Aumento dos Preços da Gasolina e Etanol no Brasil
O preço médio da gasolina apresentou uma leve elevação, enquanto o do etanol avançou mais de 2% nos postos de combustíveis em todo o Brasil na primeira quinzena de fevereiro. Esse movimento foi identificado no Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL), divulgado na última quarta-feira. A alta no ICMS teve um impacto que contrabalançou a redução dos preços da gasolina promovida pela Petrobras.
Valores Médios Registrados
De acordo com a pesquisa, o valor médio da gasolina subiu 0,16%, alcançando uma média de R$6,45. Por outro lado, o etanol hidratado, que é seu concorrente direto nos postos, teve um aumento de 2,36%, passando a custar R$4,77 por litro. Essa pesquisa foi baseada em dados coletados em 21 mil postos credenciados pela Edenred Ticket Log.
Fatores que Contribuíram para a Alta
A alta nos preços foi observada mesmo após uma redução superior a 5% no preço da gasolina promovida pela Petrobras em suas refinarias no mês de janeiro. O diretor de Rede Abastecimento da Edenred Mobilidade, Renato Mascarenhas, explicou que o aumento do ICMS, juntamente com outros fatores ao longo da cadeia, impactou o preço final ao consumidor.
“Em relação ao etanol, a menor oferta típica do período entre safras pressiona os valores. Já para a gasolina, os custos logísticos, a distribuição e as dinâmicas regionais acabam limitando o repasse das reduções ao consumidor”, afirmou Mascarenhas em um comunicado.
Redução da Gasolina pela Petrobras
A Petrobras anunciou uma redução de 5,2% no preço da sua gasolina A, que é a pura, sem mistura de etanol anidro, que é vendida às distribuidoras. Essa redução, ocorrida em 27 de janeiro, estabeleceu um novo preço médio de R$2,57 por litro. Esse foi o terceiro corte consecutivo no preço da gasolina. O penúltimo corte havia ocorrido em outubro do ano anterior, quando a redução foi de 4,9%.
Essas informações mostram uma complexa dinâmica entre a política de preços da Petrobras, o impacto dos tributos e a oferta de combustíveis no mercado brasileiro.
Fonte: www.moneytimes.com.br