Este é o número de empregos que Wall Street espera ver na sexta-feira.

Expectativas para o Relatório de Empregos

Wall Street está à espera de um relatório de empregos na próxima sexta-feira que atinja um equilíbrio favorável. Os investidores manifestam preocupações enquanto se aproximam do relatório de empregos de agosto. O índice S&P 500 recentemente ultrapassou os 6.500 pontos, em parte devido às expectativas de um afrouxamento na política monetária. Isso significa que os dados de empregos divulgados na sexta-feira precisam atender a duas condições: apresentar números que justifiquem um corte nas taxas de juros em outubro e não ser tão decepcionantes a ponto de gerar temores sobre a fraqueza econômica.

Faixa Ideal de Números

De acordo com Adam Crisafulli, da Vital Knowledge, uma faixa “ideal” para o crescimento de empregos poderia variar entre 70.000 a 95.000, um número mais brando que ainda assim atenderia a essas duas exigências. Economistas consultados pela Dow Jones estão prevendo que os empregos não agrícolas aumentaram em 75.000 em agosto. Esse número é ligeiramente superior à cifra de 73.000 que alarmou os investidores no relatório de julho. Caso o número de empregos fique fora dessa faixa na sexta-feira, as ações poderão enfrentar um período de volatilidade.

Clima de Incerteza

As ações estão quase precificadas de maneira ideal em um mês caracterizado por fraquezas históricas, enquanto os investidores navegam por manchetes tumultuadas vindas da Casa Branca e preocupações sobre a macroeconomia. Luke Tilley, economista-chefe da Wilmington Trust, expressa sua preocupação em relação a uma surpresa negativa que pode surgir dos dados de empregos. Tilley projeta um crescimento de 75.000 na folha de pagamento não agrícola para agosto, mas acrescenta que espera que um número negativo possa aparecer — potencialmente até mesmo esta semana.

“Estamos nos preparando para números negativos na segunda metade do ano, e isso pode muito bem ocorrer [na sexta-feira]”, afirmou Tilley.

Implicações para o Mercado

Tilley também sugere que, se o cenário de risco para baixo se confirmar — referindo-se a possíveis números negativos de empregos —, as expectativas de que o consumidor está em boa situação poderiam ser abaladas, resultando em um certo grau de fraqueza nos mercados. Ele chama a atenção para sua preocupação mais ampla, que se concentra na possibilidade de um desaceleramento econômico ser mais pronunciado do que o previsto atualmente, o que afetaria todo o mercado.

O economista mencionou um padrão emergente de empresas evitando demissões ou novas contratações, algo que traz implicações preocupantes para o mercado de trabalho. Ele avalia que a probabilidade de uma recessão ocorrer nos próximos 12 meses é de 50%. No entanto, ele mantém uma posição neutra em relação às ações.

Expectativas Alternativas

Por outro lado, Jeff Kilburg, chefe de investimentos da KKM Financial, demonstra preocupação com a possibilidade de uma surpresa positiva no relatório de empregos, o que poderia desestabilizar as expectativas atuais de mercado, que preveem três cortes de 25 pontos-base até o final do ano.

“Eu acredito que a surpresa, ou o risco, nos números de empregos seja um resultado realmente mais forte do que o esperado, ou uma revisão adicional que surpreenderia, mas para cima”, disse Kilburg. “E isso poderia levar as pessoas a reconsiderar o terceiro corte de 25 pontos-base em dezembro, ou até mesmo a possibilidade de um corte de 25 pontos-base em outubro.”

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