Even (EVEN3) busca se consolidar como uma excelente pagadora de dividendos e visa um aumento no payout, segundo o CFO.

Even (EVEN3) busca se consolidar como uma excelente pagadora de dividendos e visa um aumento no payout, segundo o CFO.

by Ricardo Almeida
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Even visa se tornar uma pagadora recorrente de dividendos

A incorporadora Even (EVEN3) tem a intenção de estabelecer-se como uma pagadora recorrente de dividendos, com a expectativa de implementar uma política de distribuição mais robusta, visando um payout de aproximadamente 50% do lucro líquido nos próximos anos.

Objetivos financeiros

Essa estratégia foi apresentada pelo diretor financeiro da empresa, Marcelo Dzik, durante uma entrevista realizada nesta terça-feira (11) ao Money Times.

“Desejamos ser uma boa pagadora de dividendos recorrentes. Se tivermos bons resultados, iremos aumentar os pagamentos”, informou o executivo.

No momento, o payout da empresa está alinhado ao mínimo legal, que corresponde a 25%, conforme estipulado pela Lei das S.A. Entretanto, Dzik adiantou que existe a intenção de superar esse limite, dependendo da geração de caixa e do ciclo operacional. Segundo ele, o objetivo é solidificar a Even como uma destacada pagadora de dividendos.

“Prevemos encerrar este ano com um payout superior a 25%, mas desejamos ter a liberdade de definir isso a cada ano. Enxergamos, a longo prazo, uma companhia que distribui cerca de 50% dos lucros. A ideia é repassar dividendos significativos tanto para investidores individuais quanto para institucionais”, destacou.

Resultados financeiros positivos

Os comentários do CFO se deram após um trimestre considerado positivo para a empresa. A Even registrou um lucro líquido de R$ 90 milhões no 3T25, revertendo uma perda de R$ 110 milhões registrada no mesmo período do ano anterior.

“Realizamos a venda da Melnick no ano passado. No entanto, devido ao fato de o mercado pagar o preço de tela pelos papéis, acabamos reportando um prejuízo nessa operação, que comprometeu o resultado que havíamos conseguido. Se desconsiderássemos esse fato, teríamos atingido um lucro de R$ 38 milhões no 3T24”, elucidou.

De acordo com o executivo, com a finalização do desinvestimento, o enfoque da companhia tornou-se totalmente voltado para o mercado de São Paulo. “Atualmente, somos uma empresa 100% focada em São Paulo.”

Aumento na receita líquida

No período compreendido entre julho e setembro, a receita líquida da Even apresentou um crescimento de 39,2% em comparação ao mesmo intervalo de 2024, atingindo R$ 528,8 milhões. Esse crescimento foi impulsionado pelo lançamento do Residencial São Paulo Bay, um projeto de luxo cuja previsão de vendas (VGV) é de R$ 1,5 bilhão.

“O São Paulo Bay começou com 50% das suas unidades vendidas e ainda terá um impacto positivo em nosso balanço por um longo período. É um projeto significativo, com um extenso ciclo de vendas e reconhecimento gradual de resultados”, ressaltou o CFO.

Queda nas margens brutas

Ao ser questionado sobre a redução nas margens brutas, que recuaram 3,3 pontos percentuais em relação ao 3T24, estabelecendo-se em 37%, Dzik indicou que este movimento está intimamente ligado ao mix de projetos, principalmente à venda do Hotel Faena.

“A venda do hotel Faena, situado em São Paulo, naturalmente apresenta uma margem menor. Contudo, ao observarmos o panorama de longo prazo, notamos um progresso consistente de trimestre a trimestre. Essa variação faz parte da dinâmica da empresa, e o impacto será diluído ao longo do tempo”, complementou.

Queima de caixa e alavancagem

No encerramento do terceiro trimestre, a Even contava com R$ 813 milhões em caixa e uma dívida líquida de R$ 298 milhões, que representa 13% do patrimônio líquido da empresa.

A queima de caixa registrada durante o período foi de R$ 94 milhões, refletindo, conforme mencionado pelo executivo, o investimento em cinco novas aquisições de terrenos, que totalizam R$ 2 bilhões em potencial de VGV.

“Foi, de fato, um 3T25 marcado pela queima de caixa. Fizemos aquisições significativas. Além disso, nossa alavancagem continua em um nível saudável. Podemos dizer que está até baixa demais; o ideal deve estar entre 20% e 30%”, enfatizou.

Estratégia de mercado

Questionado sobre o contexto macroeconômico atual, Dzik reafirmou que o segmento de alto padrão, que é o foco atual da Even, tem demonstrado maior resiliência frente ao cenário de juros elevados.

“Esse perfil de cliente costuma ser menos dependente de financiamentos e, muitas vezes, dolarizado, o que oferece uma proteção contra oscilações de curto prazo”, explicou, ressaltando que a empresa adota uma postura cautelosa.

A nossa abordagem sempre será de prudência. Somos uma empresa com vasta experiência e uma visão de longo prazo. Temos consciência do ambiente em que operamos e não faz sentido lançar projetos de forma indiscriminada”, alertou.

“Não acreditamos que o caminho seja lançar a qualquer custo. O público da classe média é aquele que possui maior dependência do sistema de crédito, que atualmente se mostra restrito. Por isso, nossa concentração está voltada para o segmento de alta renda.”

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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