Curva de Juros Futuros
A curva de juros futuros encerrou as negociações na terça-feira, dia 19, em alta. Este movimento ocorreu em meio à escalada da taxa de juros nos Estados Unidos, gerando incertezas relacionadas ao Oriente Médio. O mercado permaneceu cauteloso em relação aos potenciais impactos do conflito sobre a inflação e a política monetária.
Taxa do Depósito Interfinanceiro
A taxa de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027, que é de curtíssimo prazo, apresentou uma estabilidade ao fechar em 14,140%, ligeiramente acima dos 14,135% do ajuste anterior.
Taxa para Janeiro de 2029
A taxa de DI para janeiro de 2029, referente ao médio prazo, encerrou as negociações em 14,115%, uma elevação em relação aos 13,995% do fechamento anterior, resultando em um ganho de 12 pontos-base.
Taxa para Janeiro de 2036
A taxa de DI para janeiro de 2036, de longo prazo, terminou o dia a 14,315%, em comparação aos 14,180% do fechamento da última segunda-feira, dia 18, representando um avanço de 13 pontos-base.
Rendimentos dos Títulos do Tesouro dos EUA
Nos Estados Unidos, os rendimentos dos títulos do Tesouro, conhecidos como Treasuries, renovaram máximas significativas.
Treasury de Dois Anos
O rendimento do Treasury de dois anos, que é mais sensível à política monetária, encerrou com um rendimento de 4,112%, um aumento em relação aos 4,090% do ajuste anterior.
Treasury de Dez Anos
O retorno do título de dez anos, que é frequentemente utilizado como referência para empréstimos imobiliários, financiamentos de veículos e dívidas de cartão de crédito, subiu para 4,663%, superando os 4,623% do fechamento anterior. Durante a sessão, o Treasury de dez anos chegou a atingir 4,687%, o nível mais alto desde janeiro de 2025.
Treasury de Trinta Anos
O rendimento do título de 30 anos, utilizado como referência no mercado de hipotecas, atingiu 5,198% pela manhã, refletindo um aumento de 6 pontos-base em relação ao fechamento anterior e alcançando o maior nível desde 2007. O Treasury de 30 anos terminou a negociação a 5,178%.
Impactos das Incertezas Geopolíticas
As incertezas geopolíticas observaram um impacto significativo nos preços do petróleo Brent, que permanecem acima de US$ 100. Isso gerou preocupações entre os investidores quanto a possíveis choques inflacionários e elevou a expectativa sobre a manutenção de juros elevados por mais tempo nas principais economias do mundo.
Apostas no Federal Reserve
Nos Estados Unidos, os agentes financeiros já estão precificando a possibilidade de uma nova restrição monetária pelo Federal Reserve (Fed), o banco central do país, a partir de dezembro deste ano.
Perto do fechamento do mercado, a ferramenta FedWatch, do CME Group, indicava uma probabilidade de 59,2% de que o Federal Reserve elevasse os juros na reunião final de 2026. As expectativas estão divididas com 41,6% de chance de um aumento de 25 pontos-base, 15,1% de uma elevação de 50 pontos-base e 2,3% de um acréscimo de 75 pontos-base. Atualmente, os juros nos Estados Unidos variam entre 3,50% e 3,75% ao ano.
Repercussões no Mercado Doméstico
No Brasil, a proximidade do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) com Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, continua a provocar repercussões no mercado doméstico.
Na manhã de terça-feira, uma pesquisa realizada pela AtlasIntel/Bloomberg, a primeira após o vazamento de um áudio envolvendo Flávio Bolsonaro e Vorcaro, revelou uma queda de 6 pontos percentuais na intenção de votos para Flávio. O levantamento mostrou que ele possui 41,8% das intenções, em comparação aos anteriores 47,8% em abril e 47,6% em março.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue liderando em diversos cenários de primeiro turno e retoma a liderança com uma margem significativa também no segundo turno contra o senador do PL. No segundo turno, Lula apresenta 48,9% das intenções, em comparação a 46,6% em março e 47,5% em abril.
Além disso, a rejeição de Flávio Bolsonaro superou pela primeira vez a do presidente Lula, com índices de 52% contra 50,6% do candidato à reeleição.
Fonte: www.moneytimes.com.br


