Dólar em queda graças à entrada de capitais estrangeiros e à recuperação do cenário internacional, mesmo diante de tensões globais.

Desempenho do Dólar Comercial

Na quinta-feira, 19 de março, o dólar comercial (USDBRL) encerrou o pregão com uma queda de 0,52%, sendo cotado a R$ 5,2164. Durante a tarde, a moeda inverteu seu comportamento, após ter operado em alta durante grande parte do dia. A variação foi impulsionada pelas decisões de política monetária tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. No entanto, o dólar perdeu força devido à melhora do humor global, ao avanço dos ativos de risco e ao fluxo positivo para os mercados emergentes. No acumulado de 2026, o dólar apresenta uma desvalorização de 4,98%, resultado da entrada de capital estrangeiro e dos ajustes de posição no câmbio.

Reação do Câmbio Brasileiro

No cenário nacional, a moeda acompanhou um conjunto misto de indicadores e sinais econômicos. O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou uma alta de 0,15% na segunda prévia de março, após uma queda anterior, com a pressão concentrada no atacado. Por outro lado, tanto o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) quanto o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) apresentaram desaceleração, o que pouco altera a perspectiva inflacionária no curto prazo. O Comitê de Estabilidade Financeira do Banco Central apontou condições globais mais restritivas desde novembro de 2025, mas enfatizou a solidez do sistema financeiro brasileiro. O elevado diferencial de juros continuou sendo um fator que apoia o real.

Ambiente Externo e Suas Implicações

No cenário externo, o dólar perdeu força, mesmo em meio a um ambiente caracterizado pela incerteza. O Federal Reserve manteve as taxas de juros inalteradas e indicou a possibilidade de apenas um corte ao longo do ano, justificando essa decisão pela alta incerteza decorrente dos conflitos no Oriente Médio. Outros bancos centrais relevantes, como o Banco da Inglaterra, o Banco Nacional da Suíça e o Banco Central da Suécia, também decidiram manter suas taxas, o que reforçou um cenário global mais cauteloso. Mesmo a forte alta do petróleo Brent, que aumentou 6,1% após ataques à infraestrutura energética, não foi suficiente para sustentar o dólar em relação às moedas emergentes.

Mercado Futuro de Dólar na B3

Na B3, o contrato futuro de dólar para abril (DOLFUT/WDOFUT), que é o mais líquido, encerrou com uma queda de 0,57%, cotado a R$ 5,2315, levemente abaixo do desempenho observado no mercado à vista. Esse movimento sugere um ajuste técnico na curva, com o mercado começando a precificar uma maior estabilidade cambial no curto prazo, além de uma menor pressão sobre o dólar, mesmo diante de um cenário externo que ainda continua volátil. O descolamento entre os preços do mercado futuro e do mercado à vista também reflete as estratégias de hedge e o reposicionamento dos investidores ao longo do dia.

Fonte: br.-.com

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