Fundador da Reag Adquire Ações do BRB com Recursos do Master

Fundador da Reag Adquire Ações do BRB com Recursos do Master

by Fernanda Lima
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João Carlos Mansur e Aquisição de Ações do BRB

O fundador da Reag, João Carlos Mansur, adquiriu ações do BRB (Banco de Brasília) através do fundo de investimentos Celeno, que é administrado pelo Banco Master. Atualmente, Mansur detém 4,5% da estatal e foi um dos alvos da operação Carbono Oculto, que investiga fraudes no sistema financeiro relacionadas ao PCC (Primeiro Comando da Capital).

Comunicação ao Banco Central

Um documento encaminhado pelo BRB ao BC (Banco Central) no dia 23 de abril do ano passado fornece detalhes sobre a operação. Essa informação foi revelada pelo Metrópoles e obtida pela CNN. Fontes ligadas ao caso afirmam que a notificação ao regulador é um indicativo de que a estatal atuou de maneira “transparente”.

Detalhes da Aquisição

De acordo com o comunicado do BRB, em 04 de abril de 2025, João Carlos Mansur comprou, por meio do Celeno, 20.320.952 recibos de ações preferenciais e 1.817.063 ações ordinárias.

Para essa transação, Mansur fez um pagamento de R$ 193.264.870,97, utilizando recursos próprios que provenham da distribuição de dividendos da Lumabe Participações Ltda, uma sociedade na qual ele tinha um investimento. (Veja o documento abaixo).

Aumento de Capital

A comunicação feita ao BC ocorreu em um contexto de aumento de capital do BRB, que totalizou R$ 2,3 bilhões. O regulador aprovou essa movimentação, que, segundo o banco, tinha o objetivo de “expandir as operações para novos públicos e segmentos de mercado, com foco no crescimento das carteiras de crédito comercial, imobiliário e rural”.

Resultados da Auditoria

Em um comunicado à CNN, o BRB informou que identificou “achados relevantes” neste processo durante sua auditoria. Essas informações estão registradas no relatório de uma investigação independente conduzida pelo escritório Machado Meyer Advogados, com a colaboração da Kroll. O banco também comunicou as autoridades competentes e fez as devidas atualizações em sua composição acionária.

Resposta da Defesa

A CNN tentou contato com a defesa de João Carlos Mansur, mas não obteve retorno até a publicação deste artigo.

Contexto da Operação Carbono Oculto

João Carlos Mansur fundou a Reag Investimentos em 2012 e esteve à frente da gestora até 2025. Em setembro de 2025, ele vendeu o controle da empresa a executivos que já faziam parte da equipe interna, além de deixar seu cargo no conselho de administração.

Fraudes Atribuídas ao Banco Master

Segundo um documento enviado pelo Banco Central ao TCU (Tribunal de Contas da União), parte das fraudes que envolvem o Banco Master está relacionada a fundos sob a gestão da Reag. A administradora foi alvo de investigação devido a suspeitas de envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro.

Operações Irregulares

O relatório encaminhado ao TCU revela que, entre julho de 2023 e julho de 2024, o Banco Master, juntamente com os fundos administrados pela Reag, conduziram operações em desacordo com as normas do Sistema Financeiro Nacional, apresentando falhas significativas em relação à gestão de risco, crédito e liquidez.

Investigação das Fraudes no Setor de Combustíveis

A Operação Carbono Oculto está investigando a conexão entre fraudes no setor de combustíveis, que supostamente estão associadas ao PCC, e instituições financeiras, incluindo fintechs e administradoras de fundos.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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