Golpe do “toque fantasma” desembarca no Brasil e furta informações de cartão por aproximação; saiba como se proteger.

Golpe do “toque fantasma” desembarca no Brasil e furta informações de cartão por aproximação; saiba como se proteger.

by Ricardo Almeida
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Golpe do Toque Fantasma

A tecnologia de pagamentos por aproximação, conhecida como NFC (Near Field Communication), trouxe benefícios significativos para a praticidade das compras do dia a dia. Contudo, essa facilidade também deu origem a novos golpes, sendo o “toque fantasma” um deles. Esse tipo de fraude se caracteriza pela captura de dados de cartões de crédito ou débito através da tecnologia NFC, possibilitando a realização de compras fraudulentas sem o conhecimento da vítima.

Como Funciona o Golpe do Toque Fantasma

O método do golpe tem início com o golpista se passando por um funcionário de banco ou operadora de cartão. Isso é feito através de uma ligação telefônica ou envio de uma mensagem. O criminoso persuade a vítima a baixar um aplicativo falso, alegando que essa ação é necessária para validar ou proteger o cartão. Uma vez que o aplicativo malicioso está instalado no dispositivo da vítima, o golpista instrui a pessoa a aproximar o cartão do celular.

Nesse instante, o software captura o token temporário gerado pela tecnologia NFC, que é utilizado para pagamentos por aproximação. Com o token em mãos, o golpista pode efetuar compras e pagamentos em maquininhas que estão nas proximidades, tudo isso sem que a vítima perceba qualquer movimentação suspeita. A situação pode se agravar ainda mais se o criminoso conseguir obter a senha do cartão, uma vez que, nesse caso, os prejuízos podem ser ainda maiores, permitindo pagamentos de valores elevados e até transferências bancárias.

Proporcionalmente, o Brasil apresenta um dos maiores índices de exposição a esse tipo de golpe. Além disso, destaca-se que o país é o que mais registra bloqueios do “toque fantasma”, totalizando 47% dos casos. Seguem-se, em termos de registros, Índia, China e Espanha.

Golpe com Cartão Roubado

Uma variação desse golpe ocorre quando o cartão é fisicamente roubado. Nesse caso, o golpista pode utilizar um celular com um aplicativo malicioso para capturar dados por aproximação. Mesmo sem a necessidade da senha, ele consegue realizar gastos dentro do limite permitido para pagamentos por aproximação, o que torna mais complicado para o proprietário do cartão a identificação da fraude.

Como se Proteger do Golpe

  • Desconfie de pedidos inesperados: Instituições financeiras e operadoras de cartões raramente solicitam que usuários baixem aplicativos ou forneçam dados pessoais por telefone ou mensagens.
  • Baixe aplicativos apenas por fontes oficiais: Utilize apenas lojas de aplicativos confiáveis, como Google Play Store e Apple App Store, e evite acessar links desconhecidos recebidos via SMS, WhatsApp ou e-mail.
  • Confirme a autenticidade: Se receber ligações ou mensagens solicitando informações sensíveis, entre em contato diretamente com a instituição por meio de canais oficiais para verificar a veracidade da solicitação.
  • Monitore suas transações: É importante acompanhar de perto a fatura do cartão e os extratos bancários, de modo a identificar qualquer movimentação suspeita.
  • Ative alertas por notificações: Configure seu sistema financeiro para receber avisos em tempo real sobre cada compra ou transferência realizada com seu cartão.

Diferença para o Golpe da “Mão Fantasma”

Embora ambos os esquemas envolvam a captura de dados financeiros, o golpe do “toque fantasma” é distinto do golpe chamado “mão fantasma”. No segundo, o criminoso instala um trojan bancário que fornece acesso remoto ao celular da vítima e aos aplicativos financeiros. Diferente disso, no golpe do “toque fantasma”, o golpista utiliza dois celulares: um dispositivo para capturar o token gerado pela tecnologia NFC e outro para realizar compras fraudulentas, sem necessitar acessar diretamente o aparelho da vítima.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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