passo que a inflação tende a “diminuir um pouco”. Com isso, o Deutsche Bank atualizou suas previsões, agora estimando que a economia global terá um crescimento de 3,1% em 2026, enquanto a expansão econômica nos Estados Unidos é projetada em 2,4%.
Implicações para os Mercados Financeiros
Se essas previsões se concretizarem, a expectativa é que haja um aumento do apetite por risco nos mercados acionários, além de favorecer títulos de maior prazo. Isso se deve ao fato de que a expectativa de cortes nas taxas pelo Federal Reserve pode reduzir a pressão sobre os rendimentos. Consequentemente, moedas de países emergentes também podem se beneficiar, considerando que a desaceleração inflacionária global, aliada ao crescimento econômico dos EUA, pode sustentar fluxos de capital para ativos que oferecem maior retorno relativo.
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Fonte: br.-.com

