O Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Carga a Granel de Santos, Cubatão e Guarujá (Sindgran) anunciou na última terça-feira (24) a realização de uma paralisação das atividades no Porto de Santos por um período de 24 horas, que ocorrerá nesta quarta-feira (25).
A principal motivação da manifestação é a contestação acerca da cobrança pelo uso dos pátios reguladores, necessária para o acesso às operações no porto. Os caminhoneiros manifestam sua insatisfação com esse modelo, alegando que a taxa imposta diminui significativamente seus ganhos financeiros.
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Paralisação Temporária
De acordo com informações divulgadas pelo sindicato em suas redes sociais, o presidente da entidade, José Cavalcanti, informou que a paralisação foi decidida como uma maneira de exigir mudanças, mas sem a intenção inicial de instaurar uma greve por tempo indeterminado.
José Cavalcanti esclareceu que os valores cobrados impactam a renda dos motoristas e geram um aumento nos custos do transporte. A crítica se concentra especialmente nas tarifas de permanência nos pátios, as quais, na avaliação do sindicato, não deveriam ser arcadas pelos motoristas.
“O Sindgran convocou os caminhoneiros autônomos para uma paralisação de 24 horas. Não se trata de uma greve, é importante deixar claro, e sim de um protesto contra a cobrança nos pátios reguladores, como o Ecopátio, o Rodopátio e outros”, acrescentou.
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Cobranças Indevidas
Como já mencionado, a paralisação promovida pelo Sindgran se concentra especificamente nas cobranças relacionadas ao uso dos pátios, que recaem diretamente sobre os motoristas de caminhão.
O entendimento do sindicato é que os pátios se tornaram negócios extremamente lucrativos, enquanto o valor do frete recebido pelos caminhoneiros já não é suficiente para cobrir os custos de permanência nesses espaços.
“Estamos solicitando reuniões com os terminais e com a diretoria da associação que representa os terminais de grãos na região de Santos. Isso inclui as áreas da Margem Esquerda e Margem Direita, além de Santos e Guarujá. A nossa intenção é abrir um diálogo sincero e, finalmente, encerrar essa cobrança que consideramos irregular e ilegal. Esse é o nosso objetivo”, destacou.
Embora a paralisação tenha duração de apenas 24 horas, a mobilização pode impactar a logística do maior porto da América Latina, gerando repercussões no escoamento de cargas e no funcionamento dos terminais.
O Porto de Santos é um ponto crucial para uma parte significativa das exportações brasileiras, o que gera preocupação no setor com eventuais atrasos que possam ocorrer devido à manifestação.
Fonte: timesbrasil.com.br