Fim do 6×1: Economista alerta que a perda do poder de compra pode invalidar os efeitos da PEC.

PEC pelo Fim da Escala 6×1

Travada no Senado, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa acabar com a escala 6×1 gera apreensões sobre o impacto nos custos para o setor produtivo e também para os consumidores.

Preocupações com o Aumento de Custos

Juliana Inhasz, professora de economia do Insper, expressou suas preocupações em entrevista à CNN Brasil. Ela destacou como essa alteração pode influenciar tanto o bolso dos trabalhadores quanto a qualidade de vida deles.

Inhasz questiona: "Se essa medida levar a um aumento dos preços, a uma inflação que possa corroer o poder de compra da população, então a medida poderá ser muito pouco efetiva."

Dúvidas sobre a Produtividade

A professora não se mostra convencida de que os trabalhadores conseguirão produzir mais em menos horas semanais, o que poderia resultar em um aumento dos custos de produção e na necessidade de expansão da força de trabalho das empresas.

"Isso pode, inclusive, levar à necessidade de contratações adicionais para tentar manter a produção nos níveis anteriores", afirma Inhasz.

Repasses de Custos ao Consumidor

Inhasz argumenta que o aumento nos custos para as empresas inevitavelmente gerará repasses proporcionais aos consumidores.

Ela sugere uma análise prévia sobre a situação da baixa renda da população brasileira, prevendo que muitos trabalhadores ainda precisarão realizar jornadas duplas devido ao seu poder aquisitivo limitados.

A Necessidade de Aumento da Produtividade

"Essa sociedade só irá melhorar quando conseguirmos aumentar a produtividade e, consequentemente, a renda", enfatiza Inhasz.

Transição e Planejamento

Em relação ao período de transição que a proposta poderá trazer, a professora considera que este deve ser breve e ressalta a necessidade de um planejamento cuidadoso para que sejam alcançados ganhos efetivos na produção, o que requer um prazo para adaptação. Ela observa que haverá uma expectativa por resultados imediatos da proposta em 2026.

"A gente entende por que esse período é curto. Existe uma urgência em devolver à sociedade algum tipo de benefício, sendo que estamos em um ano em que essas medidas estão sendo implementadas de forma muito rápida", conclui.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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