Aviso do CEO da Exxon Mobil sobre a Disrupção no Suprimento de Petróleo
O CEO da Exxon Mobil, Darren Woods, alertou, na última sexta-feira, que o mercado ainda não absorveu completamente o impacto sem precedentes da disrupção no suprimento de petróleo, que foi causada pela guerra no Irã e pelo fechamento do Estreito de Hormuz.
Mitigação Inicial da Disrupção
Durante a teleconferência com investidores referente aos resultados do primeiro trimestre da Exxon, Woods destacou que a disrupção foi amenizada pelo grande número de petroleiros que estavam em trânsito ao longo do primeiro mês da guerra. Ele também mencionou a liberação das reservas estratégicas de petróleo e a redução dos estoques comerciais.
Previsões para o Futuro do Preço do Petróleo
Woods indicou que uma dessas fontes de suprimento poderá se esgotar conforme o conflito se prolonga. Ele afirmou que os preços do petróleo provavelmente aumentarão se o estreito permanecer fechado. "É evidente para a maioria que, se olharmos para a disrupção sem precedentes no fornecimento mundial de petróleo e gás natural, o mercado ainda não viu o pleno impacto disso", declarou Woods. Ele acrescentou que "há mais por vir se o estreito continuar fechado."
Volatilidade do Mercado de Petróleo
O comércio de futuros do petróleo tem sido volátil durante a guerra. Os preços dispararam devido ao risco de escalada do conflito e, em seguida, caíram com as esperanças de paz, antes de retornar ao ciclo anterior. Na última sexta-feira, o petróleo bruto dos Estados Unidos caiu mais de 3%, alcançando o preço de $101,38 por barril, enquanto o benchmark internacional Brent caiu cerca de 2%, indo para $108.
Comparação com Níveis Históricos
De acordo com Woods, esses preços estão mais alinhados com os níveis históricos da última década, ao invés de refletirem a escala da disrupção no Oriente Médio.
Expectativas de Normalização
Woods espera que os fluxos de petróleo do Golfo Pérsico se normalizem em um ou dois meses após a reabertura do estreito. Para isso, os petroleiros precisarão ser reposicionados, o backlog de suprimentos deverá ser resolvido, e é necessário considerar o tempo que os navios levam para chegar aos seus destinos.
Necessidade de Reposições nas Reservas
Woods enfatizou que governos e a indústria precisam reabastecer suas reservas estratégicas e os estoques comerciais caso os suprimentos sejam esgotados quando o conflito chegar ao fim. Essa reposição trará maior demanda ao mercado, resultando em pressão para um aumento nos preços.
Declínio na Produção da Exxon
Na última sexta-feira, a Exxon alertou que sua produção no Oriente Médio poderia diminuir em 750 mil barris por dia caso o estreito permaneça fechado até o segundo trimestre. A taxa de processamento em suas refinarias ao redor do mundo também cairia 3% em comparação com o quarto trimestre de 2025.
Cerca de 15% da produção total da Exxon foi impactada pelo fechamento do estreito, conforme Woods mencionou em entrevista à CNBC na sexta-feira.
Danos Causados por Ataques Iranianos
Os ataques do Irã ao hub de exportação de gás natural liquefeito do Catar danificaram duas linhas de produção das quais a Exxon possui participação, conforme um comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (SEC) no início de abril. Essas linhas representavam cerca de 3% da produção upstream da Exxon em 2025.
Ações da Exxon no Mercado
As ações da Exxon apresentaram um declínio de cerca de 1% durante as negociações do meio do dia. Apesar dos preços do petróleo terem aumentado aproximadamente 57% desde o início da guerra até o último fechamento na quinta-feira, as ações da Exxon permaneceram estáveis durante o mesmo período.
Fonte: www.cnbc.com


