FIIs enfrentarão um ano de alta volatilidade em 2026, mas Genial prevê um cenário favorável para investidores.

FIIs enfrentarão um ano de alta volatilidade em 2026, mas Genial prevê um cenário favorável para investidores.

by Ricardo Almeida
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Projeção para os Fundos Imobiliários em 2026

A Genial Investimentos antecipa um cenário significativamente mais volátil para os fundos imobiliários em 2026. De acordo com a análise, uma combinação de fatores, como eleições, o risco de saída de capital estrangeiro, a deterioração do quadro fiscal e medidas que podem aumentar a inflação — como a nova isenção de Imposto de Renda (IR) para lucros mensais de até R$ 5 mil — contribuem para a incerteza em relação ao que é considerado o principal motor de desempenho para os FIIs: a queda da Selic.

Expectativas de Redução da Selic

“Embora nossa expectativa seja a de que os juros sejam reduzidos em março, o conjunto de fatores mencionados nos leva a questionar a viabilidade de o Banco Central (BC) implementar um corte de 2,5 pontos percentuais, conforme indicado no último relatório Focus. Este relatório sugere uma Selic terminal em 12,5% para 2026”, destacou o analista Bernardo Noel, em um relatório da Genial.

Apesar dessas incertezas, a instituição apresenta um cenário de "ganha-ganha" para os investidores. Se o ambiente econômico melhorar, haverá espaço para uma valorização expressiva das cotas. Mesmo na hipótese de um contexto desfavorável, os dividendos devem se manter em níveis historicamente altos.

A Genial prevê um início de ano mais favorável. No primeiro semestre de 2026, cortes nas taxas de juros nos Estados Unidos podem favorecer economias emergentes, trazendo fluxo de capital estrangeiro, um câmbio mais controlado e, consequentemente, menores pressões inflacionárias.

Contudo, a análise ressalta que existe uma elevada probabilidade de uma reversão desse movimento no segundo semestre. Uma possível saída de capital estrangeiro, aliada à incerteza gerada pelas eleições e à deterioração fiscal, pode fazer com que o dólar retorne a patamares próximos de R$ 6, o que complicaria ainda mais as ações do Banco Central na condução da política monetária.

Setores com Potencial em 2026

Dentro desse cenário desafiador, a Genial identifica os fundos de lajes corporativas como os que possuem maior potencial de valorização durante um ciclo de queda de juros, especialmente porque esses fundos estão negociando com múltiplos mais descontados em comparação a outros setores.

Regiões com Maior Potencial

No contexto dessas lajes corporativas, o banco enfatiza a importância de focar nas áreas de São Paulo, especialmente nas regiões da Paulista, Pinheiros, Chucri Zaidan e Berrini. Essas áreas apresentam um ambiente mais favorável em termos de recomposição dos preços de locação por metro quadrado e taxas de vacância em comparação a locais como Faria Lima, JK e Vila Olímpia, que já estão em níveis historicamente altos.

No que diz respeito ao segmento de shopping centers, a expectativa é de uma recuperação mais moderada em 2026. A gestora faz uma análise de que ocorre uma desaceleração no volume de vendas e, consequentemente, isso impactará os repasses de aluguéis no curto prazo.

Dinâmicas Distintas para FIIs de Shopping

“Os FIIs de shopping devem seguir uma dinâmica distinta. Analisando os resultados mais recentes das empresas listadas no setor, acreditamos que essa categoria já atingiu um certo teto ao longo de 2025”, conforme relatado pela Genial. No entanto, há dois fatores que podem contribuir para um impulso nesse segmento:

  • O impacto da isenção de IR, que libera renda e tende a estimular o consumo;
  • A redução das despesas financeiras para famílias com a queda das taxas de juros.

A Genial também mantém uma perspectiva otimista em relação ao segmento logístico, enfatizando que a demanda continua robusta, especialmente em função do crescimento do e-commerce.

Fundos de Papel

No contexto dos fundos imobiliários de recebíveis, a instituição observa que, embora os ativos atrelados ao CDI sejam os mais afetados em um ambiente de redução da Selic — pois não captam a marcação a mercado —, eles ainda possuem relevância para 2026.

“Mesmo com as expectativas de redução dos juros para 12% no próximo ano, conforme projetado pelo Boletim Focus, as taxas ainda permanecerão em níveis elevados”, confirma o relatório.

Por outro lado, os FIIs indexados ao IPCA estão bem posicionados tanto em um cenário de desaceleração inflacionária quanto em uma eventual pressão inflacionária, de acordo com a gestora.

“Caso a inflação siga uma trajetória de queda, é provável que esses fundos possam ser impactados inicialmente pela redução nos níveis de distribuição. Entretanto, aqueles que conseguiram adquirir posições relevantes em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) com deságio em decorrência da marcação a mercado tendem a gerar retornos expressivos ao negociar esses papéis no mercado secundário”, conclui o relatório.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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