Dólar em queda: eleições de 2026, previsões para o Fed e Copom, e desânimo econômico nos EUA.

Dólar em queda: eleições de 2026, previsões para o Fed e Copom, e desânimo econômico nos EUA.

by Ricardo Almeida
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Queda do Dólar Frente ao Real

Na terça-feira, 2 de outubro, o dólar encerrou suas operações em queda em relação ao real, refletindo o enfraquecimento global da moeda norte-americana. Este movimento ocorria em um cenário externo mais favorável e com maior atenção dos investidores voltada para as sinalizações políticas internas, especialmente com o início das discussões sobre as eleições de 2026.

O dólar em sua cotação à vista apresentou um recuo de 0,57%, fechando a R$5,3303. Esse resultado representa a devolução parcial da alta de 0,47% registrada na segunda-feira, quando a moeda havia alcançado R$5,3606. No mercado futuro, o contrato com vencimento em janeiro caiu 0,43% na B3, sendo negociado a R$5,3640, acompanhando a melhora no apetite ao risco observado no mercado local.

Dados Econômicos dos Estados Unidos

No cenário internacional, dados econômicos abaixo das expectativas reforçaram as projeções de um eventual corte de juros pelo Federal Reserve, previsto para dezembro. O setor manufatureiro dos Estados Unidos registrou sua nona contração consecutiva. Jerome Powell, presidente do Fed, participou de um evento em Stanford, mas se absteve de fazer quaisquer comentários relacionados à política monetária, aumentando a incerteza no mercado financeiro.

O índice DXY, que mede a força do dólar frente a seis divisas consideradas fortes, operava estável às 9h55, apresentando uma leve queda de 0,01%, situando-se em 99,419 pontos. Por volta das 17h, este indicador permanecia fraco, comprovando a percepção de que as taxas de juros nos Estados Unidos podem cair antes do que se esperava, diminuindo, assim, a atratividade do dólar em nível global.

Indicadores da Indústria Brasileira

Em território brasileiro, os dados referentes à produção industrial de outubro mostraram uma ligeira elevação de 0,1% na comparação mensal, um número que ficou abaixo da expectativa de 0,4%. Comparando com o mesmo mês de 2023, houve uma queda de 0,5%, que contrariou as projeções de uma retração menos acentuada.

A leitura menos otimista do setor industrial, combinada com a expectativa de que os juros permaneçam elevados no Brasil por um período mais longo, sustentou um diferencial vantajoso ao real. A taxa Selic é amplamente prevista para se manter em 15% ao ano até o início de 2026, favorecendo operações de carry trade e mantendo o Brasil como um destino atrativo para investimentos estrangeiros.

Impactos Políticos no Mercado

O ambiente político também teve um papel significativo. Uma pesquisa realizada pela AtlasIntel e divulgada pela Bloomberg indicou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera todos os cenários de primeiro turno para 2026, mas enfrenta empates técnicos com os candidatos Tarcísio de Freitas e Michelle Bolsonaro em possíveis situações de segundo turno. O mercado ficou atento ao impacto das incertezas eleitorais nas expectativas econômicas.

O levantamento revelou um aumento na desaprovação do presidente Lula, que subiu de 48,1% para 50,7%, enquanto sua taxa de aprovação caiu de 51,2% para 48,6%. Apesar desse movimento, a leitura predominante entre os investidores foi a de que o quadro político permanece estável no curto prazo, o que contribuiu para a diminuição da aversão ao risco e a consequente queda do dólar.

Expectativas para a Política Monetária

No que diz respeito à política monetária, a ferramenta FedWatch do CME Group indicava que, próxima ao fechamento do mercado, existia uma probabilidade de 89% de que o Federal Reserve implementasse um corte na taxa de juros em 0,25 ponto percentual, reduzindo-a para uma faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano. No dia anterior, a probabilidade estava em 86,4%. Por outro lado, a chance de manutenção da taxa foi reduzida de 13,6% para 11%.

A próxima semana atraiu as atenções do mercado global. O Federal Reserve e o Comitê de Política Monetária (Copom) realizarão suas últimas reuniões de 2025 nos dias 9 e 10 de dezembro. As decisões tomadas nessas reuniões terão um papel crucial na definição do ritmo de juros para 2026, influenciando diretamente o comportamento do dólar e dos ativos brasileiros no curto prazo.

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Fonte: br.-.com

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