Previsão de Preços do Petróleo
Os preços do petróleo podem alcançar a marca de US$ 200 por barril se o conflito no Irã se prolongar até o final de junho, segundo a análise de estrategistas do Macquarie Group.
Impacto da Continuidade do Conflito
Caso a guerra se estenda durante o verão, os especialistas ressaltaram em uma nota para clientes na quarta-feira que seria necessário um aumento significativo nos preços para "reduzir uma quantidade historicamente grande da demanda global por petróleo". Isso provavelmente exigiria que os preços do petróleo Brent ultrapassassem os US$ 200 por barril, resultando em um aumento dos preços da gasolina nos Estados Unidos para cerca de US$ 7 por galão.
Comportamento dos Preços
Na última sexta-feira, os futuros do Brent (BZ=F) foram negociados acima de US$ 104 por barril, mantendo ganhos de aproximadamente 3% no dia, mesmo após o presidente Trump adiar pela segunda vez seu prazo para atingimento da infraestrutura de energia doméstica do Irã. O benchmark americano WTI (CL=F) também registrou pequenas altas, sendo negociado acima de US$ 96 por barril.
Histórico Recente
Durante os primeiros momentos do conflito, os dois produtos energéticos atingiram preços que não eram vistos desde os meses iniciais de 2022, período que seguiu a invasão da Ucrânia pela Rússia.
Probabilidades de Cenários Futuro
Os estrategistas do Macquarie, liderados por Vikas Dwivedi, atribuíram uma probabilidade de cerca de 40% ao cenário otimista de que os preços do petróleo alcancem os US$ 200 por barril. No entanto, é mais provável, conforme os analistas, que o conflito se resolva até o início de abril, resultando em uma moderada redução nos preços do petróleo, custos econômicos relativamente pequenos e um crescimento global apenas ligeiramente desacelerado.
Expectativas do Mercado
"Os mercados ainda esperam que o presidente Trump declare vitória em breve, com os futuros de petróleo e gás apresentando um forte backwardation", observaram os estrategistas. "No entanto, dada a incerteza sobre o que essa vitória significa e os recentes ataques à infraestrutura energética, existe o risco de que os preços precisem aumentar significativamente antes de um acordo a curto prazo ser incentivado."
Fonte: finance.yahoo.com