Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq recuperam-se após queda com esperança de redução de juros e vigor das empresas de tecnologia

Mercado Financeiro Americano

Os principais índices dos Estados Unidos iniciaram a terça-feira, 2 de dezembro de 2025, com uma leve alta, refletindo uma recuperação nas ações após a correção observada na sessão anterior.

Às 11h31 (horário de Brasília), o índice Dow Jones apresentava um aumento de 125,96 pontos, equivalente a +0,27%. O S&P 500 tinha alta de 19,72 pontos, ou +0,29%. O Nasdaq mostrava um ganho de 110,08 pontos ou +0,47%. Em contrapartida, a taxa de retorno dos títulos de 10 anos subia para 4,108%.

O aumento inicial no interesse de compra pode ser atribuído à recuperação do Bitcoin, que está valorizado em mais de 2% após uma queda significativa observada na segunda-feira. As ações de tecnologia, especificamente Oracle (NYSE:ORCL), Nvidia (NASDAQ:NVDA), e Broadcom (NASDAQ:AVGO), também mostraram desempenho forte no pré-mercado.

A ferramenta FedWatch do CME Group aponta uma probabilidade de 87,4% de que o Federal Reserve reduza as taxas de juros em mais 0,25 ponto percentual, uma elevação em relação aos 63,0% registrados há um mês.

No entanto, a atividade de negociação no mercado apresenta um comportamento mais moderado, pois os investidores aguardam a divulgação de dados econômicos relevantes dos Estados Unidos.

Relatórios Econômicos dos EUA

Na quarta-feira, a processadora de folha de pagamento ADP divulgará seu relatório sobre o emprego no setor privado referente ao mês de novembro.

Os economistas projetam um aumento de 10.000 vagas no emprego do setor privado em novembro, seguido de um crescimento de 42.000 vagas em outubro.

Esses dados possuem potencial para impactar as expectativas em relação às taxas de juros antes da reunião de política monetária do Federal Reserve, que ocorrerá na próxima semana.

Além disso, relatórios sobre a atividade do setor de serviços, renda e gastos pessoais, bem como a confiança do consumidor, também deverão ser destacados nos próximos dias.

No calendário econômico do dia, a vice-presidente de Supervisão do Federal Reserve, Michelle Bowman, tem um depoimento agendado perante o Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes, em uma audiência sobre a Supervisão dos Reguladores Financeiros, às 12h (horário de Brasília).

Fechamento Anterior do Mercado

Na segunda-feira, apesar de uma tentativa de recuperação durante a sessão, o mercado acionário encerrou o dia em queda. O Dow Jones registrou uma queda de 427,09 pontos (-0,9%), fechando em 47.289,33. Da mesma forma, o Nasdaq caiu 89,76 pontos (-0,4%), com um fechamento em 23.275,92. O S&P 500 perdeu 36,46 pontos (-0,5%) e finalizou em 6.812,63.

O dia foi marcado por uma realização de lucros, seguindo a forte recuperação observada na semana anterior, quando os índices avançaram por cinco dias consecutivos e se aproximaram dos níveis recordes. Esse movimento de alta é atribuído ao otimismo em relação aos juros, impulsionado por declarações mais brandas de dirigentes do Federal Reserve sobre a direção da política monetária.

Apesar do alívio recente, os investidores se mostraram mais cautelosos à espera da divulgação de indicadores econômicos significativos nos Estados Unidos. O PMI industrial do ISM caiu para 48,2 em novembro, abaixo da leitura anterior de 48,7 em outubro, contrariando a expectativa de um aumento para 49,0. Leituras abaixo de 50 indicam contração na atividade do setor.

Além disso, o pregão revelou fraqueza setorial. O índice Dow Jones Utility Average despencou 2,3%, alcançando o menor nível em dois meses, enquanto o NYSE Arca Biotechnology caiu 2,1%. Os setores de redes, saúde e hardware também sofreram perdas significativas, enquanto o setor de energia se destacou positivamente, sustentado pela forte valorização do petróleo bruto.

Acompanhe as cotações em tempo real dos mais importantes índices de ações e das empresas internacionais negociadas nas principais bolsas de valores mundiais.

Desempenho na Europa e Ásia

As ações europeias registraram um leve aumento nesta terça-feira, com o foco nas negociações de paz na Ucrânia e nos dados econômicos dos Estados Unidos.

Após as reuniões entre autoridades americanas e uma delegação ucraniana na Flórida, o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy declarou que a proposta revisada dos EUA para o fim do conflito com a Rússia “parece melhor”.

Notícias da mídia sugerem que o enviado especial do presidente americano, Steve Witkoff, viajou até Moscou para se encontrar com o presidente russo Vladimir Putin e discutir um plano de paz revisado, com 19 pontos, para terminar a guerra.

Aos 11h09 (horário de Brasília), o índice alemão DAX subia 0,42%, o índice britânico FTSE 100 apresentava um aumento de 0,17%, enquanto o francês CAC 40 recuava 0,04%. O índice pan-europeu Stoxx 600 crescia 0,14%.

Com relação aos indicadores econômicos, dados preliminares divulgados pelo Eurostat mostraram um aumento inesperado na inflação na zona do euro em novembro. O relatório revelou que a inflação subiu para 2,2% em novembro, contrariando a expectativa de se manter em 2,1%.

No Reino Unido, os preços dos imóveis residenciais registraram um crescimento acima do esperado em novembro, apesar da incerteza orçamentária, conforme indicam os dados da Nationwide Building Society. Os preços das casas aumentaram 1,8% em comparação ao mesmo período do ano anterior, embora a taxa de crescimento tenha sido mais lenta do que os 2,4% observados em outubro. Contudo, este crescimento anual superou a previsão de 1,4%.

As ações asiáticas, por sua vez, fecharam majoritariamente em alta, mesmo diante da venda maciça de bitcoins e das preocupações em relação a um possível desmantelamento das operações de carry trade com ienes.

O Shanghai Composite da China apresentou queda de 0,4%, alcançando 3.897,71, enquanto os investidores aguardam os resultados da Conferência Central de Trabalho Econômico anual e da reunião do Politburo de dezembro.

O Índice Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,2%, encerrando em 26.095,95, mas reduziu os ganhos que chegaram a 0,9%.

Os títulos da China Vanke experimentaram uma forte queda, após a informação de que a construtora está buscando um adiamento de um ano para o pagamento de um título no valor de dois bilhões de yuans com vencimento original em 15 de dezembro.

Os mercados japoneses fecharam em leve alta depois que um leilão de títulos japoneses de 10 anos mostrou forte demanda, e um indicador de confiança do consumidor atingiu o nível mais elevado em 19 meses.

O rendimento dos títulos do governo de 10 anos alcançou uma máxima em 17 anos, atingindo 1,88%, impulsionado pela expectativa de um iminente aumento da taxa de juros pelo Banco do Japão.

A Fast Retailing, proprietária da Uniqlo, liderou as altas do dia, fechando com ganho de 1,8%, enquanto o conglomerado tecnológico SoftBank Group registrou uma queda de 5,2%.

Na Coreia do Sul, as ações subiram de forma acentuada, especialmente as montadoras, após a confirmação do secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, sobre a redução da tarifa geral de importação do país, incluindo automóveis, para 15%.

O índice Kospi teve um aumento de 1,9%, fechando em 3.994,93, com as ações da Hyundai Motor subindo 4,5% e as da Kia Corp. aumentando 4,2%.

Por fim, os mercados australianos apresentaram ganhos modestos, respaldados pela alta nos preços do cobre e do minério de ferro, que beneficiaram as ações do setor de mineração. O índice de referência S&P/ASX 200 subiu 0,2%, alcançando 8.579,70, enquanto o índice All Ordinaries, mais abrangente, fechou em alta de 0,1%, a 8.877,50. Na Nova Zelândia, o índice de referência S&P/NZX-50 encerrou em alta de 0,4%, a 13.502,77, recuperando perdas da sessão anterior.

Fonte: br.-.com

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