Queda do Ouro em Meio a Tensão Internacional
O ouro, considerado um dos ativos mais seguros do mundo, registrou uma forte queda ao encerrar a sessão desta quarta-feira, 11 de abril. Essa movimentação ocorreu em um contexto de intensificação das tensões no Irã, além do fortalecimento da moeda norte-americana, o dólar.
O contrato mais líquido do ouro, com vencimento em abril, fechou com uma desvalorização de 1,20%, cotado a US$ 5.179,10 por onça-troy na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), nos Estados Unidos.
O que Impactou o Mercado de Ouro?
Os investidores estão atentos ao desenrolar da guerra no Irã e às possíveis implicações desse conflito sobre a inflação e a trajetória das taxas de juros nos Estados Unidos.
Na data de hoje, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reiterou que a guerra no Oriente Médio deve ser encerrada “em breve”, afirmando que não há mais estruturas a serem atacadas. No entanto, a situação se agravou, pois o Irã intensificou suas ações. Durante a madrugada, as forças militares iranianas atacaram mais três navios no bloqueado Golfo Pérsico, enquanto Teerã disparou mísseis contra Israel e outros alvos em toda a região. O governo do Irã também alertou que o mundo deve se preparar para que o preço do petróleo chegue a US$ 200 por barril.
Dados Econômicos Recentes
Aos olhos do mercado, novos dados econômicos foram divulgados recentemente. Nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,3% no mês de fevereiro, conforme informações do Departamento do Trabalho dos EUA. Este dado é crucial, pois a inflação acumulada nos últimos 12 meses é de 2,4%, mantendo-se acima da meta de 2% estabelecida pelo Federal Reserve (Fed).
Embora o CPI seja usado como uma referência inflacionária pelo Fed, o mercado está consolidando as apostas em um possível corte nas taxas de juros pela instituição a partir de julho. Para a próxima reunião de política monetária da semana que vem, há uma probabilidade de 99,3% de que o Banco Central mantenha as taxas de juros inalteradas, situadas na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano, de acordo com a ferramenta FedWatch, do CME Group.
Fonte: www.moneytimes.com.br