Casos de Mpox no Brasil
O Brasil já registrou 55 casos confirmados de Mpox em 2025. Esses dados são oriundos do Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica (CNE-VIG), que é vinculado ao Ministério da Saúde. Os números indicam que a doença continua sendo monitorada pelas autoridades sanitárias.
No ano anterior, a varíola dos macacos, conhecida como Mpox, contou com 1.056 casos confirmados e dois óbitos associados à doença em território nacional.
Novas Cepas do Vírus
Recentemente, foram identificados dois casos no Reino Unido e na Índia que apontam para uma nova cepa recombinante do vírus da Mpox. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que esses casos indicam uma possível circulação mais ampla do vírus do que a que foi documentada até o presente momento.
Os pacientes afetados por essa nova variante não apresentaram casos graves, e seus sintomas são semelhantes aos observados em casos anteriores da doença.
Mas o que é a varíola dos macacos ou Mpox?
A Mpox é uma doença causada pelo vírus Mpox (MPXV), que pertence ao gênero Orthopoxvirus e à família Poxviridae. O nome ‘varíola dos macacos’ refere-se à forma de transmissão da doença, que pode ocorrer de animais para humanos.
A contaminação pela Mpox pode ocorrer através do contato com:
- Pessoas infectadas pelo vírus Mpox;
- Materiais contaminados com o vírus;
- Animais silvestres, como roedores, que estejam infectados.
Sintomas da Mpox
Os sintomas da Mpox geralmente começam a aparecer entre três a 16 dias após o primeiro contato com o vírus, embora em alguns casos possam levar até 21 dias. Os principais sinais ou sintomas incluem:
- Erupções cutâneas ou lesões na pele;
- Linfonodos inchados (ínguas);
- Febre;
- Dor de cabeça;
- Dores no corpo;
- Calafrios;
- Fraqueza.
Tratamento e Vacinação
Atualmente, não existe um tratamento específico ou medicamento aprovado para os casos de Mpox. As abordagens de cuidado concentram-se em aliviar os sintomas, prevenir e tratar possíveis complicações e evitar sequelas duradouras.
Entretanto, foi implementada uma estratégia de vacinação com o objetivo de proteger indivíduos que estão em maior risco de desenvolver formas graves da doença. O site do Ministério da Saúde (MS) descreve dois perfis principais para a vacinação pré-exposição:
- Pessoas vivendo com HIV/aids (PVHA): homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais, com idade igual ou superior a 18 anos e que apresentem status imunológico identificado com contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses.
- Profissionais de laboratório que trabalham diretamente com Orthopoxvírus em laboratórios com nível de biossegurança 2 (NB-2), que tenham entre 18 e 49 anos de idade.
Adicionalmente, existe a possibilidade de vacinação na pós-exposição.
E a variante gringa?
Uma nova variante do vírus ocorre quando há uma recombinação viral, um processo natural que se dá quando dois vírus relacionados infectam o mesmo organismo e realizam a troca de material genético.
A primeira identificação dessa variante foi feita no Reino Unido, onde um viajante retornou de um país da região Ásia-Pacífico em outubro de 2025. Outra ocorrência foi registrada anteriormente, em setembro de 2025, mas foi notificada somente em janeiro deste ano.
A análise genética demonstrou que o vírus encontrado na Índia possui mais de 99,9% de similaridade com o vírus detectado no Reino Unido. A OMS interpretou isso como indicativo de uma origem evolutiva comum.
Como o início dos sintomas do paciente indiano ocorreu mais de dois meses antes do caso identificado no Reino Unido, a OMS considera duas possibilidades principais a respeito da disseminação:
- A origem exata da cepa recombinante ainda é desconhecida;
- A transmissão desse vírus pode ter envolvido pelo menos quatro países em três diferentes regiões do mundo.
Assim, especialistas acreditam que a circulação do vírus seja maior do que se supunha anteriormente.
Fonte: www.moneytimes.com.br

