Governador do Fed, Miran, afirma que não revelou a Trump como votaria sobre as taxas esta semana.

Declarações do Governador do Federal Reserve, Stephen Miran

O governador do Federal Reserve, Stephen Miran, informou à CNBC na última sexta-feira que teve uma conversa breve com o presidente Donald Trump antes da decisão sobre a taxa de juros desta semana e que não se sentiu pressionado a votar de uma determinada maneira.

Voto de Miran

Miran, que votou contra a redução de um quarto de ponto percentual, defendendo uma diminuição de tamanho maior, afirmou que tomou sua decisão de forma independente. Em uma entrevista no programa "Squawk on the Street", ele relatou: "Ele me ligou na terça-feira de manhã para me parabenizar, e foi só isso". Ele ainda observou que não discutiu com o presidente como deveria votar e também não comentou sobre suas projeções econômicas.

Expectativas para a Taxa de Juros

Miran não apenas se opôs à redução de um quarto de ponto percentual, mas também posicionou sua expectativa para a taxa de juros ao final deste ano bem abaixo dos outros dezenove participantes da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto. Além disso, ele têm uma perspectiva de taxas inferiores em comparação à maioria dos outros oficiais presentes.

Independência do Federal Reserve

As preocupações sobre a independência do Federal Reserve têm aumentado desde que Trump assumiu o cargo pela segunda vez em janeiro. O presidente tem pressionado fortemente para que o Fed reduza as taxas de juros de maneira agressiva, não hesitando em criticar publicamente o presidente do Fed, Jerome Powell, a quem chamou de "Tarde Demais". Em administrações anteriores, a pressão sobre o Fed geralmente era exercida de maneira mais discreta.

Mudanças na Governança do Fed

Trump também tem tentado destituir a governadora Lisa Cook e afirmou que irá avaliar o sucessor de Powell no próximo ano, buscando um comprometimento em relaxar a política monetária. Nesse contexto, surgiram questões sobre possíveis conflitos de interesse para Miran ao assumir o cargo de chefe do Conselho de Consultores Econômicos, em vez de resignar. Contudo, Miran qualificou essa preocupação como "um pouco boba", esclarecendo que sua intenção é permanecer no Fed até o término do mandato que ocupa, que se encerra em janeiro de 2026.

Comentários sobre sua Permanência

Ele afirmou: "Se o presidente me dissesse que eu ficaria no cargo após janeiro, eu simplesmente renunciaria imediatamente. Não haveria dúvidas sobre isso". Miran expressou que a conversa sobre sua possível saída é um incentivo para que ele compartilhe suas opiniões de maneira abrangente na segunda-feira, afirmando que se sente na obrigação de explicar por que suas perspectivas diferem tanto das de seus colegas.

Interações no Federal Open Market Committee

Miran está programado para falar na segunda-feira para o Clube Econômico de Nova York, uma plataforma importante para líderes dos setores empresarial e político, onde Trump também já se apresentou. Apesar das circunstâncias controversas que cercaram sua nomeação, Miran comentou sobre a atmosfera amigável durante a reunião, destacando a cordialidade nas interações, inclusive com a governadora Cook.

Ambiente de Trabalho

"Todos foram extremamente acolhedores, extremamente gentis e cordiais", disse ele. "Foi um ambiente muito colegial, e eu realmente apreciei isso. Isso inclui a governadora Cook."

Impressões de Outros Membros do Fed

Mais cedo no mesmo dia, o presidente do Fed de Minneapolis, Neel Kashkari, fez uma descrição semelhante a respeito da atmosfera durante a chegada de Miran ao Comitê Federal de Mercado Aberto. "Foi como em qualquer outra transição, onde alguém chega e todos dizem: ‘Ei, bem-vindo à mesa’", comentou Kashkari. "Depois, todos voltaram aos seus afazeres normais."

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