Dívida Pública Federal em 2025
A dívida pública federal apresentou um aumento de 1,82% no mês de dezembro em comparação a novembro, encerrando o ano de 2025 em R$ 8,635 trilhões, conforme os dados divulgados pelo Tesouro Nacional no dia 28 de janeiro. A instituição também indicou que, ao final de 2026, o valor da dívida poderá chegar a até R$ 10,3 trilhões, em um contexto marcado por elevadas taxas de juros, o que impacta diretamente nos custos financeiros do governo.
O resultado manteve-se dentro da faixa estipulada entre R$ 8,5 trilhões e R$ 8,8 trilhões, conforme a meta estabelecida no Plano Anual de Financiamento do Tesouro para 2025, que foi revisado em setembro. Não obstante, o montante final ultrapassou a previsão inicial feita no início do ano passado, quando se aguardava um estoque máximo de R$ 8,5 trilhões.
Ao observar a comparação mensal, a expansão da dívida pública federal em dezembro foi impulsionada tanto pela dívida interna, que cresceu 1,76%, totalizando R$ 8,309 trilhões, quanto pela dívida externa, que teve um aumento significativo de 3,53%, alcançando R$ 326 bilhões.
Para o ano de 2026, o Tesouro Nacional estabeleceu como meta um fechamento da dívida pública federal entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões, um patamar que é consideravelmente superior ao registrado em 2025.
Composição e Metas da Dívida
No que diz respeito à composição da dívida, a participação dos títulos vinculados à Selic aumentou de 46,3% no final de 2024 para 48,3% em dezembro de 2025, permanecendo dentro da meta estipulada, que varia entre 48% e 52%. Para o ano de 2026, a expectativa é de que essa participação fique entre 46% e 50%.
O Banco Central, com o intuito de controlar a inflação e moderar a atividade econômica, manteve a taxa básica de juros em 15% ao ano, o nível mais alto registrado em quase duas décadas. Um dos efeitos colaterais desse cenário é o aumento das despesas do governo com juros, já que quase a metade do estoque da dívida está indexada à taxa Selic.
Em uma apresentação oficial, o Tesouro Nacional destacou que planeja manter os títulos vinculados à Selic “como um instrumento relevante de financiamento” ao longo de 2026.
Os papéis prefixados representaram 22% do total da dívida ao final de 2025, mantendo o mesmo patamar observado em dezembro de 2024. Esse percentual está dentro da meta estabelecida, que varia entre 19% e 23%, e para 2026, a expectativa é que a participação permaneça entre 21% e 25%.
Os títulos que são indexados à inflação encerraram 2025 com uma participação de 25,9% do estoque da dívida, abaixo dos 27% registrados no ano anterior, mas ainda dentro da faixa de referência que vai de 24% a 28%. Para 2026, a previsão é que esses papéis representem entre 23% e 27% do total.
Finalmente, os títulos indexados ao câmbio representaram 3,8% da dívida total em dezembro de 2025, em comparação a 4,8% em dezembro de 2024, permanecendo em conformidade com a meta definida, que varia entre 3% e 7%. Para 2026, o Tesouro projeta a manutenção dessa participação na mesma faixa.
A estratégia de gestão da dívida também prevê que a proporção com vencimento em até 12 meses fique entre 18% e 22% em 2026, após ter encerrado 2025 em 17,5%. O prazo médio da dívida deverá se situar entre 3,8 anos e 4,2 anos, tendo encerrado 2025 em 4 anos.
Liquidez, Custos e Participação Estrangeira
Ao final de 2025, a reserva de liquidez da dívida pública, considerada um colchão de segurança para sua administração, somou R$ 1,19 trilhão. Este montante é suficiente para cobrir 7,3 meses de vencimentos, um patamar que é classificado como confortável pelo Tesouro Nacional.
O custo médio do estoque da dívida subiu para 11,85% ao ano, comparado a 11,80% no final do ano anterior. O custo médio das emissões da dívida interna subiu de forma mais acentuada, passando de 11,04% em dezembro de 2024 para 13,81% ao final de 2025.
A participação de investidores não residentes na dívida pública interna também apresentou um leve aumento, subindo de 10,20% em 2024 para 10,35% no encerramento de 2025.
(tesouro nacional)
Fonte: br.-.com

