Criação de Delegacia da Receita Federal
Na quinta-feira, 25 de setembro, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que o ministério considera a criação de uma delegacia dentro da Receita Federal com a finalidade de combater a lavagem de dinheiro. Este movimento surge após uma série de operações realizadas pela Receita, por órgãos de polícia e outras autoridades, que revelaram a utilização de estabelecimentos legais por grupos criminosos.
Haddad explicou: “Temos a decisão de criar uma delegacia da Receita Federal, que vai contar com pessoal capacitado para o aprofundamento de investigações nessas áreas.” Ele também mencionou que o processo já está sendo encaminhado para o Ministério da Gestão e Inovação, que precisará aprovar essa criação. “Esse expediente será formalizado nas próximas semanas,” enfatizou o ministro.
Operações Contra o Crime Organizado
Na mesma data, a Receita Federal e autoridades locais de São Paulo realizaram uma operação focada em desmantelar um esquema de crime organizado no setor de combustíveis. Esta operação, nomeada "Spare", é um desdobramento da "Operação Carbono Oculto", que foi iniciada em agosto e que revelou a conexão entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e fintechs, além de fundos de investimentos.
Detalhes da Investigação
As investigações indicam que os alvos do inquérito são suspeitos de usar estabelecimentos como postos de combustíveis, empreendimentos imobiliários, motéis e lojas de franquia em várias cidades de São Paulo para fins de lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e sonegação fiscal. O grupo investigado movimentou mais de R$ 4,5 bilhões entre 2020 e 2024, mas teria recolhido apenas R$ 4,5 milhões em impostos federais durante esse período.
Participação das Autoridades
A operação contou com a participação de servidores da Receita Federal e do Ministério Público de São Paulo (MPSP), através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Também estiveram envolvidos representantes da Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo (Sefaz/SP) e policiais militares.
Fonte: www.moneytimes.com.br


