Este erro pode estar saindo caro para milhões de brasileiros que contratam empréstimos.

Dívidas no Orçamento dos Brasileiros

As dívidas têm se tornado um elemento cada vez mais presente no orçamento das famílias brasileiras. Em maio, observou-se que 81,2% dos lares do país estavam endividados, cifra que representa o maior percentual já registrado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Os dados revelam que o cartão de crédito continua a ser a principal modalidade responsável por comprometer o orçamento familiar, estando presente em 84,6% dos casos. Seguem-se, na lista de modalidades de dívida, os carnês de lojas (16,1%), o crédito pessoal (13,1%) e outras opções (6,9%).

Paralelamente, o número de famílias com contas em atraso também aumentou, atingindo 29,9% em maio. Este cenário reflete uma realidade sentida por muitos trabalhadores: cada vez mais difícil alcançar o fim do mês com saldo positivo. Especialistas, no entanto, alertam para um erro comum que muitos cometem ao gerenciar suas finanças.

O Erro que Pode Estar Consumindo seu Salário

Ao buscar crédito ou o financiamento de um bem de alto valor, muitas pessoas focam apenas em duas informações: o valor da parcela e a taxa de juros. Essa abordagem parece lógica: se a parcela está dentro do orçamento e a taxa de juros não parece excessiva, a contratação parece atraente.

No entanto, essa análise superficial pode esconder um fator crucial: o custo total da dívida ao longo do tempo. Em outras palavras, dois empréstimos que apresentam a mesma taxa de juros podem levar a realidades financeiras bastante diferentes. Esse é o ponto em que muitos se prejudicam, comprometendo uma parte significativa da renda sem perceber.

Embora seja relevante considerar tanto o valor da parcela quanto a taxa de juros apresentada pela instituição financeira, esses aspectos frequentemente não oferecem uma visão completa. Para uma análise mais eficaz, é importante levar em conta um indicador chamado Custo Efetivo Total (CET).

O CET é o valor total que será pago em um financiamento ou empréstimo. Ele considera todas as despesas associadas a transações de crédito e foi instituído pela Resolução Nº 3.517 do BACEN (Banco Central), em 2007.

Além da taxa de juros, o CET abrange outros encargos, incluindo IOF, seguros, tarifas de cadastro e outros custos associados. Não existe um teto para o custo efetivo total, pois essas taxas podem variar entre instituições financeiras. Excluindo o IOF, os demais encargos podem ser isentos pela instituição financeira, o que representa uma diferença significativa. Muitos não se atentam a esse indicador e acabam assumindo dívidas mais onerosas do que imaginam.

Um Exemplo Ilustrativo

Considere dois empréstimos de R$ 10 mil, ambos a serem quitados em 48 parcelas. Em ambas as situações, a taxa de juros anunciada gira em torno de 1,8% e 1,85% ao mês. À primeira vista, essas propostas podem parecer equivalentes. Contudo, uma diferença importante tornou-se aparente:

Empréstimo A:

  • Taxa de juros: 1,80% ao mês
  • IOF: R$ 380
  • Tarifa de cadastro: R$ 150
  • Seguro prestamista: R$ 480
  • Total pago: R$ 16.890
  • CET: 28,4% ao ano

Empréstimo B:

  • Taxa de juros: 1,85% ao mês
  • IOF: R$ 380
  • Sem tarifas adicionais
  • Sem seguro obrigatório
  • Total pago: R$ 16.210
  • CET: 26,1% ao ano

No caso do empréstimo A, a taxa de juros nominal é inferior. Contudo, ao considerar o custo efetivo total, quem optou por esse crédito acabou pagando R$ 680 a mais do que quem escolheu o empréstimo B.

A diferença ocorre porque o segundo contrato possui um custo efetivo total menor, resultando em um valor global da operação reduzido. Portanto, os especialistas aconselham sempre comparar o CET das propostas, não se limitando ao valor da parcela ou à taxa divulgada.

Esse caso ilustra a possibilidade de trocar a dívida. Embora possa parecer contraditório sugerir que alguém endividado procure um novo crédito, há uma lógica nessa estratégia que está diretamente relacionada ao CET.

Como demonstrado, nem todo crédito é igual, e assim o custo total efetivo pode variar conforme a instituição financeira e as características de cada modalidade. Dessa forma, é viável selecionar uma dívida mais econômica.

Essa abordagem é recomendada por profissionais para substituir, por exemplo, o rotativo do cartão de crédito e um empréstimo pessoal.

Para implementar essa estratégia, o indivíduo pode seguir as seguintes etapas:

  • Mapear todas as dívidas e identificar o CET atual: possível encontrar essa informação no contrato firmado com a instituição financeira;
  • Identificar opções mais econômicas: usualmente, modalidades que oferecem garantias, como empréstimos consignados ou empréstimos com garantia de bens, que costumam ter as menores taxas;
  • Contratar o novo empréstimo: realize a simulação do pagamento da dívida anterior em antecipação e contrate o novo empréstimo;
  • Quite a dívida antiga: depois de garantir um novo empréstimo com um CET inferior, o próximo passo é saldar a dívida mais onerosa.

Ao seguir essas etapas, o indivíduo consegue trocar uma dívida mais cara por uma menor. Em muitos casos, além de diminuir o custo efetivo total, há também a possibilidade de um prazo maior para saldar o empréstimo.

Para trabalhadores da iniciativa privada, uma das modalidades que tem ganhado destaque é o empréstimo consignado privado.

O Que É o Crédito Consignado CLT e Em Quais Situações Pode Fazer Sentido?

O empréstimo consignado privado é uma das opções de crédito disponíveis atualmente no mercado brasileiro. Este tipo de crédito é destinado a indivíduos empregados em empresas privadas, sob o regime da CLT.

Nessa modalidade, as parcelas são descontadas diretamente da folha de pagamento. Isso implica que o trabalhador pode acessar um crédito consideravelmente mais acessível em comparação a algumas linhas tradicionais.

A razão para isso é simples: como as parcelas são descontadas na folha de pagamento, através do eSocial, o risco de inadimplência reduz, dado que o empregador realiza a transação antes mesmo do salário ser creditado.

Essa segurança torna possível às instituições financeiras oferecer juros mais baixos. É importante ressaltar que, por se tratar de uma modalidade de crédito com garantia, o custo efetivo total costuma ser inferior.

A análise deve ser feita em caso individual, mas algumas circunstâncias frequentemente motivam a busca por crédito consignado privado:

  • Organização de múltiplas dívidas.
  • Substituição de empréstimos mais onerosos.
  • Planejamento financeiro de médio prazo.
  • Busca por maior previsibilidade no orçamento.

Mais do que a simples contratação de um novo empréstimo, o objetivo deve ser melhorar a saúde financeira geral e reduzir a pressão das obrigações financeiras sobre a renda disponível.

O Que Avaliar Antes de Decidir Contratar o Crédito Consignado Privado?

Para aqueles que consideram a possibilidade de diminuir o custo efetivo total da dívida, optando pelo crédito consignado privado, é fundamental questionar:

  • Qual será o custo total (CET) da operação?
  • A parcela ocupará até 35% do orçamento disponível?
  • A contratação contribuirá para resolver de forma definitiva o problema financeiro?

Responder a essas perguntas é crucial para tomar decisões mais informadas e evitar que o crédito se torne uma nova fonte de pressão financeira. Uma boa prática inicial é realizar uma simulação gratuita.

Use o Simulador do PAN e Descubra Como Usar o Crédito Consignado Privado para Reorganizar Sua Vida Financeira

O PAN é uma das instituições financeiras que disponibiliza essa modalidade de crédito consignado privado. Por meio do PAN, os trabalhadores não necessitam da autorização do RH para contratar e podem realizar todo o processo de forma 100% digital, até mesmo via WhatsApp.

Além de oferecer taxas reduzidas, o PAN proporciona aos trabalhadores maior flexibilidade, permitindo pagar em até 36 parcelas, com um processo sem burocracia e com liberação rápida do montante solicitado. Um dos primeiros passos para obter o crédito consignado privado no PAN é realizar uma simulação.

Para acessar o crédito consignado do PAN, basta seguir três passos simples:

  • No simulador, insira o valor do empréstimo que pretende contratar;
  • Selecione a quantidade de parcelas desejadas;
  • Clique em ‘Contrate agora’.

Pronto! Após essas etapas, você será direcionado para dialogar com um especialista do PAN. Nesse momento, poderá esclarecer todas as suas dúvidas e compreender com mais detalhe quais são os encargos que integram o CET.

A ferramenta do PAN é simples, intuitiva e pode ser utilizada em questão de segundos.

*Sujeito à análise de crédito. Consulte o CET.

Fonte: www.moneytimes.com.br

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