EUA e Irã intensificam ataques a infraestruturas, despertando preocupações de escalada no conflito.

EUA e Irã intensificam ataques a infraestruturas, despertando preocupações de escalada no conflito.

by Ricardo Almeida
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Escalada de Conflitos entre Estados Unidos e Irã

Os Estados Unidos realizaram ataques direcionados a pontes no Irã, enquanto Teerã retaliou com um ataque a uma usina de geração de energia e dessalinização no Kuwait nesta sexta-feira, 17 de julho, em um cenário que aumenta os riscos de uma nova escalada ao expandir os alvos a incluir infraestruturas críticas.

Tensão no Mar e Apreensões

No mar, o conflito prolongado tem impactado o fornecimento de energia oriundo do Golfo Pérsico. Fuzileiros navais dos EUA interceptaram um petroleiro nas proximidades do Estreito de Ormuz. Paralelamente, homens armados tomaram posse de outra embarcação perto do Iémen, gerando novas preocupações sobre a segurança em uma das principais rotas de transporte de petróleo do Oriente Médio, localizada na foz do Mar Vermelho.

A Agência de Notícias Tasnim, que opera de forma semioficial no Irã, divulgou que a marinha da Guarda Revolucionária "atacou" um navio com bandeira tailandesa que se preparava para cruzar o Estreito de Ormuz. Contudo, a agência não forneceu informações adicionais sobre o incidente.

Aumento da Tensão entre EUA e Irã

A relação entre Washington e Teerã tem se tornado cada vez mais tensa desde o fracasso das negociações de um cessar-fogo na semana passada, o que eleva as chances de um retorno a um conflito armado completo.

Na sequência dos acontecimentos desta sexta-feira, os preços do petróleo bruto Brent registraram uma alta de 3%, em meio a pressões políticas sobre o presidente dos EUA, Donald Trump, em vista das eleições legislativas programadas para novembro.

Trump tem manifestado a intenção de realizar ataques aéreos substanciais contra a infraestrutura do Irã, e não hesitou em descartar a possibilidade de um ataque terrestre em solo iraniano ou ao longo de suas ilhas. Autoridades dos EUA afirmaram que os ataques registrados ao sul do Irã têm como um de seus objetivos oferecer diferentes opções estratégicas ao presidente.

Possíveis Retaliações do Irã

Essas ações potencialmente provocam retaliações por parte do Irã, que poderia atacar infraestruturas vitais de países considerados vulneráveis na região do Golfo ou incentivar seus aliados no Iémen a intensificarem ataques contra navios no Mar Vermelho, complicando ainda mais a situação.

Mohsen Rezaei, conselheiro do líder supremo do Irã, emitiu um alerta nesta sexta-feira contra escaladas por parte dos EUA ou quaisquer tentativas de invasão de território iraniano. Segundo Rezaei, "Se os ataques dos EUA persistirem por mais alguns dias, iniciaremos uma fase de operações ofensivas em grande escala", declarou ele à televisão estatal.

Preocupações da ONU

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, expressou preocupação em relação ao aumento da tensão, especialmente em relação aos "ataques à infraestrutura civil no Irã e em toda a região", conforme informou seu porta-voz.

O Comando Central Militar dos EUA já havia sinalizado que suas operações focavam em "infraestrutura logística militar". Essa foi a primeira vez em mais de uma semana que a infraestrutura foi mencionada em seu comunicado.

Nos últimos relatos sobre os ataques, o Comando Central informou que a ofensiva contra o Irã foi retomada pela sétima noite consecutiva. “Os ataques visam continuar a debilitar as capacidades militares iranianas, sob a direção do comandante-em-chefe”, afirmou o comunicado emitido na plataforma X.

Ataques em Solo Iraniano

Em decorrência dos conflitos, a mídia iraniana noticiou a ocorrência de explosões em diversas cidades, incluindo Sirik, Ahvaz e Yazd. Relatos indicam que pelo menos cinco pontes foram danificadas no sul do Irã, com sete mortes sendo atribuídas aos ataques em pontes localizadas no porto de Bandar Khamir. O local também sofreu danos em sua estação ferroviária, enquanto um aeroporto em Iranshahr, mais a leste e distante da costa, também foi alvo de ataques.

Vídeos verificados pela Reuters mostraram a devastação em algumas dessas áreas, com escombros e um veículo danificado em uma das pontes destruídas em Bandar Khamir. Em um dos vídeos, era possível ver um incêndio nas proximidades.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, revelou que três civis perderam a vida ao tentarem atravessar a ponte em Bandar Khamir e acrescentou que o Irã não permitiria que as vidas deles fossem "dissipadas em vão".

Alvos no Golfo e Incidentes no Oceano Índico

O Irã também anunciou que poderia atacar nações do Golfo que hospedam bases aéreas dos EUA, incluindo Barein, Catar e Kuwait, além de um navio norte-americano no norte do Oceano Índico. A Marinha iraniana disparou um míssil de cruzeiro terra-mar contra o que classificado como um navio hostil dos EUA, conforme relatou a agência de notícias estatal Irna. O Exército iraniano mencionou que o disparo do míssil gerou "medo e pânico" e forçou o navio a se afastar.

Autoridades do Kuwait relataram que uma de suas usinas de geração de eletricidade e dessalinização de água foi atingida por um ataque iraniano, resultando em danos significativos, um incêndio e a interrupção de várias unidades de geração de energia elétrica. Os países árabes ricos do Golfo Pérsico dependem fortemente de usinas que produzem eletricidade e removem o sal da água do mar para tornar suas cidades habitáveis em um ambiente desértico.

Recentemente, o Kuwait enfrentou uma série de ataques com mísseis e drones, que começaram ao amanhecer e foram interceptados pelas forças militares do país.

Colapso de Acordo e Escaladas

O acordo provisório estabelecido no mês anterior para pôr fim ao conflito se desmoronou desde 7 de julho, quando o Irã atacou navios no Estreito de Ormuz, o que levou os Estados Unidos a responderem com ataques aéreos. Desde então, o Irã notificou sobre o fechamento do estreito, enquanto Washington restabeleceu seu bloqueio sobre os portos iranianos.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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