Essas habilidades vão transformar o mercado de trabalho em 2026, de acordo com o LinkedIn.

Essas habilidades vão transformar o mercado de trabalho em 2026, de acordo com o LinkedIn.

by Ricardo Almeida
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Inteligência Artificial e o Mercado de Trabalho em 2026

A inteligência artificial (IA) deixou de ser uma ferramenta exclusiva de áreas técnicas e passou a fazer parte do cotidiano de praticamente todas as profissões. Esta realidade é confirmada pela nova edição do levantamento Habilidades em Alta 2026, divulgada pelo LinkedIn, que mapeia as competências que estão em ascensão e devem assumir destaque no decorrer do ano.

O estudo aponta que o mercado de trabalho está atravessando uma nova fase, caracterizada pela combinação entre domínio tecnológico e habilidades comportamentais.

Com isso, as transformações digitais, o avanço da IA e a reconfiguração das carreiras tradicionais estão redefinindo o perfil profissional que as empresas buscam.

Segundo a pesquisa, um em cada cinco profissionais globalmente considera que a falta de qualificação adequada dificulta sua busca por emprego. Este cenário é um reflexo da rapidez com que diversas funções estão incorporando IA e novos sistemas.

IA no Centro das Novas Exigências

De acordo com Guilherme Odri, editor-chefe do LinkedIn Notícias Brasil, o diferencial competitivo no ambiente de trabalho já não reside apenas no acesso à tecnologia.

“A IA deixa de ser um tema concentrado em áreas técnicas e passa a integrar o cotidiano de praticamente todas as profissões, aumentando os requisitos das empresas,” afirma Odri.

Ele explica que “o diferencial competitivo não está apenas na acessibilidade à tecnologia, mas na capacidade de integrá-la aos sistemas já existentes, garantir segurança e conformidade, e transformar dados em decisões estratégicas que impactem efetivamente o negócio. Isso requer um equilíbrio cada vez mais acentuado entre competências técnicas e comportamentais.”

Habilidades com Crescimento Acelerado no Brasil

O estudo revela que, na área de Marketing e Comunicação, as habilidades que mais crescem incluem:

  • Storytelling digital;
  • Narrativas visuais;
  • Campanhas digitais;
  • Social media optimization (SMO);
  • Comunicações científicas;
  • Gestão de materiais promocionais;
  • Relacionamento com stakeholders.

No setor de Vendas, o levantamento indica que fechar contratos não é mais suficiente. Atualmente, torna-se fundamental compreender a jornada do cliente de maneira abrangente, identificar com precisão os requisitos do negócio, gerenciar pipelines com base em dados e incorporar a inteligência artificial ao cotidiano comercial.

Na área de Educação, a pesquisa expressa que a digitalização dos processos acadêmicos, o uso de IA no ensino e a demanda por resultados mensuráveis estão transformando o papel de gestores, coordenadores e docentes.

Assim, além da dimensão pedagógica, a capacidade de planejar orçamentos, interpretar dados de desempenho e utilizar ferramentas de inteligência artificial generativa de maneira ética torna-se cada vez mais relevante.

Para os profissionais de Recursos Humanos, o estudo demonstra que a função passou a ter um papel mais ativo, já que o avanço da IA em processos de recrutamento e na análise de desempenho, aliado à necessidade de conformidade regulatória, demanda perfis que integrem a visão analítica e a sensibilidade humana.

No campo das Finanças, foi constatado que as decisões devem cada vez mais incorporar dados em tempo real, tecnologia robusta e gestão ativa de riscos. Na prática, a alfabetização em IA, a automação de processos e a computação em nuvem refletem a evolução da função além da rotina contábil.

Habilidades Humanas Mantêm Sua Importância

Mesmo com o progresso tecnológico, o estudo sublinha que as competências humanas mantêm sua relevância e são imprescindíveis em todas as áreas profissionais.

Conforme a pesquisa, liderança, escuta ativa e resolução colaborativa de problemas são aspectos fundamentais para alinhar orçamentos, prioridades e decisões de investimento às metas do negócio.

Competências em Alta para 2026

ÁreaHabilidades em Alta em 2026
VendasExpansão de novos mercados; Jornada do cliente; Letramento em inteligência artificial; Ferramentas de IA generativa; Gestão do pipeline
EducaçãoLetramento em inteligência artificial; Ferramentas de IA generativa; Estatística; Orçamento; Planejamento e revisão
Recursos HumanosLetramento em inteligência artificial; Treinamento e desenvolvimento; Office 365; Gestão administrativa
FinançasAutomação de processos; Computação em nuvem; Análise de sistemas; JIRA; Letramento em inteligência artificial
MarketingEstatística; Jornada do cliente; Inteligência artificial e automação; Storytelling digital; Gestão de orçamento

O Futuro da Inteligência Artificial

Um relatório recente, preparado pela casa de análise Citrini Research, apresenta uma observação sobre o futuro da inteligência artificial e suas implicações na economia.

No documento, a empresa adverte que o avanço da IA pode provocar uma transformação radical no mercado de trabalho, no consumo e no sistema financeiro, com consequências que já são percebidas nas bolsas de valores.

O Paradoxo do “PIB Fantasma”

Segundo o relatório, está previsto um período inicial de euforia entre 2025 e 2026, onde o índice S&P 500 pode atingir níveis recordes até outubro. Simultaneamente, as demissões entre trabalhadores de alta renda foram celebradas como uma “expansão de margem”.

Apesar disso, a Citrini argumenta que essa produtividade gerada por máquinas pode se traduzir no que é denominado de PIB Fantasma (Ghost GDP), ou seja, uma riqueza que é contabilizada no produto interno, mas que não circula na economia real.

“De todas as formas, a IA estava superando as expectativas, e o mercado era a IA. O único problema: a economia não era”, comentou a instituição.

A análise ressalta que, enquanto as empresas economizam em custos trabalhistas, a velocidade do dinheiro diminui, já que “máquinas não gastam dinheiro em bens de consumo”.

IA Pode Elevar a Produtividade, Mas Sem Efeitos no PIB

Um estudo da Moody’s Ratings indica que a tecnologia pode elevar a produtividade do trabalho em cerca de 1,5% ao ano, considerando um horizonte de dez anos.

Esse período, conforme a agência, seria suficiente para que os ganhos ligados à complementaridade entre humanos e máquinas se consolidem, baseando-se na atual estrutura do mercado de trabalho.

Entretanto, o impacto tende a variar conforme os países. O relatório informa que economias avançadas deverão apresentar ganhos mais significativos, entre 1,2% e 2,9% ao ano, devido à concentração de ocupações de perfil cognitivo e uma infraestrutura digital mais desenvolvida.

Por outro lado, os mercados emergentes devem experienciar um efeito mais moderado, estimado entre 0,4% e 1,4% ao ano, pois a menor presença de empregos intensivos em tecnologia e os salários mais baixos reduzem o incentivo econômico para a automação em larga escala.

A Moody’s destaca que o avanço não ocorrerá de maneira uniforme. O resultado dependerá de quantos trabalhadores serão afetados pela automação e quantos terão suas atividades incrementadas pelo uso da tecnologia.

Além disso, a agência enfatiza que os benefícios de produtividade da IA podem não se traduzir diretamente em um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), já que este indicador é calculado com base no valor de mercado e na produção, em vez de melhorias de eficiência.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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