Governo Trump afirma que existem formas de incrementar a produção de petróleo na Venezuela.

Governo Trump afirma que existem formas de incrementar a produção de petróleo na Venezuela.

by Fernanda Lima
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Governo Trump Rejeita Estimativas sobre Produção de Petróleo da Venezuela

Na terça-feira (6), o governo Trump desconsiderou as previsões de analistas que sugerem que seriam necessários anos para aumentar a produção de petróleo bruto na Venezuela. A administração afirma que existem métodos para impulsionar rapidamente o setor petrolífero do país sul-americano.

O aumento da produção de petróleo bruto da Venezuela, que possui as maiores reservas do mundo, é uma prioridade para o presidente Donald Trump. Este foco se intensificou após a operação das forças americanas que resultou na prisão do líder venezuelano, Nicolás Maduro, na capital Caracas, no último sábado (3).

Atualmente, as exportações do país cairam para menos de 1 milhão de barris por dia, uma redução significativa em relação aos mais de 3 milhões de barris por dia registrados há duas décadas. Essa situação é resultado de uma prolongada falta de investimentos, que deixou a infraestrutura do setor petrolífero em péssimas condições.

Oportunidade de Negócios Significativa

O secretário do Interior dos EUA, Doug Burgum, comentou que uma das alternativas para revitalizar a produção seria a suspensão das sanções contra a Venezuela. Essas sanções têm impedido o país de acessar equipamentos essenciais para os campos de petróleo, além de outras tecnologias necessárias para maximizar a produção.

“Algumas dessas ações poderiam ser realizadas de forma bastante rápida”, afirmou Burgum em entrevista à Fox Business Network. “A oportunidade comercial aqui é realmente enorme.”

Fontes da Reuters informaram que o governo Trump planeja se reunir com executivos do setor petrolífero americano nesta semana, embora ainda não estejam claros os detalhes sobre a data e os participantes. O secretário de Energia, Chris Wright, terá uma palestra agendada para a manhã de quarta-feira (7) em uma conferência do Goldman Sachs em Miami, logo antes de a CEO da ConocoPhillips, Ryan Lance, se pronunciar em uma sessão fechada.

Trump declarou que acredita que a indústria americana poderia expandir suas operações na Venezuela em menos de 18 meses, possivelmente com o auxílio de subsídios governamentais. Ele comentou: “Acho que podemos fazer isso em menos tempo, mas será necessário um investimento significativo”. O presidente acrescentou que uma quantia substancial de dinheiro seria necessária e que as companhias petrolíferas arcarão com esses custos, sendo reembolsadas posteriormente, seja pelo governo ou por meio da receita gerada.

Além disso, Trump mencionou que o aumento da produção de petróleo venezuelano poderia resultar na diminuição dos custos energéticos para os cidadãos americanos. “Temos uma grande quantidade de petróleo para extrair, o que deve reduzir ainda mais os preços do petróleo”, argumentou.

Desafios na Infraestrutura e Custos Elevados

Analistas e executivos do setor petrolífero têm expressado ceticismo sobre a possibilidade de uma recuperação rápida do setor na Venezuela, ressaltando que a infraestrutura deficiente exigiria bilhões de dólares e vários anos para ser reabilitada.

As reservas de petróleo da Venezuela são consideradas entre as mais onerosas do mundo para serem exploradas. Isso se deve ao fato de que o petróleo local é denso e pesado, exigindo equipamentos especializados para sua extração, transporte e refino em combustíveis utilizáveis.

Em um cenário em que os preços globais do petróleo giram em torno de US$ 60 por barril, os produtores têm se concentrado em explorar reservas mais acessíveis e com menores custos de desenvolvimento.

Daan Struyven, co-chefe de pesquisa global de commodities do Goldman Sachs, mencionou durante a Conferência de Energia, Tecnologias Limpas e Serviços Públicos do Goldman Sachs que é complicado imaginar um aumento de produção superior a 300.000 a 400.000 barris por dia no próximo ano, considerando a precariedade da infraestrutura, especialmente nas unidades de refino. Ele também destacou que a Venezuela poderia alcançar a produção de 1,5 a 2 milhões de barris por dia apenas no final da década, provavelmente necessitando de um apoio substancial do governo dos Estados Unidos.

Struyven concluiu que, embora não se deva descartar essa possibilidade, a implementação dessa meta demandaria tempo e mudanças significativas nas instituições do país.

A Chevron é a única grande empresa petrolífera americana operando em campos de petróleo venezuelanos. Empresas como a Exxon Mobil e a ConocoPhillips tiveram operações de destaque no país antes que seus projetos fossem nacionalizados pelo ex-presidente Hugo Chávez, há quase duas décadas.

Até o momento, o Departamento de Energia dos EUA não respondeu ao pedido de comentário sobre a situação.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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