Cooperação no Setor de Defesa entre Suécia e Brasil
A Suécia expressou seu interesse em ampliar a cooperação no setor de defesa com o Brasil, indicando a possibilidade de vender mais aeronaves de combate Gripen ao país.
Encontro entre Autoridades
Na última terça-feira, dia 16, o ministro da Defesa sueco, Pål Jonson, se reuniu com o comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), tenente-brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno, que representava o Ministério da Defesa. Durante essa reunião, as autoridades discutiram a possibilidade de modificar o contrato existente para aumentar o número de aeronaves de combate que seriam fornecidas ao Brasil.
A declaração conjunta, que foi assinada pelos governos envolvidos, ressalta que as alterações contratuais seriam realizadas dentro dos limites permitidos pela legislação brasileira. Além disso, o brigadeiro Damasceno fez uma visita à sede da Saab, a multinacional sueca que fabrica os caças Gripen.
Situação do Contrato Atual
O contrato entre a FAB e a Saab, assinado em 2014, contempla a entrega de 36 aeronaves Gripen. A primeira unidade chegou ao Brasil em 2020, e até o momento, dez unidades já foram entregues. Esses caças são conhecidos por serem equipados com mísseis e radares de alta tecnologia, sendo considerados um dos modelos mais modernos em operação atualmente. Em testes militares, os Gripen conseguiram superar o desempenho dos tradicionais F-15C Eagle da Força Aérea dos Estados Unidos.
Desafios Orçamentários
Entretanto, a falta de orçamento das Forças Armadas brasileiras representa um obstáculo significativo para o cumprimento do cronograma de entrega das aeronaves e para a aquisição de novos caças. Essa situação prejudica potenciais pacotes de modernização das tropas. De acordo com avaliações de militares, tanto o Ministério da Defesa quanto as Forças Armadas enfrentam uma realidade orçamentária aquém do necessário, além de um panorama de baixa previsibilidade de recursos.
A limitação nos recursos orçamentários acaba afastando investidores potenciais e inibindo a modernização das tropas, em algumas situações, até mesmo comprometendo a manutenção delas.
Proposta de Emenda Constitucional
Para abordar essa questão, militares têm pressionado o governo para que apoiem a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da previsibilidade de defesa. Conhecida como “PEC da Previsibilidade”, essa proposta estabelece a destinação de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) para a área de defesa.
Contudo, essa proposta encontra-se parada no Senado desde 2023. O relator na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), designado em abril, é o senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), que é o líder do governo no Congresso.
Recomendações da Otan
A PEC em questão segue diretrizes recomendadas pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), a qual sugere que os países-membros destinem um percentual mínimo para a área de defesa.
A expectativa é que, com um maior comprometimento financeiro e um planejamento mais eficiente, a colaboração entre Brasil e Suécia no setor de defesa se intensifique, permitindo um avanço estratégico para ambas as nações nesse contexto global cada vez mais desafiador.


