Depoimento à Polícia Federal
O ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, afirmou, em um depoimento prestado à Polícia Federal (PF) no dia 30 de dezembro, que fez cobranças diretas ao proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, em relação a carteiras adquiridas pelo banco estatal.
Investigação da PF
De acordo com a investigação conduzida pela Polícia Federal, entre janeiro e junho de 2025, o BRB adquiriu um total de R$ 6,7 bilhões em carteiras fraudulentas provenientes do Banco Master, além de ter pago um adicional de R$ 5,5 bilhões a título de prêmio. Esse valor totaliza R$ 12,2 bilhões.
Origem das Carteiras
As carteiras em questão foram geradas pela empresa Tirreno, considerada “de prateleira” pela Polícia Federal, e pela Cartos, que tinha vínculos com o Banco Master.
Problemas Identificados
O ex-presidente do BRB destacou que não reconheceu esses ativos como "podres", embora tenha admitido que a instituição encontrou problemas na documentação que não atendia aos critérios estabelecidos pelo Banco Central.
Cobrança Direta a Vorcaro
No mês de maio do ano anterior, conforme relato de Paulo Henrique Costa, ele fez uma cobrança direta a Vorcaro antes de decidir substituir as carteiras. Nesse período, o BRB teria descoberto que os créditos eram, na verdade, oriundos de outras empresas, a Tirreno e a Cartos, e não do Banco Master.
Registros de Cobrança
Paulo Henrique mencionou que seu celular exibe registros dessas cobranças, que nem sempre foram feitas de forma diplomática, referindo-se a recebimentos e à busca dos documentos necessários.
Opções para a Carteira
Durante o depoimento, Paulo Henrique Costa detalhou que o banco tinha duas alternativas sobre como proceder com a carteira do Banco Master. A primeira opção envolvia a substituição dos ativos por outros pelo banco de Daniel Vorcaro, o que efetivamente ocorreu. A segunda alternativa era revender essa carteira para a Tirreno e a Cartos, o que realmente foi discutido com representantes dessas duas entidades.
Dificuldades na Venda
Conforme afirmado por Paulo Henrique Costa, não foi possível comercializar de maneira integral os R$ 6,7 bilhões adquiridos do Banco Master, uma vez que esse montante “não existia no Master” e se tratava apenas de um saldo contábil na instituição financeira de Daniel Vorcaro.
Questionamentos sobre o Dinheiro
Ele explicou que, na investigação, parecia haver a impressão de que o dinheiro estava realmente depositado no Banco Master, mas isso não era verdade, visto que se tratava de um simples saldo contábil. O BRB não exerceu o direito imediato de receber aquele valor, pois isso poderia resultar em uma quebra financeira que comprometeria a capacidade do banco de concluir o ciclo de troca de ativos que necessitava realizar. Essa eventualidade poderia acarretar uma significativa perda para a instituição financeira.
Fonte: www.moneytimes.com.br


