Nova Tarifa dos Estados Unidos e Auxílio aos Exportadores
A confirmação da nova tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos levou o governo brasileiro a planejar uma nova rodada de auxílio para os exportadores. Este pacote, todavia, será mais concentrado e terá um valor inferior aos R$ 15 bilhões que foram liberados em março para o Plano Brasil Soberano.
Declarações do Ministro da Fazenda
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou que o governo ainda ouvirá os setores afetados antes de definir o tamanho e as condições do socorro. “A gente não tem valor ainda porque, primeiro, precisa ouvir os setores afetados”, comentou Durigan.
Ajustes no Programa de Apoio
Segundo Durigan, a proposta é de aproveitar os instrumentos que já demonstraram eficácia durante a implementação da tarifa anterior. “O programa está gerando efeitos. O que vamos fazer é recalibrar”, enfatizou. Ele acrescentou que as linhas de apoio aos empresários nacionais foram testadas com sucesso, afirmando que o governo irá ouvir os setores e reforçar as linhas já existentes.
Possibilidade de Medida Provisória
A edição de uma nova medida provisória, mencionada pelo ministro antes da decisão americana, continua sendo uma possibilidade, embora ainda não tenha sido confirmada. O governo poderá precisar de um novo ato para ajustar o prazo, os critérios de acesso e a lista de setores que serão contemplados. O cronograma divulgado pelo BNDES prevê o término das atuais contratações em 22 de julho, data em que a sobretaxa americana começará a ser cobrada.
Exportadoras Potencialmente Atingidas
O Ministério do Desenvolvimento estima que quase 2.400 exportadoras poderão ser afetadas pela nova tarifa. Os setores que terão atendimento prioritário incluem madeira, máquinas e equipamentos elétricos, móveis, produtos cerâmicos, calçados e açúcar. De acordo com dados oficiais, a nova tarifa deve impactar 18% das exportações brasileiras para os Estados Unidos, totalizando aproximadamente US$ 7,4 bilhões, conforme os números de 2024.
Participação de Entidades de Apoio
O vice-presidente Geraldo Alckmin confirmou que o BNDES, ApexBrasil e ABDI estarão envolvidos na nova frente de apoio, que também buscará alternativas para os destinos das mercadorias afetadas. “O governo terá um programa de apoio aos que aqui estão labutando, trabalhando e que tenham problemas”, afirmou.
Compromissos Fiscais e Direcionamento do Crédito
Durigan prometeu ampliar e reforçar o Brasil Soberano, mas enfatizou que a resposta à nova situação será desmontada “mantendo os compromissos fiscais”. A orientação da Fazenda é evitar um pacote amplo e direcionar o crédito às empresas que comprovarem perdas decorrentes da nova barreira imposta pelos Estados Unidos.
Fonte: veja.abril.com.br


