Foco: Mercado revisa a expectativa de inflação para baixo até 2028 e antecipa um PIB mais alto em 2025.

Projeções para a Inflação

Analistas consultados pelo Banco Central (BC) revisaram para baixo as expectativas de inflação para o período de 2025 a 2028. Essa informação foi divulgada na pesquisa Focus realizada nesta segunda-feira, dia 20. Ao mesmo tempo, os especialistas passaram a prever um crescimento ligeiramente maior para o ano de 2023.

Expectativas de Alta do IPCA

O levantamento, que busca captar a percepção do mercado sobre indicadores econômicos, apontou que a expectativa de alta do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi ajustada para 4,70% em 2023 e 4,27% em 2024. Esses números representam uma leve redução em relação às estimativas da semana anterior, que eram de 4,72% e 4,28%, respectivamente.

Para os anos seguintes, as previsões também foram diminuídas. Em 2027, os especialistas agora esperam uma inflação de 3,83%, e em 2028, de 3,60%. As estimativas anteriores eram de 3,90% e 3,68%, indicando uma tendência de ajuste nas expectativas inflacionárias.

Perspectivas em Relação à Meta Oficial

Ainda não há indicação de que a inflação alcance, nos próximos anos, o centro da meta estabelecida oficialmente pelo governo, que é de 3,00%. Essa meta possui uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, o que torna a perspectiva atual um desafio para as políticas econômicas.

Crescimento do PIB

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento para 2025 foi ligeiramente elevada, passando para 2,17%, com um aumento de apenas 0,01 ponto percentual em relação à pesquisa anterior. Para o ano de 2026, a expectativa de crescimento permanece estável em 1,80%.

Taxa Básica de Juros

A pesquisa semanal, que reúne opiniões de aproximadamente uma centena de economistas, revelou que não houve alterações nas previsões para a taxa básica de juros, conhecida como Selic. A expectativa é de que a Selic se mantenha em 15% até o final deste ano e que, no próximo ano, reduza para 12,25%. Essas projeções indicam uma expectativa de estabilidade nas taxas, o que pode influenciar diversas áreas da economia nacional.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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