Admissão de Responsabilidade pelo Governo dos EUA
O governo dos Estados Unidos assumiu a responsabilidade pela trágica colisão aérea que ocorreu em janeiro entre um helicóptero Black Hawk do Exército e um jato regional da American Airlines, que estava aterrissando sobre o Rio Potomac. O incidente resultou na morte de todas as 67 pessoas a bordo das duas aeronaves.
O Departamento de Justiça declarou em um documento do tribunal, apresentado na quarta-feira, que “os Estados Unidos admitem que tinham um dever de cuidado em relação aos autores, o qual foi violado, provocando, assim, o trágico acidente de 29 de janeiro de 2025.”
Detalhes do Acidente
O Voo 5342 da American Eagle, originário de Wichita, Kansas, estava aproximando-se do Aeroporto Nacional Ronald Reagan, situado em Washington, D.C., a uma altitude aproximada de 300 pés, quando ocorreu a colisão com o helicóptero do Exército dos EUA, que transportava três pessoas.
Essa colisão, ocorrida em 29 de janeiro, é considerada o pior desastre aéreo nos Estados Unidos desde 2001. O evento desencadeou a imposição de restrições nos voos de helicópteros ao redor do Aeroporto Nacional Ronald Reagan, onde o espaço aéreo é um dos mais congestionados do país.
Investigação do Acidente
O Conselho Nacional de Segurança nos Transportes, responsável pela investigação do acidente, criticou a Administração Federal de Aviação (FAA) durante uma audiência realizada no verão, alegando que a FAA não abordou os riscos de segurança na área e enfrentava problemas crônicos de falta de pessoal.
O documento do Departamento de Justiça revelou que a tripulação do helicóptero do Exército não conseguiu evitar a colisão com o avião americano, que era operado pela subsidiária PSA Airlines. Além disso, a tripulação também não respeitou as restrições de altitude estabelecidas para a área. O documento admitiu que os controladores de tráfego aéreo da FAA não conseguiram manter as aeronaves afastadas e não emitiram alertas quando os aviões estavam próximos um do outro.
Respostas das Partes Envolvidas
Nem a FAA nem o Exército dos EUA prestaram comentários imediatos sobre o assunto. Da mesma forma, a American Airlines também não respondeu prontamente a um pedido de comentários. A companhia aérea é mencionada como ré em uma ação judicial movida pela família de uma das vítimas do acidente, processo este registrado na Corte Distrital dos EUA em Washington.
Fonte: www.cnbc.com


