O Dia dos Namorados em 2026, celebrado na próxima sexta-feira (12), tem previsão de movimentar aproximadamente R$ 2,84 bilhões em compras, conforme dados da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo).
A expectativa do setor é de um crescimento de 2,5% nas vendas em relação ao 12 de junho do ano anterior. Essa data é considerada a sexta mais rentável para o comércio.
Segundo a CNC, a melhoria no desempenho do Dia dos Namorados deve-se ao “dinamismo do mercado de trabalho” e ao aumento da renda média da população.
Por essa razão, a Confederação destaca um “otimismo” no setor, apesar dos altos níveis de endividamento enfrentados pelas famílias brasileiras.
De acordo com a CNC, “o crescimento real do volume de recursos disponíveis para o consumo tem contribuído para minimizar as dificuldades geradas pelas condições ainda desafiadoras do crédito ao consumidor”.
Se as previsões da CNC se concretizarem, o Dia dos Namorados de 2026 será o melhor em termos de valores brutos de venda desde 2018.
Presentes mais procurados
Conforme os dados obtidos pela CNC, o setor de vestuário, calçados e acessórios deve representar cerca de 40% do total de vendas de 2026, com a movimentação prevista em R$ 1,1 bilhão.
Os produtos associados a perfumaria e eletroeletrônicos devem somar outros 43% do total vendido neste ano.
Para os itens de perfumaria, incluindo artigos de cosméticos adquiridos em farmácias, a previsão é de um crescimento de 8% no total de presentes em comparação ao Dia dos Namorados de 2025, totalizando cerca de R$ 875 milhões.
No setor de eletroeletrônicos, tanto para uso pessoal quanto doméstico, espera-se um aumento de 4,3% em relação ao ano anterior, resultando numa movimentação total de R$ 346 milhões nesse segmento.
Presentes mais caros
Os preços dos presentes para o Dia dos Namorados devem ter um aumento médio de 5% em comparação aos preços de 2025, segundo a CNC.
Entre os itens mais procurados para o 12 de junho, os chocolates devem ter o maior aumento de preço, com uma elevação de 22,7% este ano.
Os cinco presentes que tiveram os maiores aumentos de preço em 2026 são:
- Chocolates: +22,7%;
- Joias e bijuterias: +20,0%;
- Flores naturais: +11,3%;
- Casas noturnas (ingressos e consumo interno): +9,2%;
- Hospedagens (para quem adquire diárias como presente): +8,2%.
Apenas duas categorias de presentes estão projetadas para sofrer queda neste Dia dos Namorados: bebidas alcoólicas (-1,0%) e celulares (-0,7%).
Otimismo no RJ
A expectativa de crescimento nas vendas durante o Dia dos Namorados é igualmente positiva entre os comerciantes de diferentes estados. No Rio de Janeiro, por exemplo, a previsão indica uma melhora de 5% nas vendas se comparadas a 2025.
Dados da Fecomércio-RJ (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) apontam que a data deve movimentar aproximadamente R$ 356 milhões na Região Metropolitana da capital fluminense, com um gasto médio estimado de R$ 204 por presente.
Além disso, segundo a Fecomércio-RJ, 66% das pessoas que afirmam que pretendem comprar presentes farão isso no comércio presencial. A taxa de cariocas que planejam consumir serviços de almoço e jantar com seus parceiros é de 10,1%.
De acordo com o estrategista de negócios Filipe Brandão, consultado pela CNN, a melhoria nas vendas no Dia dos Namorados é explicada, apesar dos altos preços e da situação de endividamento, pela preferência dos consumidores por presentes específicos e personalizados que estão mais associados às experiências do que a meros produtos.
“O consumidor do Dia dos Namorados não está apenas comprando um produto, mas sim um significado. A decisão de compra é muito mais influenciada pela conexão emocional do que pelo custo financeiro”, esclarece Brandão.
Conforme o especialista, a estratégia comercial que consiste apenas em oferecer descontos ou promoções já não é suficiente para atrair os clientes. Filipe Brandão argumenta que empresas que compreendem o “comportamento emocional” dos consumidores têm mais chances de aumentar seu valor de vendas.
“Em datas como o Dia dos Namorados, quem mais vende não é quem tem o menor preço, mas quem consegue estabelecer uma identificação emocional. Emoção ativa a memória, gera conexão e acelera a decisão de compra”, conclui o estrategista de negócios.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br