Equatorial (EQTL3) aprova aumento de capital de R$ 9,5 bilhões sem emissão de ações e distribui JCP de R$ 167,7 milhões

Aumento de Capital da Equatorial

A Equatorial (EQTL3) anunciou, na última segunda-feira (22), a aprovação de um aumento de capital no valor de R$ 9,5 bilhões. Este valor será obtido por meio da capitalização de reservas existentes, além da distribuição de juros sobre o capital próprio (JCP) que totaliza R$ 167,7 milhões.

Detalhes da Operação

Conforme o documento divulgado, o aumento de capital ocorrerá sem a emissão de novas ações. Será realizada a capitalização de R$ 9,3 bilhões provenientes da Reserva para Investimento e Expansão, e de R$ 200 milhões da Reserva Legal. Com esta operação, o capital social da Equatorial passará de R$ 12,7 bilhões para R$ 22,2 bilhões, mantendo-se dividido em 1,259 bilhão de ações ordinárias, todas nominativas e sem valor nominal.

A Equatorial está realizando a transformação de reservas que já faziam parte do patrimônio líquido em capital social. Isso significa que a companhia está utilizando R$ 9,3 bilhões da Reserva para Investimentos e R$ 200 milhões da Reserva Legal — valores que já pertencem aos acionistas — para alterar a “titulação contábil” desses recursos, sem incluir novos aportes financeiros no caixa.

Impacto no Número de Ações

Como não haverá emissão de novas ações, o número de ações em circulação permanecerá inalterado, totalizando 1,259 bilhão. A única mudança será no valor contábil do capital social, que aumentará de R$ 12,7 bilhões para R$ 22,2 bilhões.

Distribuição de Juros sobre o Capital Próprio

Além do aumento de capital, o conselho da Equatorial também aprovou a distribuição de JCP, que será baseado no lucro líquido apurado até o dia 30 de setembro de 2025. Os acionistas que mantiverem suas ações na data de 29 de dezembro de 2025 terão direito ao provento, com as ações sendo negociadas ex-JCP a partir do dia 30 de dezembro.

Os valores referentes ao JCP estarão sujeitos à retenção do Imposto de Renda na fonte, conforme as disposições da legislação vigente. Esses valores distribuídos serão imputados ao dividendo mínimo obrigatório do exercício de 2025.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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