Entenda a Mpox: 55 Casos Confirmados no Brasil e Variante Detectada no Exterior

Entenda a Mpox: 55 Casos Confirmados no Brasil e Variante Detectada no Exterior

by Ricardo Almeida
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Casos de Mpox no Brasil

O Brasil já registrou 55 casos confirmados de Mpox em 2025. Esses dados são oriundos do Centro Nacional de Inteligência Epidemiológica e Vigilância Genômica (CNE-VIG), que é vinculado ao Ministério da Saúde. Os números indicam que a doença continua sendo monitorada pelas autoridades sanitárias.

No ano anterior, a varíola dos macacos, conhecida como Mpox, contou com 1.056 casos confirmados e dois óbitos associados à doença em território nacional.

Novas Cepas do Vírus

Recentemente, foram identificados dois casos no Reino Unido e na Índia que apontam para uma nova cepa recombinante do vírus da Mpox. A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera que esses casos indicam uma possível circulação mais ampla do vírus do que a que foi documentada até o presente momento.

Os pacientes afetados por essa nova variante não apresentaram casos graves, e seus sintomas são semelhantes aos observados em casos anteriores da doença.

Mas o que é a varíola dos macacos ou Mpox?

A Mpox é uma doença causada pelo vírus Mpox (MPXV), que pertence ao gênero Orthopoxvirus e à família Poxviridae. O nome ‘varíola dos macacos’ refere-se à forma de transmissão da doença, que pode ocorrer de animais para humanos.

A contaminação pela Mpox pode ocorrer através do contato com:

  • Pessoas infectadas pelo vírus Mpox;
  • Materiais contaminados com o vírus;
  • Animais silvestres, como roedores, que estejam infectados.

Sintomas da Mpox

Os sintomas da Mpox geralmente começam a aparecer entre três a 16 dias após o primeiro contato com o vírus, embora em alguns casos possam levar até 21 dias. Os principais sinais ou sintomas incluem:

  • Erupções cutâneas ou lesões na pele;
  • Linfonodos inchados (ínguas);
  • Febre;
  • Dor de cabeça;
  • Dores no corpo;
  • Calafrios;
  • Fraqueza.

Tratamento e Vacinação

Atualmente, não existe um tratamento específico ou medicamento aprovado para os casos de Mpox. As abordagens de cuidado concentram-se em aliviar os sintomas, prevenir e tratar possíveis complicações e evitar sequelas duradouras.

Entretanto, foi implementada uma estratégia de vacinação com o objetivo de proteger indivíduos que estão em maior risco de desenvolver formas graves da doença. O site do Ministério da Saúde (MS) descreve dois perfis principais para a vacinação pré-exposição:

  1. Pessoas vivendo com HIV/aids (PVHA): homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais, com idade igual ou superior a 18 anos e que apresentem status imunológico identificado com contagem de linfócitos T CD4 inferior a 200 células nos últimos seis meses.
  2. Profissionais de laboratório que trabalham diretamente com Orthopoxvírus em laboratórios com nível de biossegurança 2 (NB-2), que tenham entre 18 e 49 anos de idade.

Adicionalmente, existe a possibilidade de vacinação na pós-exposição.

E a variante gringa?

Uma nova variante do vírus ocorre quando há uma recombinação viral, um processo natural que se dá quando dois vírus relacionados infectam o mesmo organismo e realizam a troca de material genético.

A primeira identificação dessa variante foi feita no Reino Unido, onde um viajante retornou de um país da região Ásia-Pacífico em outubro de 2025. Outra ocorrência foi registrada anteriormente, em setembro de 2025, mas foi notificada somente em janeiro deste ano.

A análise genética demonstrou que o vírus encontrado na Índia possui mais de 99,9% de similaridade com o vírus detectado no Reino Unido. A OMS interpretou isso como indicativo de uma origem evolutiva comum.

Como o início dos sintomas do paciente indiano ocorreu mais de dois meses antes do caso identificado no Reino Unido, a OMS considera duas possibilidades principais a respeito da disseminação:

  • A origem exata da cepa recombinante ainda é desconhecida;
  • A transmissão desse vírus pode ter envolvido pelo menos quatro países em três diferentes regiões do mundo.

Assim, especialistas acreditam que a circulação do vírus seja maior do que se supunha anteriormente.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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