Haddad afirma que o Ministério da Fazenda está considerando a criação de uma delegacia para enfrentar a lavagem de dinheiro.

Haddad afirma que o Ministério da Fazenda está considerando a criação de uma delegacia para enfrentar a lavagem de dinheiro.

by Ricardo Almeida
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Criação de Delegacia da Receita Federal

Na quinta-feira, 25 de setembro, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que o ministério considera a criação de uma delegacia dentro da Receita Federal com a finalidade de combater a lavagem de dinheiro. Este movimento surge após uma série de operações realizadas pela Receita, por órgãos de polícia e outras autoridades, que revelaram a utilização de estabelecimentos legais por grupos criminosos.

Haddad explicou: “Temos a decisão de criar uma delegacia da Receita Federal, que vai contar com pessoal capacitado para o aprofundamento de investigações nessas áreas.” Ele também mencionou que o processo já está sendo encaminhado para o Ministério da Gestão e Inovação, que precisará aprovar essa criação. “Esse expediente será formalizado nas próximas semanas,” enfatizou o ministro.

Operações Contra o Crime Organizado

Na mesma data, a Receita Federal e autoridades locais de São Paulo realizaram uma operação focada em desmantelar um esquema de crime organizado no setor de combustíveis. Esta operação, nomeada "Spare", é um desdobramento da "Operação Carbono Oculto", que foi iniciada em agosto e que revelou a conexão entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e fintechs, além de fundos de investimentos.

Detalhes da Investigação

As investigações indicam que os alvos do inquérito são suspeitos de usar estabelecimentos como postos de combustíveis, empreendimentos imobiliários, motéis e lojas de franquia em várias cidades de São Paulo para fins de lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e sonegação fiscal. O grupo investigado movimentou mais de R$ 4,5 bilhões entre 2020 e 2024, mas teria recolhido apenas R$ 4,5 milhões em impostos federais durante esse período.

Participação das Autoridades

A operação contou com a participação de servidores da Receita Federal e do Ministério Público de São Paulo (MPSP), através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Também estiveram envolvidos representantes da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz/SP) e policiais militares.

Fonte: www.moneytimes.com.br

As informações apresentadas neste artigo têm caráter educativo e informativo. Não constituem recomendação de compra, venda ou manutenção de ativos financeiros. O mercado de capitais envolve riscos e cada investidor deve avaliar cuidadosamente seus objetivos, perfil e tolerância ao risco antes de tomar decisões. Sempre consulte profissionais qualificados antes de realizar qualquer investimento.

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