Análise do Cenário Econômico para o Dia 25 de Fevereiro de 2026
A quarta-feira, 25 de fevereiro, inicia-se com uma agenda repleta de indicadores e eventos que têm potencial para influenciar o andamento dos negócios nas bolsas de valores, no mercado de câmbio e em títulos públicos, tanto no Brasil quanto no exterior. Os investidores direcionam sua atenção para a divulgação da inflação ao consumidor (IPC) do Japão e da Zona do Euro, dados que podem respaldar ou desafiar as expectativas em relação aos próximos passos da política monetária nesses blocos econômicos.
Destaques do Dia
Mais adiante, o foco se volta para o discurso de Michele Bullock, presidente do Banco da Reserva da Austrália (RBA), e para uma série de dados do mercado imobiliário e de energia nos Estados Unidos, que oferecem insights sobre a saúde da maior economia do mundo. No cenário brasileiro, a Fundação Getulio Vargas (FGV) publicará o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) referente a fevereiro, um importante indicador que reflete a percepção das famílias em relação à economia e ao emprego, podendo impactar as previsões de consumo e atividade econômica.
Agenda de Indicadores para 25 de Fevereiro de 2026
A lista completa dos eventos e indicadores econômicos programados para o dia inclui:
- 02:00 – IPC Japão (Janeiro) (Anual) – Projeção: 1,9% | Anterior: 1,8%
- 04:00 – PIB Alemanha (Q4) (Trimestral) – Projeção: 0,3% | Anterior: 0,0%
- 04:00 – PIB Alemanha (Q4) (Anual) – Projeção: 0,4% | Anterior: 0,3%
- 04:00 – Clima do Consumidor GfK – Alemanha (Março) – Projeção: -23,0 | Anterior: -24,1
- 05:00 – Reunião de política não monetária do Banco Central Europeu (BCE)
- 05:40 – Discurso de Bullock, presidente do RBA
- 07:00 – IPC Zona do Euro (Janeiro) (Anual) – Projeção: 1,7% | Anterior: 1,9%
- 07:00 – IPC-núcleo Zona do Euro (Janeiro) (Anual) – Projeção: 2,2% | Anterior: 2,3%
- 07:00 – IPC Zona do Euro (Janeiro) (Mensal) – Projeção: -0,5% | Anterior: 0,2%
- 07:00 – IPC-núcleo Zona do Euro (Janeiro) (Mensal) – Projeção: 2,3% | Anterior: 0,3%
- 08:00 – Confiança do Consumidor FGV (Fevereiro) – Anterior: 87,3
- 08:30 – Empréstimos Bancários (Janeiro) (Mensal) – Anterior: 1,8%
- 09:00 – Juros de Hipotecas de 30 anos MBA – Anterior: 6,17%
- 09:00 – Pedidos de Hipotecas MBA (Semanal) – Anterior: 2,8%
- 12:30 – Estoques de Petróleo Bruto – Anterior: -9,014M
- 12:30 – Estoques de Gasolina – Anterior: -3,213M
- 14:30 – Fluxo Cambial Estrangeiro – Anterior: 1,783B
- 15:00 – Leilão Americano Note a 5 anos – Anterior: 3,823%
- 21:30 – Gastos de Capital Privado (Q4) (Trimestral) – Projeção: -0,1% | Anterior: 6,4%
- 21:30 – Boletim do RBA
Expectativas nos Estados Unidos
Nos Estados Unidos, a agenda desta quarta-feira é amplamente dominada por indicadores do setor imobiliário e, especialmente, do mercado de energia. O relatório semanal do MBA sobre pedidos de hipotecas e os juros médios para financiamentos de 30 anos, que será divulgado às 09:00, será cuidadosamente observado como uma atualização sobre a situação do mercado imobiliário norte-americano, que tem demonstrado resiliência, apesar das taxas de juros elevadas.
Mais tarde, às 12:30, um relatório semanal do Departamento de Energia (EIA) sobre os estoques de petróleo bruto, gasolina e outros derivados será essencial. Após uma queda significativa na semana anterior, o mercado busca indicações sobre a oferta e demanda dessa commodity, o que pode influenciar diretamente os preços do petróleo e, por consequência, as ações de empresas petrolíferas, como a Petrobras na bolsa de valores brasileira. Além disso, o discurso de Thomas Barkin, membro do FOMC, programado para às 11:30, poderá oferecer orientações sobre os próximos passos da política monetária americana e suas implicações para os juros futuros e a cotação do dólar.
Análise da Confiança do Consumidor no Brasil
No Brasil, o principal destaque na agenda é a divulgação do Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de fevereiro, pela FGV, às 08:00. O mercado aguarda para observar se o sentimento das famílias em relação à economia e à sua situação financeira demonstra uma melhora em relação aos 87,3 pontos registrados em janeiro. Um resultado acima do esperado pode indicar uma maior disposição para o consumo, o que seria benéfico para o setor varejista e para a economia de forma geral, influenciando positivamente os segmentos relacionados ao consumo na B3.
Por outro lado, se a leitura ficar abaixo das expectativas, isso poderá levantar preocupações quanto à recuperação econômica. Na sequência, às 08:30, o Banco Central divulgará dados sobre os Empréstimos Bancários de janeiro, que revelam a variação no estoque de crédito no país. Um crescimento expressivo pode ser um sinal de aquecimento da economia, mas também pode pressionar a inflação, um aspecto sempre monitorado de perto pelo Comitê de Política Monetária (COPOM) em suas decisões sobre a taxa Selic.
Indicadores na Região Ásia-Pacífico
Na região da Ásia-Pacífico, o dia começou com a divulgação do IPC do Japão, que apresentou uma alta de 1,8% em janeiro, ligeiramente abaixo das previsões de mercado que indicavam 1,9%. Este dado reforça a análise de que o Banco do Japão pode manter sua postura acomodativa por um período mais longo, o que pode exercer pressão sobre o iene. Às 05:40, a atenção dos investidores se volta para a Austrália, com um discurso programado de Michele Bullock, presidente do RBA, que pode fornecer informações sobre a futura taxa de juros australiana, especialmente após a divulgação de dados de inflação mais fracos. Já na madrugada do dia seguinte, às 21:30, serão divulgados dados dos Gastos de Capital Privado referentes ao quarto trimestre, com uma projeção de desaceleração significativa.
Eventos Importantes na Europa
A Europa também presenciará eventos cruciais que podem afetar o cenário econômico global. Na manhã de quarta-feira, a confirmação dos dados do PIB da Alemanha no quarto trimestre revelou uma leve recuperação da maior economia da Zona do Euro, com crescimento de 0,3% em relação ao trimestre anterior. O ponto alto do dia será, no entanto, às 07:00, com a divulgação do IPC da Zona do Euro referente a janeiro. As previsões indicam uma desaceleração da inflação anual, que cairia de 1,9% para 1,7%, enquanto o núcleo da inflação (que exclui itens voláteis) deve reduzir de 2,3% para 2,2%. Se esses números forem confirmados, poderá haver um fortalecimento das expectativas de novos cortes de juros por parte do Banco Central Europeu (BCE).
Além disso, acontece uma reunião de política não monetária do BCE, que, apesar de não resultar em alterações quanto à política, pode trazer discussões significativas sobre o cenário econômico global.
Fique atento a todos esses eventos e indicadores em tempo real, observando a divulgação dos resultados e as reações do mercado para uma tomada de decisão de investimento mais assertiva.
Fonte: br.-.com