Crescimento da Economia Brasileira
O Ministério da Fazenda informou nesta terça-feira (2) que a estimativa de crescimento da economia brasileira para 2025 apresenta leve viés de baixa, devido à desaceleração mais acentuada no segundo trimestre. Para o ano de 2023, o governo federal projeta um crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2,5%.
Desempenho do PIB no Segundo Trimestre
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou, também nesta terça-feira (2), que o PIB cresceu 0,4% no segundo trimestre. Esse resultado indica uma perda de fôlego em relação ao primeiro trimestre, quando a economia avançou 1,4%, impulsionada pelo agronegócio.
A estimativa do crescimento de 2,5% para 2025 tem um viés de baixa em decorrência da desaceleração mais acentuada no crescimento do segundo trimestre, comparada ao que era esperado em julho, e também devido aos efeitos defasados e cumulativos da política monetária na atividade econômica, conforme declarado pelo Ministério da Fazenda.
Análise da Secretaria de Política Econômica
A análise provém da SPE (Secretaria de Política Econômica) do Ministério da Fazenda. A desaceleração já era prevista pela equipe econômica, e o resultado está alinhado com as projeções da SPE (0,4%), sendo inferior às estimativas do mercado (0,3%).
Para o terceiro trimestre, a SPE projeta que o crescimento do PIB será levemente inferior ao observado nos três meses anteriores. Na avaliação da equipe econômica, o mercado de trabalho deve continuar impulsionando a economia nesse período, apesar do aumento nas taxas de juros.
"Embora a desaceleração nas concessões de crédito tenha se intensificado nos últimos meses, juntamente com o aumento nas taxas de juros bancárias e na inadimplência, o mercado de trabalho permanece resiliente, podendo impulsionar a atividade, com o pagamento dos precatórios e a recente expansão do crédito consignado ao trabalhador", afirmou a SPE.
Comparação Anual do PIB
Em comparação ao mesmo período de 2024, o PIB apresentou um crescimento de 2,2% no segundo trimestre de 2025, em concordância com as expectativas para essa base de comparação, embora tenha desacelerado em relação à alta de 2,9% observada no primeiro trimestre de 2025.