Aumento nos Preços da Gasolina
Os preços da gasolina aumentaram 4 centavos por galão na última medição realizada pela Associação Americana de Automóveis (AAA), elevando o preço médio para US$ 3,58 por galão, o que representa o valor médio mais elevado em mais de 21 meses.
Variação Semanal e Mensal
O preço médio da gasolina subiu 38 centavos apenas na última semana e 64 centavos no último mês. Estes valores correspondem aos maiores aumentos percentuais observados tanto na variação semanal quanto mensal desde o início de março de 2022, logo após a invasão da Ucrânia pela Rússia, que resultou em sanções abrangentes contra esta nação produtora de petróleo.
Influências no Mercado
No último mês, o preço da gasolina teve um incremento de 22%. Essa alta se deve, em parte, à instabilidade causada pela guerra no Irã, o que impacta o Estreito de Ormuz, uma via marítima estratégica pela qual transita cerca de 20% do petróleo mundial. Adicionalmente, os ataques retaliatórios do Irã a instalações petrolíferas de países vizinhos ricos em petróleo, como os Emirados Árabes Unidos, o Catar, o Kuwait e a Arábia Saudita, contribuem para a pressão nos preços, dado que a Arábia Saudita é o maior exportador de petróleo globalmente.
Aumento nos Preços do Diesel
Os preços do diesel estão apresentando um aumento ainda mais acentuado. Na última medição, o preço médio do diesel subiu 5 centavos, alcançando US$ 4,89 por galão, o que representa uma elevação de 79 centavos apenas na última semana.
Mercado de Petróleo
Por volta das 14h55 desta quarta-feira (11), no horário de Brasília, o petróleo Brent Futuros para maio de 2026, que serve como referência global para o preço do petróleo, registrou uma alta superior a 4%, sendo negociado a cerca de US$ 91,90 o barril. Por sua vez, o WTI Futuros de abril de 2026, referência nos Estados Unidos, apresentou um aumento de mais de 5%, negociado em torno de US$ 87,80 o barril.
Ações da Agência Internacional de Energia
Os países membros da Agência Internacional de Energia (AIE concordaram, de maneira unânime, nesta quarta-feira (11), em liberar 400 milhões de barris de petróleo no mercado global. Esta é considerada a maior liberação de reservas emergenciais de petróleo da história. Esta ação visa reforçar o fornecimento de petróleo bruto e tentar conter a alta dos preços, que está sendo impulsionada pela guerra no Oriente Médio.
Considerações Finais
Apesar de uma eventual desaceleração nos preços do petróleo, pode levar um tempo considerável até que os preços da gasolina no varejo apresentem uma queda significativa.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br