Embraer (EMBR3) pretende atingir a meta de 100 entregas anuais de jatos comerciais até 2028, afirma presidente.

Embraer (EMBR3) pretende atingir a meta de 100 entregas anuais de jatos comerciais até 2028, afirma presidente.

by Ricardo Almeida
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Embraer projeta aumento na entrega de aeronaves

A Embraer (EMBR3) informou que espera alcançar, até o ano de 2028, a meta de 100 entregas de aeronaves comerciais por ano. Francisco Gomes Neto, presidente-executivo da companhia, comentou que dificuldades na cadeia de suprimentos devem atrasar a concretização dessa meta.

Aumento nas entregas e desafios

Desde 2021, a Embraer tem aumentado suas entregas anuais como parte do processo de recuperação após a crise no setor de aviação, que foi provocada pela pandemia. Para o ano atual, a empresa prevê entre 77 e 85 entregas de jatos comerciais, um aumento em relação às 73 entregas realizadas em 2024.

Gomes Neto já havia destacado anteriormente que as questões relativas à cadeia de suprimentos ainda apresentariam obstáculos para os planos de produção da empresa, que não atingiu a marca de 100 entregas em um único ano desde 2017. “O ano de 2026 ainda vai ser mais desafiador para a produção de jatos comerciais”, afirmou em entrevista. “Mas a partir de 2027, vamos voltar com nosso plano forte de crescimento, e esperamos que em 2028 já estejamos batendo nos 100 aviões comerciais por ano”, completou.

Problemas na cadeia de suprimentos

Em 2022, a Embraer enfrentou dificuldades relacionadas ao atraso no fornecimento de motores para seus jatos E2, que representam a geração mais nova de aeronaves comerciais da companhia. Embora a situação tenha melhorado, novos problemas surgiram, desta vez referentes a peças de fuselagem provenientes da Europa e motores dos jatos E1, de primeira geração.

O presidente-executivo ressaltou que a faixa de entrega divulgada tem sido fundamental para garantir o cumprimento das promessas feitas ao mercado, apesar das dificuldades enfrentadas na cadeia de suprimentos. “A Embraer vai continuar crescendo. Temos pedidos para entregar, não é falta de vendas. Estamos com a carteira de ordens praticamente preenchida para 2026 e 2027, e parcialmente para 2028. O verdadeiro desafio, neste momento, é a entrega das aeronaves”, disse Gomes Neto.

Novas encomendas no mercado

Os comentários do executivo foram feitos após o anúncio de um pedido firme de 50 aeronaves E195-E2, formulado pela companhia aérea norte-americana Avelo Airlines. Esta transação marca o primeiro acordo envolvendo jatos E2 nos Estados Unidos. Além disso, a Embraer já recebeu pedidos de outras companhias, como a japonesa ANA e a Scandinavian Airlines SAS, que adquiriram jatos E2. A companhia aérea americana SkyWest, por sua vez, fez encomendas de aeronaves E1. Gomes Neto acredita que novos pedidos de E2 são possíveis ao longo deste ano, dada a realização contínua de campanhas de vendas. Contudo, a expectativa é de que os jatos E1 não apresentem novas vendas em 2025, pois atendem quase exclusivamente ao mercado norte-americano.

Fábrica da Embraer nos Estados Unidos

Apesar do recente pedido da Avelo e do contexto de uma tarifa de importação de 10% sobre aeronaves fabricadas no Brasil, Gomes Neto afirmou que a Embraer não tem planos de abrir uma linha de montagem de jatos comerciais nos Estados Unidos. Ele destacou que qualquer possível nova fábrica seria condicionada a um grande volume de novos pedidos e que a empresa optou por focar sua estratégia em eliminar a tarifa por meio dos benefícios que sua operação oferece a fornecedores e clientes estadunidenses.

“Preferimos adotar uma abordagem que mostre o ‘business case’ completo da Embraer. Nos próximos cinco anos, nosso plano é comprar US$21 bilhões deles e exportar US$13 bilhões”, afirmou o executivo.

Atualmente, a Embraer produz ambas as gerações de suas aeronaves comerciais em uma linha híbrida localizada na fábrica de São José dos Campos, no interior do estado de São Paulo. Gomes Neto comentou que criar uma nova linha exigiria um investimento significativo a ponto de gerar uma depreciação elevada, o que tornaria o produto menos competitivo.

“Se conseguirmos vender milhares de aviões e obtivermos pedidos de centenas de unidades, então será necessário considerar a instalação de uma segunda linha próxima de onde estarão os compradores. Entretanto, essa situação ainda não se apresenta”, explicou.

A empresa já opera linhas de montagem de algumas aeronaves executivas na Flórida e, caso os Estados Unidos decidam comprar o cargueiro militar C-390, a Embraer tem uma proposta de uma linha de produção avaliada em US$ 500 milhões para esse projeto.

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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