Pagamento de Dividendos Adicionais
A questão que vem sendo amplamente discutida em eventos que contam com a presença do CEO do Itaú (ITUB4), Milton Maluhy, foi abordada também no Itaú Day, um evento online realizado pelo banco nesta terça-feira, dia 2. Durante sua fala, Maluhy confirmou que o pagamento de dividendos adicionais está previsto para ocorrer no início de 2026.
De acordo com o executivoo, a instituição mantém sua política de não reter um excesso de capital. “Continuamos trabalhando para criar capital no novo ciclo, para que os nossos dividendos, que já não são extraordinários, sejam divididos como dividendos adicionais de forma recorrente. Essa tem sido a política, garantir dividendos adicionais todos os anos”, explicou.
Maluhy destacou que, para que haja um aumento no payout (proporção dos lucros distribuídos aos acionistas) e no valor dos dividendos, dois fatores são essenciais: os resultados financeiros e a utilização adequada de capital no planejamento estratégico do banco.
“Para que os dividendos aumentem, os resultados são muito importantes. Portanto, mesmo que o payout se mantenha estável, se houver crescimento no resultado, a distribuição de dividendos e os juros sobre capital próprio também crescerão. Essa é uma alavanca significativa. A segunda condição é a aplicação de capital em nosso planejamento”, disse ele.
Com as informações atualmente disponíveis, Maluhy afirmou que “sem dúvida alguma” haverá dividendos adicionais no início de 2026. Ele indicou uma expectativa de evolução no valor dos dividendos, mas ponderou que ainda há um tempo considerável até o final do ano para concluir as projeções. Contudo, ele reconhece que as expectativas são bastante otimistas e os resultados têm se mostrado sólidos, refletindo uma robusta geração de capital.
Transformação Digital e Competitividade
Milton Maluhy destacou que a tecnologia integra o DNA do Itaú e tem um papel crucial na transição da instituição de um banco tradicional para um banco digital. Ele mencionou que a introdução de inovações tecnológicas na instituição não é apenas uma transformação pontual, mas sim um processo contínuo dentro do Itaú.
“A nossa visão é que, ao aprender a realizar transformações em um banco da magnitude do Itaú Unibanco, somos capazes de evoluir sempre que surgirem novas tecnologias ou soluções. Nos últimos anos, falamos bastante sobre a modernização de nossas plataformas; esse é um esforço coletivo do banco”, afirmou Maluhy.
Em relação à concorrência, o CEO reforçou que, embora o Itaú opere como um banco digital, também mantém uma variedade de canais para atender de maneira eficiente diferentes públicos. Ele afirmou que a instituição deve ser vista como um portfólio de negócios.
“Itaú Unibanco precisa ser considerado como um banco universal que se propõe a ser relevante e líder em todos os setores em que atua. Essa tem sido a filosofia ao longo dos últimos 100 anos, e foi essa construção que nos trouxe até aqui, com um portfólio muito diversificado em todos os segmentos de atuação”, declarou o executivo.
Maluhy também observou que existem competidores transversais que competem em diversos negócios do banco, além de concorrentes mais nichados que atuam em áreas específicas. Ele considera que essa competição é saudável e benéfica para todos os envolvidos.
No entanto, ele enfatizou que replicar um ecossistema completo como o do Itaú é uma tarefa complexa, o que, segundo ele, representa um diferencial competitivo tanto atualmente quanto no futuro.