Gerdau se destaca como a escolha do JPMorgan entre as siderúrgicas, mesmo diante de um cenário desafiador para o setor.

Gerdau se destaca como a escolha do JPMorgan entre as siderúrgicas, mesmo diante de um cenário desafiador para o setor.

by Ricardo Almeida
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Atualização do JPMorgan sobre a Gerdau e o Setor Siderúrgico

Com a aproximação da divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25), o banco JPMorgan revisou suas previsões para as siderúrgicas brasileiras, reafirmando sua preferência pelas ações da Gerdau (BOV:GGBR4). Essa escolha se mantém mesmo em um ambiente desafiador para a indústria do aço. Por volta das 11h, as ações da Gerdau enfrentavam uma queda de 2,12%, com cotações a R$ 23,07 na bolsa de valores brasileira.

Pressões no Setor Siderúrgico

Conforme apontado pelo banco norte-americano, o setor siderúrgico está sendo pressionado principalmente pelo aumento das exportações de aço da China. Essa situação resulta em uma deterioração da rentabilidade das empresas nos últimos meses. De acordo com os analistas do JPMorgan, essa dinâmica estrutural limita a recuperação mais robusta do setor no curto e médio prazos.

O JPMorgan identifica apenas dois fatores que poderiam provocar uma mudança significativa no cenário atual: uma redução substancial das exportações da China ou a implementação, pelo Brasil, de um modelo de proteção tarifária similar ao dos Estados Unidos. Contudo, o banco acredita que nenhum desses fatores deverá se materializar de maneira efetiva no curto prazo.

Medidas Antidumping e Seus Efeitos

Embora o JPMorgan veja o recente estabelecimento de medidas antidumping como uma ação positiva, o banco adverte que o impacto dessas medidas pode ser diluído ao longo do tempo. Um dos riscos mencionados é a possibilidade de substituição das importações de aço da China por fornecimentos de outras regiões, um fenômeno já observado em mercados como o europeu.

Outro aspecto preocupante que o banco destacou é o impacto dos preços elevados do aço na demanda interna. Mesmo que as tarifas possam, em um primeiro momento, melhorar a rentabilidade das siderúrgicas, o aumento de preço pode reduzir o consumo doméstico, limitando assim os ganhos esperados pelas empresas.

Aprovação de Medidas Antidumping no Brasil

Na semana anterior, o Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) aprovou medidas antidumping definitivas, válidas por um período de até cinco anos, relativas ao aço pré-pintado importado da China e da Índia. Além disso, houve um aumento inesperado das tarifas de importação de nove códigos NCM, com as alíquotas elevadas para 25%. Isso representa cerca de 14% das importações de aço do Brasil nos últimos 12 meses.

Preferência do JPMorgan pela Gerdau

Apesar do cenário desfavorável que permeia o setor siderúrgico, a Gerdau (BOV:GGBR4) ainda é a principal escolha do JPMorgan. O banco mantém uma recomendação de overweight (exposição acima da média do mercado) e um preço-alvo de R$ 29 para as ações da empresa. O diferencial da Gerdau, conforme avaliado pelo banco, reside em sua significativa exposição ao mercado norte-americano.

Impacto das Tarifas nos Estados Unidos

Desde o início da administração Trump, a introdução de novas tarifas sobre o aço importado, que inclui um imposto recente de 50%, tem sustentado o aumento dos preços e impulsionado a demanda no mercado dos Estados Unidos. A forte presença da Gerdau na região proporciona uma posição mais favorável à empresa em comparação com seus concorrentes que também estão listados na bolsa de valores brasileira.

Desempenho Esperado no Brasil

No entanto, no que diz respeito ao Brasil, o JPMorgan prevê margens mais pressionadas para o quarto trimestre, um reflexo do aumento no volume de exportações e da degradação no mix de produtos. Esses fatores podem impactar os resultados das empresas no curto prazo.

Durante a sessão de pregão da segunda-feira, 3 de fevereiro, as ações da Gerdau PN (BOV:GGBR4) oscilaram entre R$ 22,74 e R$ 23,22, com abertura a R$ 22,75. Apesar da recomendação positiva emitida pelo banco, as ações da empresa se moveram seguindo um padrão cauteloso, refletindo as incertezas que ainda cercam o setor siderúrgico global.

Sobre a Gerdau

A Gerdau é uma das maiores produtoras de aço no mundo, possuindo operações industriais nas Américas e uma presença significativa no mercado norte-americano. A companhia se dedica à produção de aços longos, aços especiais e soluções de aço voltadas para setores como construção civil, indústria, automotivo e energia. Dentre seus principais concorrentes estão a Usiminas (BOV:USIM5) e a CSN (BOV:CSNA3).

Mesmo diante de um panorama desafiador para a indústria siderúrgica, a Gerdau se destaca pela sua diversificação geográfica e pela maior exposição a mercados mais protegidos. Para investidores que acompanham o setor de aço na bolsa de valores brasileira, a análise do JPMorgan sublinha a importância de considerar fundamentos e o posicionamento estratégico das empresas envolvidas.

Fonte: br.-.com

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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