Venda de Participação da Votorantim na CBA
A Fitch Ratings analisa que a decisão da Votorantim de vender sua totalidade de participação de 68,596% na Companhia Brasileira de Alumínio (CBA) ao consórcio formado pela Aluminum Corporation of China Limited (Chalco) e pela Rio Tinto está em conformidade com os objetivos do conglomerado. A venda visa reduzir a exposição a commodities e expandir operações em mercados desenvolvidos, além de setores que apresentam perspectivas de crescimento mais significativas.
Impacto Financeiro da Transação
De acordo com a classificadora, os R$ 4,7 bilhões que serão gerados com esta transação devem reforçar a liquidez da Votorantim e apoiar sua estratégia de diversificação. A Fitch mantém as classificações de longo prazo em moeda estrangeira e local da companhia em ‘BBB’, além do rating nacional de longo prazo ‘AAA(bra)’, todos com perspectiva estável.
Controle e Aprovações Necessárias
O acordo transferirá o controle da CBA para o consórcio, obrigando os novos controladores a realizar uma oferta pública de aquisição para os acionistas minoritários. O fechamento do negócio está condicionado à aprovação de órgãos antitruste e regulatórios, um processo que deve ser finalizado até o ano de 2026.
Estrutura de Capital da Votorantim
A Fitch ressalta que a Votorantim mantém uma estrutura de capital robusta. Considerando que a CBA apresenta um nível de alavancagem mais elevado, a operação resultará em um impacto moderado sobre o endividamento consolidado. Em setembro de 2025, a produtora de alumínio representava aproximadamente 7% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) do grupo e 13% de sua dívida total. A agência projeta que, na ausência de investimentos significativos, o índice de dívida líquida/Ebitda deve convergir para 1,0 vez em um período de até três anos.
Liquidez da Votorantim
A liquidez da Votorantim é considerada "muito forte", conforme destacado pela Fitch. Em 30 de setembro de 2025, a posição de caixa e aplicações de curto prazo totalizava R$ 13,6 bilhões, um valor considerado suficiente para cobrir as amortizações da dívida previstas nos próximos cinco anos. A dívida consolidada da empresa alcançava R$ 30,7 bilhões, quantia que inclui ajustes da agência referentes ao programa de securitização de recebíveis e aos derivativos líquidos.
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Fonte: www.moneytimes.com.br


