Funcionários do Banco de Brasília (BRB) expressam uma crescente inquietação em relação à possibilidade de o banco não alcançar um acordo com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A informação foi reportada pela analista de Política da CNN, Larissa Rodrigues, no programa CNN 360°.
Neste momento, o banco distrital está em busca de viabilizar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões, enquanto as negociações continuam em andamento nos bastidores. Além disso, uma segunda audiência de conciliação está sendo realizada no Supremo Tribunal Federal (STF).
Conforme apurado por Larissa Rodrigues, essa reunião no STF representa a segunda convocação feita pela Corte, após o BRB recorrer ao tribunal em busca de apoio nas referidas negociações. Estão presentes neste encontro representantes do governo federal, incluindo o ministro da Fazenda, além de autoridades do governo do Distrito Federal, juntamente com o presidente do BRB.
“Nos últimos dias, percebi um aumento na preocupação, incertezas e até questionamentos por parte dos funcionários do Banco de Brasília sobre a possibilidade, com a tentativa de ajuda do Supremo, de que esse empréstimo seja liberado e que o banco consiga manter sua continuidade de operações de forma independente”, destacou Larissa Rodrigues.
FGC exige documentos e balanço financeiro do BRB
O Fundo Garantidor de Créditos enfatizou, em um ofício, que o BRB não enviou todos os documentos necessários para a análise do pedido de empréstimo. Além disso, o FGC solicitou a divulgação do balanço financeiro do banco, um relatório que não é publicado há mais de um ano.
Diante desse contexto, fontes consultadas por Larissa Rodrigues indicam a expectativa de que, durante a audiência, possa ser determinado que a União assuma a função de avalista do empréstimo junto ao FGC.
Na primeira reunião de conciliação, foi decidido que bancos públicos, como o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal, além de instituições financeiras privadas, seriam os garantidores do pagamento do empréstimo solicitado pelo BRB.
Funcionários organizam manifestação em frente ao STF
Simultaneamente às negociações, funcionários do BRB, tanto concursados quanto terceirizados, foram convocados através das redes sociais para realizar uma manifestação em frente ao STF. O objetivo é, segundo as fontes consultadas pela jornalista, “sensibilizar os responsáveis pelo processo”.
Além disso, segundo Larissa Rodrigues, existe um entendimento de que a União não é obrigada a cobrir eventuais prejuízos enfrentados pelo banco distrital. Essa situação surgiu após o BRB ter absorvido cerca de R$ 12 bilhões em carteiras do Banco Master, uma operação que resultou na liquidação daquela instituição financeira.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br

