Desempenho do Dólar em Quarta-feira
O dólar à vista (FX:USDBRL) encerrou a quarta-feira, dia 11 de fevereiro, com uma queda de 0,20%, cotado a R$ 5,1872. Este valor representa o menor patamar de fechamento desde 28 de maio de 2024. No acumulado desde o início de 2026, a moeda norte-americana já apresenta uma redução de 5,50%, resultado de um ambiente mais favorável para o real. Após ter fechado em alta na sessão anterior, o dólar apresentou pressão de baixa desde a abertura, mantendo esse viés ao longo do pregão, em consonância com o desempenho de outras moedas emergentes no mercado internacional.
Fatores que Influenciam a Queda do Dólar
O principal fator responsável pela movimentação do câmbio foi, mais uma vez, o significativo fluxo de capital estrangeiro direcionado ao mercado da bolsa de valores brasileira. Esta entrada de recursos aumenta a disponibilidade de dólares no mercado interno, o que acaba favorecendo a valorização do real. O interesse por ativos locais tem sido crucial para sustentar a tendência de apreciação da moeda brasileira neste início de ano.
Reação do Câmbio às Sinalizações da Política Monetária
No cenário interno, o câmbio também reagiu de maneira notável às sinalizações da política monetária. O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, declarou que a autoridade monetária planeja iniciar uma “calibragem” da taxa Selic a partir de março, condicionando qualquer movimento à confirmação do cenário econômico. Esta comunicação reforçou a estratégia de dependência de dados, conhecida como “data dependent”, ao mesmo tempo em que trouxe uma mensagem de tranquilidade a respeito do ritmo dos cortes ao longo do ano, minimizando incertezas no mercado.
Esse discurso, aliado ao fluxo positivo de资本 estrangeiro, contribuiu para manter a valorização do real, mesmo diante de uma agenda econômica complexa.
Dados Econômicos Externos
No exterior, o dólar apresentou oscilações em função da divulgação de dados econômicos e das incertezas presentes no ambiente global. Recentemente, os Estados Unidos criaram 130 mil vagas de emprego fora do setor agrícola no último mês. Esse número superou a projeção inicial de 70 mil postos, sinalizando uma resiliência do mercado de trabalho norte-americano.
Entretanto, persistem preocupações quanto aos impactos que a inteligência artificial pode ter em determinados setores, o que tem mantido os investidores em posição cautelosa.
Índice DXY e Influências nas Moedas Emergentes
Esse contexto tem influenciado o índice DXY (CCOM:DXY), que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta de moedas fortes, repercutindo também nas divisas emergentes. Na B3, o contrato futuro de dólar mais líquido, com vencimento em março, registrou uma queda de 0,17%, encerrando cotado a R$ 5,2025, enquanto o dólar à vista teve uma redução de 0,20% em seu valor.
A diferença nas variações entre o mercado à vista e o futuro indica um ajuste levemente mais moderado na curva futura, refletindo as expectativas relacionadas à política monetária e à percepção de risco para os próximos meses.
Expectativas em Relação ao Mercado Futuro
O contrato futuro (BMF:DOLFUT | BMF:WDOFUT) continua operando com um prêmio em relação ao mercado à vista, evidenciando que, apesar do recente alívio nas condições de câmbio, os agentes econômicos ainda mantêm uma postura de cautela em relação às perspectivas futuras.
Fonte: br.-.com


