Dólar recua para R$ 5,05 com petróleo ultrapassando os US$ 90

Desempenho do Dólar à Vista

O dólar à vista apresentou uma queda em relação ao real nesta quarta-feira, 22 de setembro. O dólar à vista encerrrou as negociações cotado a R$ 5,0517, um recuo de 0,43% no dia.

Influências Externas

O movimento do dólar reflete um enfraquecimento da moeda americana no mercado internacional durante a sessão. Isso ocorreu mesmo com a alta nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, conhecidos como Treasuries. Às 17h, no horário de Brasília, o DXY, que é um indicador que compara o dólar com uma cesta de seis moedas globais, incluindo o euro e a libra, registrou uma queda de 0,04%, situando-se em 101,130 pontos.

Fatores Favoráveis no Mercado de Câmbio Brasileiro

O mercado de câmbio no Brasil foi favorecido pela forte valorização do petróleo no mercado internacional, bem como pela entrada de fluxo de capital estrangeiro. Na mesma data, o contrato mais líquido do petróleo Brent, que serve como referência para o mercado internacional, fechou com uma alta de 3,36%, cotado a US$ 94,07 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE) em Londres, depois de alcançar o valor de US$ 95 por barril no início do dia.

“A melhora nos termos de troca com o petróleo mais caro favoreceu a valorização do real nesta quarta”, destacou Marcos Bassani, especialista em investimentos e sócio-fundador da Boa Brasil Capital.

Impactos da Valorização das Commodities

Países que são exportadores de commodities, como é o caso do Brasil, tendem a se beneficiar com a alta nos preços de matérias-primas como petróleo e minério de ferro. Este cenário trouxe uma condição vantajosa para a moeda brasileira.

Diferencial de Juros e Atração de Capital Estrangeiro

A moeda brasileira continua a ser favorecida por um elevado diferencial de juros, com a taxa Selic definida em 14,25% ao ano, o que torna as operações de carry trade mais atrativas e atrai fluxo de capital estrangeiro para o país.

Na perspectiva de Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad, essa combinação de diferencial de juros elevado e a subida dos preços do petróleo permitiu que o real neutralizasse as repercussões da escalada tarifária e se mantivesse independente de uma agenda comercial negativa ao longo do dia.

Novas Tarifas sobre Produtos Brasileiros e Ações do Governo

Foi implementada nesta quarta-feira, 22 de setembro, uma nova tarifa de 25% sobre a importação de produtos brasileiros nos Estados Unidos. A tarifa média efetiva é de 18,2%, de acordo com um levantamento realizado pelo Global Trade Alert, colocando o Brasil em segundo lugar, apenas atrás da China, que possui uma taxa média de 27%.

Para mitigar os impactos dessa nova tarifa, o governo federal anunciou um pacote de liberação de R$ 18,5 bilhões em linhas de financiamento que serão dirigidas às empresas diretamente afetadas por essa medida.

Desse valor total, R$ 13,5 bilhões serão disponibilizados pelo Tesouro Nacional, enquanto os R$ 5 bilhões restantes virão do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), conforme informações fornecidas pelo Palácio do Planalto.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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