Desempenho do Dólar
O dólar à vista (FX:USDBRL) encerrou a terça-feira, 2 de junho, com leve queda de 0,24%, sendo cotado a R$ 5,0098. Durante o pregão, a moeda norte-americana oscilou dentro de uma faixa estreita. Essa movimentação foi influenciada pelo enfraquecimento observado entre as divisas de países emergentes, especialmente devido às expectativas em torno das negociações de paz entre os Estados Unidos e o Irã. Ao longo do dia, a cotação do dólar alcançou uma mínima de R$ 5,0003 e uma máxima de R$ 5,0245, porém terminou praticamente estável na região dos R$ 5,01. Com essa variação, o dólar acumula desvalorização de 8,73% em relação ao real no ano de 2026, evidenciando a tendência de enfraquecimento da moeda norte-americana ao longo do ano.
Impactos do Ambiente Externo
No Brasil, o principal fator que influenciou o mercado cambial foi o cenário externo. Contudo, os investidores permaneceram atentos aos possíveis efeitos da proposta do Escritório de Comércio dos Estados Unidos (USTR) de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre uma gama de produtos brasileiros. Durante toda a sessão, essa notícia esteve sob análise, mas os especialistas avaliaram que seus efeitos econômicos imediatos seriam limitados, particularmente levando em consideração que as exportações brasileiras para os EUA representam uma fração relativamente pequena do Produto Interno Bruto. Este tópico, entretanto, ganhou relevância política ao se tornar mais um ponto de tensão entre membros do governo federal e líderes da oposição. Apesar desse contexto, o real demonstrou resistência e acompanhou a tendência global de desvalorização do dólar.
Negociações Internacionais
No cenário internacional, os investidores continuaram vigilantes em relação às negociações entre os Estados Unidos e Irã, que têm se mostrado como o principal fator impulsionador nos mercados globais. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sinalizou a possibilidade de um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz na próxima semana, enquanto o governo iraniano analisava os termos propostos por Washington. Nesse ambiente, os preços do petróleo sofreram recuo durante a maior parte do dia, enquanto os rendimentos dos Treasuries continuaram a se manter em território negativo. Como resultado, houve um enfraquecimento moderado do dólar frente a diversas moedas emergentes, incluindo o peso mexicano, peso chileno, rand sul-africano e o real brasileiro. Entretanto, o mercado segue aguardando definições mais concretas antes de tomar posições mais arriscadas.
Movimentações no Mercado Futuro da B3
No mercado futuro da B3, o contrato de dólar mais negociado, que tem vencimento em julho e é representado pelo dólar futuro (BMF:DOLFUT | BMF:WDOFUT), fechou com queda de 0,43%, sendo cotado a R$ 5,0410. Esse movimento foi mais expressivo do que o registrado no mercado à vista, onde a moeda recuou 0,24%, ampliando a diferença de desempenho entre os dois segmentos. Essa tendência sugere que parte dos investidores está precificando um cenário com menor pressão cambial nas semanas seguintes, especialmente se houver avanços nas negociações geopolíticas e a manutenção de um fluxo favorável direcionado aos mercados emergentes. O prêmio do contrato futuro em relação ao dólar à vista permaneceu próximo de R$ 0,03, refletindo os custos financeiros e as expectativas embutidas até o vencimento do contrato.
Fonte: br.-.com