Pesquisa sobre a Eleição Presidencial de 2026
A primeira pesquisa realizada para a eleição presidencial de 2026, após a divulgação das ligações entre Flávio Bolsonaro (PL) e Daniel Vorcaro, do Banco Master, indicou uma queda de 6 pontos percentuais no desempenho do senador e pré-candidato a presidente no cenário de segundo turno. De acordo com o levantamento da AtlasIntel/Bloomberg, publicado nesta terça-feira (19), Flávio Bolsonaro apresenta um índice de 41,8%, comparado a 47,8% na pesquisa anterior de abril e 47,6% em março.
Metodologia da Pesquisa
A pesquisa foi coletada através de recrutamento digital, utilizando a navegação rotineira na web, e abrangeu eleitores maiores de 16 anos. No total, foram entrevistados 5.032 respondentes entre quarta-feira (13) — data da publicação da reportagem do Intercept Brasil, que retratou Flávio Bolsonaro solicitando recursos a Vorcaro — e esta segunda-feira (18), abrangendo os 26 estados e o Distrito Federal.
A margem de erro da pesquisa é de 1 ponto percentual para mais ou para menos, com um índice de confiança de 95%. O registro da pesquisa é BR-06939/2026 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Cenários de Votação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua liderando em diferentes cenários de primeiro turno e recuperou a liderança também no segundo turno contra Flávio Bolsonaro. O petista contabiliza 48,9% no segundo turno, ante 46,6% em março e 47,5% em abril.
Cenários do Primeiro Turno com Flávio Bolsonaro
No primeiro cenário de primeiro turno, mantendo os mesmos sete candidatos da pesquisa anterior, Lula foi indicado por 47% das intenções de voto, um aumento em relação aos 46,6% do levantamento anterior. Flávio Bolsonaro, por sua vez, caiu de 39,7% para 34,3%, o que representa uma queda de 5,4 pontos em relação a abril.
A pesquisa revelou que Renan Santos passou de 5,3% em abril para 6,9%. Zema teve um aumento de 3,1% para 5,2%, e Caiado variou de 3,3% para 2,7%. Nesse cenário, Augusto Cury (Avante) foi mencionado por 0,4% dos entrevistados, frente a 1,1% na pesquisa anterior. Aldo Rebelo (DC) caiu de 0,3% para 0,2%. Os votos brancos e nulos totalizaram 1,4%, enquanto aqueles que afirmaram não saber em quem votar foram 1,9%.
Cenário Sem Flávio Bolsonaro
No segundo cenário, desconsiderando Flávio Bolsonaro e não incluindo um candidato do PL à presidência, Lula teria 46,7% das intenções de voto. Zema alcançaria 17%, Caiado 13,8%, Renan Santos 8%, Aldo Rebelo 1,8% e Augusto Cury 1,2%. Outros 4,6% não souberam opinar e 6,8% declararam que votariam em branco ou anulariam o voto. A pré-candidatura de Rebelo pode ser retirado pelo DC, uma vez que o partido filiou o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa e pretende lançá-lo como candidato à presidência.
Terceiro Cenário Sem Flávio
Em um terceiro cenário que não inclui Flávio Bolsonaro, mas considera Michelle Bolsonaro como candidata pelo PL, Lula teria 47%, enquanto a ex-primeira-dama obteria 23,4%. Zema teria 10%, Renan Santos 7,8%, Caiado 6%, Aldo Rebelo 0,7% e Augusto Cury 0,5%. Os indecisos e os votos brancos e nulos somaram 2,3% cada.
Quarto Cenário com Haddad
No quarto cenário, que também considerou sete nomes do primeiro turnos, mas substituindo Lula por Fernando Haddad, o ex-ministro teria 36,7%, em comparação a 40,5% em abril. Flávio Bolsonaro registrou 32,8%, contra 39,2% no levantamento anterior. Os dados de Renan Santos foram de 5,8% para 8,7%, Zema de 3,8% para 5,5%, Caiado caiu de 3,6% para 3,4%, enquanto Cury teve uma redução de 1,3% para 0,8% e Aldo Rebelo variou de 0,5% para 0,6%. Os votos em branco e nulos totalizaram 7,6%, e aqueles que não souberam opinar eram 3,8%.
Cenários de Segundo Turno
O levantamento da AtlasIntel/Bloomberg testou quatro cenários possíveis de segundo turno, entre Lula contra Flávio Bolsonaro, Zema, Caiado ou Renan Santos. No confronto direto contra Flávio Bolsonaro, o presidente obteve 48,9% e o senador 41,8%, com 9,3% indicando não saber ou escolher o voto em branco/nulo. Em pesquisa anterior, Lula obteve 47,5% e Flávio Bolsonaro 47,8%.
Lula teria 47,8% a 37,6% contra Romeu Zema, 47,5% a 38,5% contra Caiado e 47,8% a 28,4% sobre Renan Santos.
Em outros dois cenários improváveis, o presidente foi substituído por Fernando Haddad ou pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). A pesquisa revelou que Haddad venceria Flávio Bolsonaro por 46,7% a 43%, enquanto em abril, Flávio obteve uma vitória de 48,1% a 44,3%. Da mesma forma, o senador também perderia para Alckmin, por 46,4% a 42,3%, revertendo o quadro de empate técnico verificado em abril, quando Flávio Bolsonaro contava com 47,5% a 45,9% sobre o vice-presidente.
Rejeição
Em um questionário que incluía a opção de múltiplos nomes, a rejeição a Lula atingiu 50,6% dos entrevistados, superando pela primeira vez a rejeição de Flávio Bolsonaro, que foi de 52%. Jair Bolsonaro teve 49,1% de rejeição, enquanto Michelle Bolsonaro foi rejeitada por 45,6%. A rejeição de Zema ficou em 42,2%, Haddad em 39,9% e Caiado em 38%.
Avaliação do Governo e Aprovação do Presidente
A pesquisa questionou como os entrevistados avaliam o governo do presidente Lula, e 42,9% responderam que consideram seu governo ótimo ou bom, um leve aumento frente a 42% em abril. Já 48,4% avaliaram como ruim ou péssimo, menor do que os 51,3% da pesquisa anterior. O total de entrevistados que consideraram o governo como regular subiu de 6,8% para 8,7%.
O trabalho do presidente Lula foi aprovado por 47,4% dos entrevistados, uma leve alta em relação aos 46,8% de abril, enquanto a desaprovação foi de 51,3%, em comparação aos 52,5% do levantamento anterior. A parcela que não soube avaliar variou de 0,7% para 1,3% no atual levantamento.
Fonte: www.moneytimes.com.br


