Dexco (DXCO3) registra prejuízo de R$ 48,3 milhões no 4T25 e reverte lucro anual de R$ 22,4 milhões.

Dexco (DXCO3) registra prejuízo de R$ 48,3 milhões no 4T25 e reverte lucro anual de R$ 22,4 milhões.

by Ricardo Almeida
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Resultados Financeiros da Dexco no Quarto Trimestre de 2025

A Dexco (DXCO3), conhecida por suas marcas, como Deca, Portinari, Hydra, Duratex e Castelatto, divulgou seu desempenho financeiro referente ao quarto trimestre de 2025. A empresa registrou um prejuízo líquido de R$ 48,3 milhões, uma queda significativa em comparação com o lucro de R$ 22,3 milhões obtido no mesmo período do ano anterior, em 2024.

Lucro Recorrente

Ao retirar os efeitos de perdas e ganhos considerados não recorrentes nas operações, os resultados apresentaram uma postura diferente. A Dexco alcançou um lucro líquido recorrente de R$ 36,4 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 83,6 milhões reportado no mesmo trimestre do ano passado.

Impactos de Eventos Extraordinários

A companhia enfrentou impactos de eventos extraordinários totalizando R$ 84,7 milhões no quarto trimestre. Esses impactos foram atribuídos à baixa contábil (impairment) de produtos na Divisão de Revestimentos Cerâmicos, que está em processo de reestruturação, além de custos operacionais considerados não usuais. Esses fatores foram parcialmente compensados por resultados positivos oriundos da venda de imóveis não operacionais e créditos fiscais.

Detalhamento dos Ajustes

A Dexco reportou uma perda de R$ 204,9 milhões na linha de "ajustes de eventos não caixa", enquanto seu ganho em "eventos de natureza extraordinária" foi de R$ 174,1 milhões. Um aspecto positivo destacado foi a valorização do estoque de florestas utilizadas para a produção de painéis, que subiu em R$ 207,1 milhões devido à dinâmica dos preços da madeira.

Desempenho do Ebitda

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) da empresa ficou em R$ 448,2 milhões, o que representa uma queda de 5,7% em relação ao período anterior. A margem Ebitda registrou 21,4%, com uma redução de 1,6 ponto percentual. Por outro lado, o Ebitda ajustado e recorrente somou R$ 416,4 milhões, resultando em um aumento de 12% no comparativo anual. Sua margem foi de 19,9%, um crescimento de 1,9 ponto percentual.

Receita Consolidada

A receita consolidada do grupo teve um crescimento de 1,6%, alcançando R$ 2,01 bilhões. A Dexco atribui esse resultado ao cenário de alta competitividade e à pressão sobre preços e volumes nos mercados nos quais opera. No entanto, a empresa observou uma diminuição no volume expedido em todos os segmentos: Deca (20,8%), Revestimentos Cerâmicos (4,2%) e Painéis de Madeira (1,1%).

Custo dos Produtos Vendidos

O custo dos produtos vendidos pela Dexco aumentou em 10,2%, chegando a R$ 1,4 bilhão. Esse aumento pode ser explicado pela menor diluição do custo unitário por unidade, dado o volume reduzido de vendas, além dos impactos identificados na Divisão de Revestimentos Cerâmicos.

Resultado Financeiro

O resultado financeiro do grupo, que é a diferença entre receitas e despesas financeiras, resultou em uma despesa de R$ 222,5 milhões. Este montante é 42,4% maior em comparação ao mesmo período do ano anterior. Esse aumento foi reflexo do ambiente de taxas de juros elevadas e do nível elevado de endividamento.

Fluxo de Caixa Livre

A Dexco registrou um fluxo de caixa livre total negativo, totalizando R$ 46,6 milhões. O maior consumo de capital de giro se deu em função da melhoria dos serviços da divisão de Metais e Louças, ajustes nos níveis de estoque na Divisão de Revestimentos e a reorganização do fluxo de pagamento aos fornecedores.

Investimentos Realizados

No que diz respeito aos investimentos contínuos (sustaining), a empresa fez aportes de R$ 249,5 milhões, montante que representa uma redução de 8,1% em relação ao ano anterior. Além disso, foram destinados R$ 270,9 milhões a projetos distintos. A Dexco afirmou seu compromisso em rentabilizar esses projetos e criar valor para seus negócios.

Situação da Dívida Líquida

A dívida líquida da Dexco alcançou R$ 5,51 bilhões no quarto trimestre, apresentando uma queda de 1,2% em comparação com o terceiro trimestre do mesmo ano. A alavancagem, medida pela relação entre a dívida líquida e o Ebitda ajustado anualizado, foi para 3,35 vezes no quarto trimestre, ante 3,48 vezes no trimestre anterior.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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