Dólar recua após quatro dias de alta, em meio a negociações entre EUA e Irã

Queda do Dólar Comercial

Após quatro sessões consecutivas de valorização, o dólar comercial encerrou a sexta-feira, 19 de junho, em leve queda de 0,20%, cotado a R$ 5,1643. Esta movimentação ocorre em sintonia com o enfraquecimento da moeda americana em relação à maioria das divisas globais. Apesar do recuo diário, o dólar acumulou uma alta de 2,04% ao longo da semana, enquanto observa uma queda significativa de 5,92% no total acumulado no ano de 2026. Essa oscilação reflete um mercado ainda bastante sensível ao cenário geopolítico internacional e ao fluxo de capitais. A movimentação registrada na sexta-feira representa uma realização parcial de ganhos, em decorrência da forte valorização verificada nas sessões anteriores.

Fatores que Influenciam a Queda do Dólar

O principal determinante para a queda do dólar no Brasil foi o enfraquecimento da moeda norte-americana durante a sessão. Investidores permaneceram atentos às negociações que envolvem os Estados Unidos e o Irã a respeito de um possível acordo de paz permanente e restrições ao programa nuclear iraniano. Embora o encontro programado para a Suíça tenha sido adiado, o mercado também ficou em vigilância em relação aos novos confrontos entre Israel e militantes do Hezbollah no sul do Líbano. O ambiente continuou a ser permeado por cautela, mas a percepção de que ainda existem canais diplomáticos em aberto ajudou a aliviar parte da pressão sobre o câmbio brasileiro ao longo do dia.

Análise do Cenário Internacional

No cenário internacional, o dólar perdeu força frente a diversas moedas conforme os investidores avaliavam as repercussões da crise no Oriente Médio. O adiamento das negociações entre Estados Unidos e Irã trouxe incertezas para o mercado, mas não eliminou as expectativas de que avanços diplomáticos possam ocorrer nas semanas seguintes. Ao mesmo tempo, os confrontos entre Israel e Hezbollah aumentaram a atenção dos mercados, embora a busca por ativos considerados seguros tenha sido menos intensa do que nos dias anteriores. Isso resultou em uma acomodação do índice do dólar (CCOM) em relação às principais moedas globais.

Movimentos na B3

Na B3, o contrato futuro de dólar, que possui vencimento em julho e é considerado o mais líquido, encerrou a sessão em alta de 0,06%, cotado a R$ 5,1780. Este movimento contrasta com o recuo de 0,20% observado no mercado à vista. Esse comportamento indica que os investidores ainda estão precificando uma taxa de câmbio ligeiramente mais elevada para os meses seguintes, mesmo após a queda do dólar no mercado à vista. Até as 17h06, aproximadamente 130 mil contratos haviam sido negociados, o que demonstra uma sessão de liquidez mais moderada se comparada a períodos de maior volatilidade.

Fonte: br.-.com

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