Desempenho do Dólar no Mercado
O dólar enfrentou uma nova pressão, resultante de um desempenho do mercado de trabalho dos Estados Unidos que apresentou resultados inferiores ao esperado. Essa situação gerou um aumento nas expectativas acerca de possíveis cortes nas taxas de juros por parte do Federal Reserve (Fed).
Neste dia 3 de novembro, o dólar à vista (USDBRL) fechou a sessão cotado a R$ 5,3133, com uma queda de 0,32%.
- LEIA MAIS: Comunidade de investidores Money Times reúne tudo o que você precisa saber sobre o mercado; cadastre-se.
Esse movimento foi consistente com a tendência observada internacionalmente. Por volta das 17h (horário de Brasília), o DXY, um indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, como o euro e a libra, apresentava uma retração de 0,49%, estabelecendo-se em 98.867 pontos.
Fatores que Influenciaram o Dólar
A intensificação das expectativas do mercado em relação a um possível novo corte nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed) ganhou força após a divulgação de dados que indicaram uma desaceleração no mercado de trabalho dos Estados Unidos.
Conforme o relatório elaborado pela ADP, os Estados Unidos registraram o fechamento de 32.000 postos de trabalho no setor privado em novembro, após a criação de 47.000 novos empregos em outubro (dado revisado para cima). Economistas consultados pela Reuters previam a criação de 10.000 postos de trabalho, após os 42.000 postos de trabalho inicialmente relatados para outubro.
Embora o relatório ADP não seja considerado o documento referência sobre a situação do mercado de trabalho nos Estados Unidos, ele atraiu a atenção dos investidores e influenciou as expectativas sobre a trajetória das taxas de juros, especialmente na ausência do payroll – o relatório oficial de empregos –, que não será divulgado na próxima sexta-feira (5) devido ao shutdown.
Após a divulgação do dado, o mercado passou a avaliar em 90% a probabilidade de que o Fed proceda com um corte nas taxas de juros em sua próxima reunião de política monetária. Perto do encerramento do dia, a ferramenta FedWatch, disponível pelo CME Group, apontava para uma chance de 89% de que o banco central norte-americano reduza a taxa em 0,25 ponto percentual, fixando-a na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano. No dia anterior, a expectativa estava em 88%.
A probabilidade de que as taxas sejam mantidas caiu de 12% (na data anterior) para 11% neste dia.
O Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc), do Fed, programou sua reunião final de 2025 para a próxima semana, nos dias 9 e 10 de dezembro. Simultaneamente, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil estará realizando sua reunião de política monetária nas mesmas datas.
No que diz respeito ao real, o dólar foi pressionado por um carry trade que favoreceu a moeda brasileira. As expectativas de um corte nas taxas de juros americanas e a manutenção da Selic em 15% ao ano contribuíram para um aumento no diferencial de juros favorável ao Brasil.
Fonte: www.moneytimes.com.br

