Dólar recua para R$ 5,32 diante da possibilidade de paralisação do governo dos EUA.

Dólar recua para R$ 5,32 diante da possibilidade de paralisação do governo dos EUA.

by Ricardo Almeida
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Dólar Inicia Sessão em Alta, Mas Perde Força

O dólar começou a sessão desta segunda-feira (29) com uma trajetória de valorização, mas acabou por inverter a tendência e perdeu força em um dia marcado por várias tensões, como a divulgação de dados econômicos no Brasil, as incertezas em torno de uma possível paralisação do governo dos Estados Unidos e questões geopolíticas que permanecem no cenário internacional.

No fechamento das negociações, o dólar à vista (USDBRL) apresentou uma cotação de R$ 5,3223, o que representa uma queda de 0,30%. Durante o dia, a moeda chegou a ser negociada a R$ 5,30.

Esse movimento de desvalorização da moeda brasileira também se alinha com a atmosfera no mercado internacional. Por volta das 17h, no horário de Brasília, o DXY, um indicador que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta composta por seis moedas de referência globais, como o euro e a libra, apresentava uma queda de 0,21%, posicionando-se a 97,940 pontos.

Fatores que Influenciaram o Dólar

Os investidores estavam atentos a uma série de variáveis que impactaram o dólar nesta data. Um dos principais focos de atenção foram os novos dados econômicos apresentados pelo Brasil, assim como as declarações de diretores do Banco Central (BC) e as avaliações sobre a redução das projeções de inflação e do cenário fiscal.

Uma das informações mais relevantes divulgadas foi a abertura de 147.358 vagas formais de trabalho em agosto, conforme os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que foram publicados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Esse saldo representa o pior resultado para o mês de agosto desde o início da série histórica do Novo Caged, que começou a ser registrado em 2020. Em agosto de 2024, foram geradas 239.069 vagas.

No acumulado do ano até agosto, o saldo foi de 1.501.930 vagas abertas, um número inferior ao registrado no mesmo período do ano anterior, que contabilizou a criação de 1.742.664 postos de trabalho.

Segundo a análise do banco BMG, essa redução evidencia que o processo de desaceleração da atividade econômica que está em curso começa a refletir nos números do mercado de trabalho. O economista-chefe do BMG, Flávio Serrano, comentou que, apesar dos números negativos, a taxa de desemprego tende a permanecer baixa por um tempo, sugerindo que o setor ainda apresenta pouca ociosidade, embora essa condição tenha apresentado uma ligeira melhora no mês anterior.

Para a InvestSmart XP, o resultado do Caged indica o segundo mês consecutivo de “surpresa negativa”, o que leva a crer que o Banco Central deverá iniciar um ciclo de cortes na taxa de juros no primeiro trimestre de 2026.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reiterou que o governo seguirá empenhado em cumprir as metas fiscais estabelecidas, tanto para os anos de 2025 quanto para 2026. Durante a Conferência Itaú Macro Vision, realizada em São Paulo, Haddad destacou: “A meta da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) está sendo perseguida com todo o esforço. Para 2026, será igual”.

Os investidores também demonstraram reações a novas declarações proferidas pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Ele descartou a possibilidade de mudanças na abordagem atual da instituição em relação às reservas cambiais e ao estoque de swaps, reiterando que o regime cambial brasileiro é flutuante e que o BC efetua intervenções apenas para corrigir disfuncionalidades no mercado.

Em sua fala, Galípolo afirmou: “Não há nenhum objetivo ou preocupação no sentido de recomposição de reservas ou mudanças em swaps”. Ele acrescentou que o BC possui reservas robustas que garantem uma capacidade de resposta a quaisquer disfuncionalidades que possam ocorrer no mercado cambial.

Movimentações Externas e Expectativas do Mercado

Do lado internacional, o foco dos investidores voltou-se para as movimentações nos Estados Unidos. As expectativas giravam em torno da divulgação do relatório oficial de empregos, conhecido como payroll, referente ao mês de setembro. Os agentes do mercado estavam atentos à possibilidade de um novo corte nos juros por parte do Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA).

Próximo do fechamento do mercado, as expectativas eram de uma chance de 89,3% de que o Fed diminuísse os juros em 0,25 ponto percentual na próxima reunião de política monetária. Essa probabilidade é um aumento em relação aos 87,7% registrados na última sexta-feira (26). No momento, a taxa de juros nos EUA se encontra na faixa entre 4,00% e 4,25%.

Além dessas questões econômicas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou um plano que visa encerrar o conflito na Faixa de Gaza. O mercado também permaneceu em alerta frente à possibilidade de uma paralisação do governo norte-americano (shutdown em inglês). Trump programou uma reunião com líderes democratas e republicanos do Congresso com o intuito de evitar que essa situação se concretize até a noite de amanhã (30).

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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